{"id":22565,"date":"2026-05-17T19:29:18","date_gmt":"2026-05-17T19:29:18","guid":{"rendered":"https:\/\/sabetudo.co.mz\/blog\/produtores-temem-que-chuva-afete-producao-de-morango-de-sao-pedro-velhoutm_sourcerss-economiautm_mediumrssutm_campaignrssfeed\/"},"modified":"2026-05-17T19:29:18","modified_gmt":"2026-05-17T19:29:18","slug":"produtores-temem-que-chuva-afete-producao-de-morango-de-sao-pedro-velhoutm_sourcerss-economiautm_mediumrssutm_campaignrssfeed","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sabetudo.co.mz\/blog\/produtores-temem-que-chuva-afete-producao-de-morango-de-sao-pedro-velhoutm_sourcerss-economiautm_mediumrssutm_campaignrssfeed\/","title":{"rendered":"Produtores temem que chuva afete produ\u00e7\u00e3o de morango de S\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/media-manager.noticiasaominuto.com\/640\/naom_69d61b36c4e3b.webp\" \/><\/p>\n<p>                                                    Manuel Andrade tem cerca de 30 mil p\u00e9s, do famoso morango produzido em S\u00e3o Pedro Velho e, por ano, chega a colher entre 20 e 22 toneladas da fruta, que se diferencia pela textura e do\u00e7ura. &#8220;O microclima, os terrenos, criam a\u00e7\u00facares, com a fibra que lhe d\u00e1 o paladar e a textura bonita (&#8230;) Temos terras com muito c\u00e1lcio&#8221;, afirmou, lamentando de imediato que este ano possa ter algumas perdas. Apesar de ter a produ\u00e7\u00e3o em estufim, pequenas estufas, o sol intenso que veio no m\u00eas de abril fez queimar algum morango e a chuva prevista para os pr\u00f3ximos dias tamb\u00e9m n\u00e3o \u00e9 favor\u00e1vel. &#8220;Temperatura mais alta do que deveria estar e a condensa\u00e7\u00e3o embaixo dos t\u00faneis, a umidade com o calor, acaba estragando&#8221;, disse o produtor, que come\u00e7ou a colheita da fruta na segunda semana de abril e prev\u00ea que at\u00e9 junho ainda haja muito trabalho pela frente, admitindo que &#8220;tudo pode acontecer daqui para frente&#8221;. Armindo Alves \u00e9 outro dos produtores de morango nesta aldeia do concelho de Mirandela. Com a campanha j\u00e1 na metade, ele diz estar indo &#8220;normal&#8221;, mas n\u00e3o quer, por enquanto, fazer contas sobre a quantidade de morangos que poder\u00e1 colher. &#8220;O tempo parece que n\u00e3o vai nos ajudar muito esse ano. Eles d\u00e3o muita chuva. Se chover, n\u00e3o d\u00e1 para pegar, estraga tudo. \u00c9 um produto delicado. Por enquanto, ainda n\u00e3o estragou nada, mas se continuar assim, muita umidade, come\u00e7am a apodrecer&#8221;, disse o agricultor. Embora prevejam algumas quedas, os produtores garantem que a qualidade n\u00e3o ser\u00e1 comprometida. &#8220;Em termos de qualidade \u00e9 boa. Os terrenos tamb\u00e9m permitem. S\u00e3o muito bons esses terrenos para ele (morango), s\u00e3o f\u00e9rteis&#8221;, afirmou Armindo Alves. No fim de semana, o morango de S\u00e3o Pedro Velho estar\u00e1 em destaque na feira, que todos os anos acontece no povoado, e onde chegam a ser compradas algumas toneladas. &#8220;Duas toneladas para a feira. Vamos ver o tempo, as previs\u00f5es que temos de tempo n\u00e3o est\u00e3o querendo ajudar. Vamos tentar&#8221;, disse Manuel Andrade. O morango de S\u00e3o Pedro Velho tamb\u00e9m pode ser comprado em v\u00e1rios estabelecimentos da regi\u00e3o de Tr\u00e1s-os-Montes. Os morangos de Manuel Andrade ficam em Mirandela e nos munic\u00edpios vizinhos, como Bragan\u00e7a, Vinhais e Macedo de Cavaleiros. Tamb\u00e9m a chegou a fazer distribui\u00e7\u00e3o em Chaves, onde disse j\u00e1 ter vendido &#8220;muito&#8221;, mas os revendedores t\u00eam encomendado o &#8220;dobro ou o triplo&#8221; e, por isso, a produ\u00e7\u00e3o j\u00e1 n\u00e3o \u00e9 suficiente para chegar ao distrito de Vila Real. O agricultor, j\u00e1 com 65 anos, disse que se tivesse mais produ\u00e7\u00e3o, &#8220;se venderia muito mais&#8221;, tendo em vista a grande demanda. Apesar de ter terra para aumentar a planta\u00e7\u00e3o de morango, a m\u00e3o de obra, &#8220;que \u00e9 pouca e n\u00e3o \u00e9 qualificada&#8221;, impede o crescimento do neg\u00f3cio. &#8220;A gente n\u00e3o tem nem m\u00e3o de obra para poder fazer produto, porque a gente \u00e9 pouca na nossa regi\u00e3o e ningu\u00e9m quer fazer nada. Com 65 anos eu n\u00e3o posso mais, os filhos tamb\u00e9m n\u00e3o querem, a \u00e1rea deles n\u00e3o \u00e9 essa, eles fizeram os cursos deles e t\u00eam outros trabalhos, mas seria muito bom para a regi\u00e3o, para o povoado, para todo mundo aqui, que algu\u00e9m desse continuidade a isso, mas n\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil dar, porque n\u00e3o temos m\u00e3o de obra&#8221;, lamentou. Nessa vila, a produ\u00e7\u00e3o do morango \u00e9 mantida pelas m\u00e3os das pessoas mais velhas, como Manuel Andrade e Armindo Alves, que j\u00e1 est\u00e1 at\u00e9 aposentado. &#8220;Isso \u00e9 um pouco amor \u00e0 camisa, porque (&#8230;) j\u00e1 fica um pouco caro&#8221;, afirmou Armindo Alves, ao ser questionado se essa cultura ainda \u00e9 lucrativa. A caixa do morango pode ser vendida a R$ 10 para o consumidor final, mas quanto aos revendedores, os agricultores s\u00f3 conseguem praticar pre\u00e7os entre quatro e oito reais. &#8220;Temos pre\u00e7os mais ou menos id\u00eanticos aos do ano passado. Ao revendedor tenho sete ou oito centavos a mais o quilo. N\u00e3o cobre a infla\u00e7\u00e3o. \u00c9 para fazer o acerto mais nas contas. Em vez de se ganhar cinco, ganha-se quatro. Para cobrir as despesas e que v\u00e1 ficando algum para fazermos a nossa via&#8221;, rematou Manuel Andrade. Em S\u00e3o Pedro Velho chegam a ser produzidas, por ano, cerca de 100 toneladas de morango. Leia tamb\u00e9m: A maneira mais f\u00e1cil de remover manchas de morango (temidas) de roupas<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Manuel Andrade tem cerca de 30 mil p\u00e9s, do famoso morango produzido em S\u00e3o Pedro Velho e, por ano, chega a colher entre 20 e 22 toneladas da fruta, que se diferencia pela textura e do\u00e7ura. &#8220;O microclima, os terrenos, criam a\u00e7\u00facares, com a fibra que lhe d\u00e1 o paladar e a textura bonita (&#8230;) [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":22566,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[3],"tags":[],"class_list":["post-22565","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-economia"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sabetudo.co.mz\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/22565","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sabetudo.co.mz\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sabetudo.co.mz\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sabetudo.co.mz\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sabetudo.co.mz\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=22565"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sabetudo.co.mz\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/22565\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sabetudo.co.mz\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media\/22566"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sabetudo.co.mz\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=22565"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sabetudo.co.mz\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=22565"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sabetudo.co.mz\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=22565"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}