{"id":226,"date":"2025-07-13T23:34:01","date_gmt":"2025-07-13T23:34:01","guid":{"rendered":"https:\/\/sabetudo.co.mz\/blog\/carvalho-da-silva-pede-debate-na-sociedade-sobre-profundo-retrocessoutm_sourcerss-economiautm_mediumrssutm_campaignrssfeed\/"},"modified":"2025-07-13T23:34:01","modified_gmt":"2025-07-13T23:34:01","slug":"carvalho-da-silva-pede-debate-na-sociedade-sobre-profundo-retrocessoutm_sourcerss-economiautm_mediumrssutm_campaignrssfeed","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sabetudo.co.mz\/blog\/carvalho-da-silva-pede-debate-na-sociedade-sobre-profundo-retrocessoutm_sourcerss-economiautm_mediumrssutm_campaignrssfeed\/","title":{"rendered":"Carvalho da Silva pede debate na sociedade sobre &#8220;profundo"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/media-manager.noticiasaominuto.com\/1920\/naom_5935738179ff3.jpg\" \/><br \/>&#8220;N\u00e3o acho que \u00e9 o momento de realizar (a greve geral), \u00e9 tempo de pensar as implica\u00e7\u00f5es das mudan\u00e7as e do que v\u00e3o impor a prazo se n\u00e3o se quiser entrar num retrocesso profundo. N\u00e3o digo que \u00e9 agora que tem de se fazer a greve, \u00e9 agora que \u00e9 preciso identificar o que vem a\u00ed, n\u00e3o se faz greve geral sem esclarecimento da sociedade&#8221;, afirmou \u00e0 Lusa Manuel Carvalho da Silva.  Na semana passada, Carvalho da Silva (que foi l\u00edder da central sindical CGTP durante 25 anos, entre 1986 e 2012) escreveu um artigo no Jornal de Not\u00edcias em que recordou a greve geral conjunta que CGTP e UGT fizeram em 1988 para considerar que &#8220;boas experi\u00eancias vividas no passado podem ser inspiradoras no presente&#8221;. Questionado pela Lusa sobre se defende j\u00e1 uma greve geral, o economista respondeu que para j\u00e1 o que \u00e9 preciso \u00e9 &#8220;uma grande a\u00e7\u00e3o de esclarecimento&#8221; na sociedade perante a &#8220;agenda regressiva&#8221; do Governo e de v\u00e1rios setores da sociedade pois &#8212; argumentou &#8212; a narrativa atual &#8220;vive de argumentos mentirosos&#8221;. Uma das fal\u00e1cias, disse, \u00e9 a de que &#8220;s\u00f3 \u00e9 poss\u00edvel melhorar (a vida das pessoas) se houver crescimento econ\u00f3mico&#8221;, considerando que crescimento sem melhor distribui\u00e7\u00e3o da riqueza n\u00e3o chega a quem precisa. Considerou ainda que quando o Governo diz regularmente que quer meter &#8220;mais dinheiro no bolso das fam\u00edlias&#8221; tal \u00e9 uma frase vazia face ao agravar das condi\u00e7\u00f5es de vida e uma ilus\u00e3o se for feito &#8220;\u00e0s custas da seguran\u00e7a social&#8221;. &#8220;Quando em Portugal temos um aumento dos pre\u00e7os da habita\u00e7\u00e3o de 16% (no primeiro trimestre) quanto \u00e9 preciso aumentar sal\u00e1rios s\u00f3 para fazer face a isto&#8221;, perguntou. Considerou ainda uma perigosa ilus\u00e3o a ideia de diluir os subs\u00eddios de Natal e de f\u00e9rias nos sal\u00e1rios mensais pois rapidamente esse aumento moment\u00e2neo \u00e9 absorvido e a m\u00e9dio e longo prazo os trabalhadores saem penalizados. &#8220;N\u00e3o foi agora que se descobriu que o ano tem 12 meses. Os subs\u00eddios de Natal e de f\u00e9rias foram criados por compromissos com outros objetivos, de em momentos com dimens\u00f5es espec\u00edficas (final de ano, f\u00e9rias) as pessoas terem rendimentos extra&#8221;, explicou. Segundo Carvalho da Silva, caso venham a ser incorporados estes subs\u00eddios nos ordenados dos 12 meses do ano basta &#8220;n\u00e3o atualizar os sal\u00e1rios quatro ou cinco anos para se esfumar&#8221; essa aparente vantagem. O economista defendeu ainda que &#8220;a propaganda dos impostos \u00e9 vigarice&#8221;, considerando que em Portugal quem \u00e9 penalizado pelos impostos s\u00e3o os mais pobres e menos favorecidos &#8211; desde logo nos impostos indiretos como IVA que s\u00e3o iguais para qualquer pessoa &#8211; e que \u00e9 &#8220;mentira que Portugal \u00e9 um pa\u00eds contra a iniciativa privada&#8221;. &#8220;\u00c9 mais f\u00e1cil em Portugal ser empres\u00e1rio do que ser trabalhador qualificado&#8221;, disse. Para o economista, com a atual especializa\u00e7\u00e3o da economia portuguesa, habita\u00e7\u00e3o especulada e sa\u00fade cada vez mais como neg\u00f3cio n\u00e3o h\u00e1 melhoria de rendimentos e das condi\u00e7\u00f5es de vida das pessoas. &#8220;S\u00e3o estas mistifica\u00e7\u00f5es que est\u00e3o profundamente enraizadas na sociedade e para que ser\u00e1 preciso anos de combate. \u00c9 um trabalho de formiga que \u00e9 preciso fazer, \u00e9 preciso vis\u00e3o estrat\u00e9gica para estabelecer alian\u00e7as, nomeadamente no movimento sindical, para sustentar lutas, incluindo greves gerais. Esse trabalho precisa de ser feito&#8221;, afirmou. Na segunda-feira, a CGTP acusou o Governo de estar a preparar &#8220;um assalto aos direitos laborais&#8221; e avisou que, se o executivo avan\u00e7ar com propostas que limitem o direito \u00e0 greve, n\u00e3o exclui convocar protestos de grande dimens\u00e3o, incluindo uma greve geral. O atual secret\u00e1rio-geral, Tiago Oliveira, disse que a central sindical vai agora iniciar um processo de mobiliza\u00e7\u00e3o e debate nas estruturas sindicais e nos locais de trabalho &#8220;para preparar a resposta que for necess\u00e1ria&#8221; e, questionado pela Lusa, disse que a CGTP n\u00e3o afasta, desde o primeiro momento, qualquer forma de interven\u00e7\u00e3o e de luta que salvaguarde os interesses dos trabalhadores&#8221;. Leia Tamb\u00e9m: CGTP elogia &#8220;firmeza&#8221; dos trabalhadores da Nobre que cumprem 22.\u00aa greve<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&#8220;N\u00e3o acho que \u00e9 o momento de realizar (a greve geral), \u00e9 tempo de pensar as implica\u00e7\u00f5es das mudan\u00e7as e do que v\u00e3o impor a prazo se n\u00e3o se quiser entrar num retrocesso profundo. 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