{"id":22845,"date":"2026-05-19T23:26:16","date_gmt":"2026-05-19T23:26:16","guid":{"rendered":"https:\/\/sabetudo.co.mz\/blog\/acores-registam-a-segunda-taxa-de-pobreza-mais-elevada-do-paisutm_sourcerss-economiautm_mediumrssutm_campaignrssfeed\/"},"modified":"2026-05-19T23:26:16","modified_gmt":"2026-05-19T23:26:16","slug":"acores-registam-a-segunda-taxa-de-pobreza-mais-elevada-do-paisutm_sourcerss-economiautm_mediumrssutm_campaignrssfeed","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sabetudo.co.mz\/blog\/acores-registam-a-segunda-taxa-de-pobreza-mais-elevada-do-paisutm_sourcerss-economiautm_mediumrssutm_campaignrssfeed\/","title":{"rendered":"A\u00e7ores registam a segunda taxa de pobreza mais elevada do"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/media-manager.noticiasaominuto.com\/640\/naom_6814f2b4578c9.webp\" \/><\/p>\n<p>                                                    O estudo, elaborado por pesquisadores da Nova SBE, conclui que as disparidades territoriais continuam a marcar a realidade social brasileira, apesar da redu\u00e7\u00e3o global da pobreza observada nos \u00faltimos anos. Em 2025, a taxa nacional de risco de pobreza ficou em 15,4%, mas o valor variou significativamente entre as regi\u00f5es. O Alentejo tinha a maior taxa do pa\u00eds, com 17,9%, seguido pelos A\u00e7ores, com 17,3%. Em sentido oposto, a Grande S\u00e3o Paulo registrou a menor incid\u00eancia de pobreza, com 12,2%. Os A\u00e7ores destacam-se, no entanto, pelos n\u00edveis de priva\u00e7\u00e3o material e social. Segundo o relat\u00f3rio, 17,4% da popula\u00e7\u00e3o a\u00e7oriana estava em situa\u00e7\u00e3o de priva\u00e7\u00e3o material e social em 2024, o maior valor entre todas as regi\u00f5es portuguesas e mais de seis pontos percentuais acima da m\u00e9dia nacional. A Madeira aparecia na segunda posi\u00e7\u00e3o, com 15,1%. Os pesquisadores apontam que as desigualdades regionais n\u00e3o se limitam \u00e0 renda, refletindo tamb\u00e9m nas condi\u00e7\u00f5es de vida, acesso a servi\u00e7os e qualidade da moradia. No caso dos A\u00e7ores, o relat\u00f3rio identifica n\u00edveis particularmente altos de priva\u00e7\u00e3o alimentar e dificuldades de acesso aos cuidados de sa\u00fade. Cerca de 6,9% da popula\u00e7\u00e3o a\u00e7oriana n\u00e3o conseguia garantir uma refei\u00e7\u00e3o proteica a cada dois dias, enquanto 6,7% relataram dificuldades de acesso a consultas ou tratamentos m\u00e9dicos n\u00e3o odontol\u00f3gicos. A regi\u00e3o aut\u00f4noma apresentou igualmente o maior coeficiente de Gini (que mede a desigualdade de renda) do pa\u00eds, com 33,8. J\u00e1 na Madeira, embora a taxa de pobreza fosse ligeiramente inferior \u00e0 dos A\u00e7ores, a priva\u00e7\u00e3o material e social permanecia entre as mais altas do pa\u00eds, mostrando fragilidades persistentes nas condi\u00e7\u00f5es de vida. A an\u00e1lise regional mostra ainda que diferentes territ\u00f3rios enfrentam problemas distintos. A Grande Lisboa, apesar de registrar a menor taxa de pobreza, apresentou os maiores n\u00edveis de priva\u00e7\u00e3o associados \u00e0 polui\u00e7\u00e3o, sujeira e ru\u00eddo nas \u00e1reas residenciais. As regi\u00f5es Norte e A\u00e7ores lideraram nas dificuldades para manter as casas confortavelmente frescas durante o ver\u00e3o, com 33,1% da popula\u00e7\u00e3o relatando incapacidade de garantir condi\u00e7\u00f5es t\u00e9rmicas adequadas. Na Pen\u00ednsula de Set\u00fabal, os problemas relacionados \u00e0 criminalidade, viol\u00eancia e vandalismo apareciam acima da m\u00e9dia nacional, afetando 14,6% dos moradores. O relat\u00f3rio tamb\u00e9m ressalta que o impacto das transfer\u00eancias sociais varia significativamente entre as regi\u00f5es. Nos A\u00e7ores e na Madeira, os apoios sociais reduzem a taxa de pobreza em cerca de oito pontos percentuais, revelando maior depend\u00eancia de benef\u00edcios sociais para mitigar situa\u00e7\u00f5es de vulnerabilidade econ\u00f4mica. Em contraste, na Grande Lisboa e na regi\u00e3o Centro, o impacto das transfer\u00eancias sociais \u00e9 menor, traduzindo-se em uma redu\u00e7\u00e3o da pobreza de cerca de quatro pontos percentuais. Os pesquisadores consideram que esses dados evidenciam &#8220;fragilidades estruturais persistentes&#8221; e mostram que a melhora dos indicadores nacionais n\u00e3o elimina desigualdades profundas entre as regi\u00f5es. Al\u00e9m da dimens\u00e3o econ\u00f4mica, o relat\u00f3rio associa assimetrias territoriais a dificuldades de acesso \u00e0 moradia, alimenta\u00e7\u00e3o, sa\u00fade e bem-estar, defendendo a necessidade de pol\u00edticas p\u00fablicas diferenciadas e ajustadas \u00e0s especificidades regionais. O estudo conclui que, apesar da trajet\u00f3ria de redu\u00e7\u00e3o da pobreza em Portugal, os indicadores regionais revelam uma realidade &#8220;muito desigual&#8221;, particularmente nas regi\u00f5es aut\u00f4nomas, onde pobreza, priva\u00e7\u00e3o e depend\u00eancia de apoio social continuam a assumir express\u00e3o significativa. Leia Tamb\u00e9m: Pobreza baixa para 15,4%, mas desigualdades persistem em Portugal<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O estudo, elaborado por pesquisadores da Nova SBE, conclui que as disparidades territoriais continuam a marcar a realidade social brasileira, apesar da redu\u00e7\u00e3o global da pobreza observada nos \u00faltimos anos. Em 2025, a taxa nacional de risco de pobreza ficou em 15,4%, mas o valor variou significativamente entre as regi\u00f5es. 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