{"id":2314,"date":"2025-08-05T02:32:02","date_gmt":"2025-08-05T02:32:02","guid":{"rendered":"https:\/\/sabetudo.co.mz\/blog\/amamentar-ate-a-primaria-ministra-gera-polemica-desinformacao-ate-doiutm_sourcerss-economiautm_mediumrssutm_campaignrssfeed\/"},"modified":"2025-08-05T02:32:02","modified_gmt":"2025-08-05T02:32:02","slug":"amamentar-ate-a-primaria-ministra-gera-polemica-desinformacao-ate-doiutm_sourcerss-economiautm_mediumrssutm_campaignrssfeed","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sabetudo.co.mz\/blog\/amamentar-ate-a-primaria-ministra-gera-polemica-desinformacao-ate-doiutm_sourcerss-economiautm_mediumrssutm_campaignrssfeed\/","title":{"rendered":"Amamentar at\u00e9 \u00e0 prim\u00e1ria? Ministra gera pol\u00e9mica:"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/media-manager.noticiasaominuto.com\/1920\/naom_665ee4fd2d233.jpg\" \/><br \/>As declara\u00e7\u00f5es da ministra do Trabalho, Solidariedade e Seguran\u00e7a Social, Maria do Ros\u00e1rio da Palma Ramalho, sobre alegados abusos no direito \u00e0 amamenta\u00e7\u00e3o est\u00e3o a gerar pol\u00e9mica e a motivar cr\u00edticas por parte de pediatras e de associa\u00e7\u00f5es de defesa das mulheres.  Em causa est\u00e1 o facto de, em entrevista ao Jornal de Not\u00edcias (JN) e \u00e0 TSF, a ministra ter revelado que tem conhecimento de casos em que as &#8220;crian\u00e7as parece que continuam a ser amamentadas para dar \u00e0 trabalhadora um hor\u00e1rio reduzido, que \u00e9 duas horas por dia que o empregador paga, at\u00e9 andarem na escola prim\u00e1ria&#8221;. O Not\u00edcias ao Minuto j\u00e1 questionou fonte do Minist\u00e9rio do Trabalho sobre quantos casos destes \u00e9 que o Governo tem conhecimento, estando a aguardar uma resposta. A ministra acrescentou que, a ser verdade, &#8220;isso quer dizer que se calhar (a crian\u00e7a) n\u00e3o come mais nada, o que \u00e9 estranho&#8221;. E prosseguiu: &#8220;O exerc\u00edcio adequado de um direito n\u00e3o deve confundir-se com o exerc\u00edcio abusivo desse mesmo direito&#8221;. As declara\u00e7\u00f5es de Maria do Ros\u00e1rio da Palma Ramalho n\u00e3o foram bem recebidas por parte de pediatras e de associa\u00e7\u00f5es de defesa das mulheres. A Associa\u00e7\u00e3o Portuguesa pelos Direitos da Mulher na Gravidez e Parto referiu, atrav\u00e9s da rede social Instagram, que &#8220;a desinforma\u00e7\u00e3o \u00e9 tanta que at\u00e9 d\u00f3i&#8221;, acompanhando a rea\u00e7\u00e3o com as declara\u00e7\u00f5es pol\u00e9micas da governante. Ali\u00e1s, em declara\u00e7\u00f5es ao JN, Sara do Vale, fundadora e dirigente da mesma Associa\u00e7\u00e3o, acusa a ministra de desconhecer a realidade: &#8220;Como \u00e9 poss\u00edvel a senhora ministra proferir estas afirma\u00e7\u00f5es? \u00c9 de quem n\u00e3o percebe absolutamente nada de aleitamento materno nem de amamenta\u00e7\u00e3o&#8221;. As duas peti\u00e7\u00f5es est\u00e3o dispon\u00edveis na p\u00e1gina online &#8216;Peti\u00e7\u00e3o P\u00fablica&#8217; e constam ambas da lista das peti\u00e7\u00f5es mais ativas. Lusa | 12:32 &#8211; 01\/08\/2025 Ainda antes das declara\u00e7\u00f5es da ministra, refira-se, quase 24.700 pessoas tinham j\u00e1 assinado uma peti\u00e7\u00e3o online contra os retrocessos nos direitos das mulheres, m\u00e3es e beb\u00e9s, enquanto outra, pelos direitos das fam\u00edlias, tinha mais de 14.000 assinaturas, ambas contras as recentes propostas de altera\u00e7\u00e3o \u00e0 legisla\u00e7\u00e3o laboral. No caso da peti\u00e7\u00e3o contra os &#8216;retrocessos inaceit\u00e1veis nos direitos das mulheres, m\u00e3es e beb\u00e9s&#8217;, o pedido \u00e9 para que a Assembleia da Rep\u00fablica rejeite ou altere as propostas que limitam a licen\u00e7a de amamenta\u00e7\u00e3o at\u00e9 aos dois anos, rejeite a revoga\u00e7\u00e3o das faltas por luto gestacional e rejeite a altera\u00e7\u00e3o do hor\u00e1rio flex\u00edvel de trabalho. Relativamente \u00e0 licen\u00e7a de amamenta\u00e7\u00e3o, defende que as altera\u00e7\u00f5es propostas pelo Governo s\u00e3o &#8220;um atentado \u00e0 sa\u00fade, \u00e0 ci\u00eancia e \u00e0 maternidade&#8221;, ignorando as recomenda\u00e7\u00f5es da Organiza\u00e7\u00e3o Mundial da Sa\u00fade (OMS), que v\u00e3o no sentido da defesa da amamenta\u00e7\u00e3o at\u00e9 aos dois anos. Os peticion\u00e1rios defendem que esta altera\u00e7\u00e3o legislativa \u00e9 &#8220;contr\u00e1ria \u00e0 promo\u00e7\u00e3o da natalidade, que o pr\u00f3prio Governo diz pretender incentivar&#8221;, &#8220;um obst\u00e1culo \u00e0 concilia\u00e7\u00e3o entre vida profissional e familiar&#8221; e &#8220;um incentivo ao desmame precoce e for\u00e7ado, com potenciais impactos negativos duradouros&#8221;. O que est\u00e1 em causa? O que vai mudar com a mexida que o Governo quer fazer na lei? De acordo com o anteprojeto de lei preparado pelo Governo, o objetivo do Executivo de Lu\u00eds Montenegro passa por alterar a licen\u00e7a de amamenta\u00e7\u00e3o, de forma a que a mulher tenha de apresentar, desde logo, uma declara\u00e7\u00e3o m\u00e9dica em como est\u00e1 a amamentar &#8211; que, a partir da\u00ed, ter\u00e1 de ser renovada a cada seis meses. Al\u00e9m disso, esta mesma licen\u00e7a passa a ser v\u00e1lida s\u00f3 at\u00e9 a crian\u00e7a fazer dois anos, sendo que at\u00e9 agora n\u00e3o havia prazo estabelecido desde que a amamenta\u00e7\u00e3o fosse atestada via declara\u00e7\u00e3o m\u00e9dica. As v\u00e1rias altera\u00e7\u00f5es \u00e0 legisla\u00e7\u00e3o laboral que o Governo se prepara para implementar fazem parte de um anteprojeto entregue na semana passada aos parceiros sociais, em sede de Concerta\u00e7\u00e3o Social. Leia Tamb\u00e9m: &#8220;Crian\u00e7as continuam a ser amamentadas para m\u00e3es terem hor\u00e1rio reduzido&#8221;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>As declara\u00e7\u00f5es da ministra do Trabalho, Solidariedade e Seguran\u00e7a Social, Maria do Ros\u00e1rio da Palma Ramalho, sobre alegados abusos no direito \u00e0 amamenta\u00e7\u00e3o est\u00e3o a gerar pol\u00e9mica e a motivar cr\u00edticas por parte de pediatras e de associa\u00e7\u00f5es de defesa das mulheres. 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