{"id":23539,"date":"2026-05-27T00:32:50","date_gmt":"2026-05-27T00:32:50","guid":{"rendered":"https:\/\/sabetudo.co.mz\/blog\/mais-de-metade-dos-trabalhadores-dos-contact-centers-com-contratos-sem-termoutm_sourcerss-economiautm_mediumrssutm_campaignrssfeed\/"},"modified":"2026-05-27T00:32:50","modified_gmt":"2026-05-27T00:32:50","slug":"mais-de-metade-dos-trabalhadores-dos-contact-centers-com-contratos-sem-termoutm_sourcerss-economiautm_mediumrssutm_campaignrssfeed","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sabetudo.co.mz\/blog\/mais-de-metade-dos-trabalhadores-dos-contact-centers-com-contratos-sem-termoutm_sourcerss-economiautm_mediumrssutm_campaignrssfeed\/","title":{"rendered":"Mais da metade dos trabalhadores de contact centers com"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/media-manager.noticiasaominuto.com\/640\/19276853.webp?crop_params=eyJsYW5kc2NhcGUiOnsiY3JvcFdpZHRoIjoyNTE1LCJjcm9wSGVpZ2h0IjoxNDE1LCJjcm9wWCI6MjEsImNyb3BZIjoyMzh9fQ==\" \/><\/p>\n<p>                                                    No ano passado, 55,8% dos trabalhadores dos &#8216;contact centers&#8217; tinham contrato sem termo, &#8220;o maior valor desde 2022&#8221;, enquanto 38,9% tinham contrato a termo, segundo estudo promovido pela Associa\u00e7\u00e3o Portuguesa de Contact Centers (APCC) e que ser\u00e1 apresentado hoje na Confer\u00eancia Internacional APCC 2026. Dos cerca de 40% trabalhadores com contratos a termo, 26,9% tinham contrato a termo incerto e 12% a termo certo, aponta. Segundo esse estudo, que faz um retrato desse setor, que em Portugal emprega mais de 115 mil pessoas, os contratos sem prazo t\u00eam vindo a ganhar terreno (em 2023 eram 50,7% e em 2024 54,6%), enquanto os contratos a termo t\u00eam vindo a recuar (em 2023 eram 45,2% e no ano seguinte 40,8%). J\u00e1 os &#8220;contratos de presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os e trabalho tempor\u00e1rio representam cerca de 5%, mantendo-se em linha com os anos anteriores&#8221;, acrescenta o estudo. As remunera\u00e7\u00f5es t\u00eam vindo a crescer, com o sal\u00e1rio bruto m\u00e9dio mensal dos operadores a ultrapassar &#8220;pela primeira vez os 1.000 euros&#8221; em 2025, fixando-se nos 1.021 euros, um aumento face aos 973 euros em 2024 e aos 932 euros registrados em 2023. Por setor de atividade, \u00e9 nos dos transportes e viagens que o ordenado bruto m\u00e9dio mensal dos operadores \u00e9 mais elevado, tendo-se fixado nos 1.063 euros no ano passado, seguido por assist\u00eancia na estrada (1.030 euros) e bancos e outras institui\u00e7\u00f5es financeiras (1.028 euros). No polo oposto est\u00e1 o com\u00e9rcio (varejo e distribui\u00e7\u00e3o) e o turismo, cuja remunera\u00e7\u00e3o m\u00e9dia mensal bruta das operadoras era de R$ 931 e R$ 947, respectivamente. A situa\u00e7\u00e3o \u00e9 semelhante no caso dos supervisores, cujo sal\u00e1rio m\u00e9dio bruto era de 1.344 euros em 2025, o que compara com os 1.312 euros no ano anterior e os 1.230 em 2023. &#8220;Os setores com RBM mais elevadas s\u00e3o a assist\u00eancia em viagem (1.501euros) e os transportes e viagens (1.378 euros)&#8221;, enquanto &#8220;os valores m\u00e9dios mais baixos encontram-se no turismo (1.245 euros) e no com\u00e9rcio (1.190 euros)&#8221;. Por outro lado, os t\u00e9cnicos de qualidade e forma\u00e7\u00e3o tinham uma remunera\u00e7\u00e3o m\u00e9dia mensal bruta &#8220;ligeiramente abaixo do valor dos supervisores&#8221;, fixando-se em 1.271 euros em 2025, sendo que por setor de atividade a ind\u00fastria ocupa o lugar cimeiro (1.407 euros) e o valor mais baixo pertence ao turismo (1.045 euros). J\u00e1 no caso dos coordenadores, cujo indicador \u00e9, ao lado dos t\u00e9cnicos de qualidade e forma\u00e7\u00e3o, incluindo pela primeira vez neste estudo, o sal\u00e1rio m\u00e9dio mensal bruto era de 1.727 euros, com o maior valor a ser registrado no setor de transporte e viagens (1.747 euros) e os mais baixos no com\u00e9rcio (varejo e distribui\u00e7\u00e3o) (1.537 euros) e na administra\u00e7\u00e3o p\u00fablica e setor social (1.526 euros). O estudo revela ainda que &#8220;os incentivos t\u00eam agora um peso menor&#8221;, tendo passado de 20% para 18% no caso dos operadores e de 21% para 19% da remunera\u00e7\u00e3o global nos supervisores. As qualifica\u00e7\u00f5es dos trabalhadores t\u00eam vido a aumentar: quase metade (49,8%) tinha, no ano passado, o ensino m\u00e9dio completo e cerca de um ter\u00e7o (30,6%) concluiu o ensino superior. &#8220;Em crescimento constante nos \u00faltimos anos est\u00e1 a frequ\u00eancia ao ensino superior, que tem vindo a ganhar terreno em rela\u00e7\u00e3o a quem det\u00e9m o ensino secund\u00e1rio (7,5% em 2023, 9,9% em 2024, 16,3% agora)&#8221;, assinala o estudo, acrescentando que &#8220;os \u00fanicos setores com uma diferen\u00e7a mais significativa em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 m\u00e9dia s\u00e3o a ind\u00fastria, com um n\u00famero superior de frequ\u00eancia do ensino secund\u00e1rio, e a assist\u00eancia em viagem, com apenas 16% com ensino superior completo&#8221;. As mulheres continuam a estar em maioria no setor, incluindo em cargos de chefia, sendo que os &#8216;contact centers&#8217; &#8220;continuam presentes em todos os distritos e regi\u00f5es aut\u00f3nomas&#8221;, ainda que com uma concentra\u00e7\u00e3o significativa em Lisboa &#8220;que representa aproximadamente 70% das respostas e 60% dos colaboradores&#8221;. Na edi\u00e7\u00e3o 2026 do Estudo de Caracteriza\u00e7\u00e3o e Benchmarking da Atividade de Contact Centers, foram coletadas informa\u00e7\u00f5es de 59.409 profissionais, distribu\u00eddos em 1.717 opera\u00e7\u00f5es, de 96 empresas. Sendo que sendo este um estudo de participa\u00e7\u00e3o volunt\u00e1ria, a taxa de resposta \u00e0s diferentes perguntas n\u00e3o \u00e9 sempre de 100%. Leia Tamb\u00e9m: Angola quer recuperar pe\u00e7as desaparecidas e enriquecer museus<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>No ano passado, 55,8% dos trabalhadores dos &#8216;contact centers&#8217; tinham contrato sem termo, &#8220;o maior valor desde 2022&#8221;, enquanto 38,9% tinham contrato a termo, segundo estudo promovido pela Associa\u00e7\u00e3o Portuguesa de Contact Centers (APCC) e que ser\u00e1 apresentado hoje na Confer\u00eancia Internacional APCC 2026. 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