{"id":23867,"date":"2026-06-03T09:43:30","date_gmt":"2026-06-03T09:43:30","guid":{"rendered":"https:\/\/sabetudo.co.mz\/blog\/trabalhadores-da-emel-avancam-com-greve-parcial-de-22-a-25-de-junhoutm_sourcerss-economiautm_mediumrssutm_campaignrssfeed\/"},"modified":"2026-06-03T09:43:30","modified_gmt":"2026-06-03T09:43:30","slug":"trabalhadores-da-emel-avancam-com-greve-parcial-de-22-a-25-de-junhoutm_sourcerss-economiautm_mediumrssutm_campaignrssfeed","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sabetudo.co.mz\/blog\/trabalhadores-da-emel-avancam-com-greve-parcial-de-22-a-25-de-junhoutm_sourcerss-economiautm_mediumrssutm_campaignrssfeed\/","title":{"rendered":"Trabalhadores da EMEL avan\u00e7am com greve parcial de 22 a 25"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/media-manager.noticiasaominuto.com\/640\/naom_5bc4afcc2bec5.webp?crop_params=eyJwb3J0cmFpdCI6eyJjcm9wV2lkdGgiOjEwNTEsImNyb3BIZWlnaHQiOjE4NjgsImNyb3BYIjozNDcsImNyb3BZIjotMX19\" \/><\/p>\n<p>                                                    A resolu\u00e7\u00e3o aprovada em plen\u00e1rio de trabalhadores foi entregue \u00e0 C\u00e2mara Municipal de Lisboa (CML), acionista \u00fanica da EMEL, para exigir a retomada das negocia\u00e7\u00f5es do Caderno Reivindicativo da empresa, com &#8220;uma proposta s\u00e9ria&#8221; de aumento salarial, disse Orlando Gon\u00e7alves, dirigente sindical do CESP &#8211; Sindicato dos Trabalhadores do Com\u00e9rcio, Escrit\u00f3rios e Servi\u00e7os de Portugal. Em declara\u00e7\u00f5es \u00e0 ag\u00eancia Lusa, o sindicalista disse que &#8220;\u00e9 inaceit\u00e1vel&#8221; a proposta do Conselho de Administra\u00e7\u00e3o da EMEL de um aumento salarial de 25 euros, referindo que isso representa &#8220;0,5% do or\u00e7amento da EMEL&#8221; e, por isso, &#8220;\u00e9 uma fal\u00e1cia&#8221; dizer que o problema \u00e9 o aumento dos sal\u00e1rios. Os trabalhadores sugeriram &#8220;150 euros de aumento&#8221;, disse o respons\u00e1vel do CESP, acrescentando que o Caderno Reivindicativo da EMEL inclui &#8220;mais uma s\u00e9rie de mat\u00e9rias&#8221;, como o trabalho noturno e a penosidade, bem como a implementa\u00e7\u00e3o das diuturnidades, ou seja, a valoriza\u00e7\u00e3o da antiguidade, compromisso que j\u00e1 foi assumido anteriormente pelo Conselho de Administra\u00e7\u00e3o, mas que &#8220;ainda n\u00e3o foi cumprido&#8221;. Antes da plen\u00e1ria de hoje, os trabalhadores tiveram outra h\u00e1 pouco mais de uma semana, especificamente no dia 21 de maio, em que entregaram um abaixo-assinado com mais de 350 assinaturas e uma resolu\u00e7\u00e3o dirigida ao presidente da CML, Carlos Moedas (PSD), cobrando provid\u00eancias imediatas quanto \u00e0 negocia\u00e7\u00e3o do Caderno Reivindicativo da EMEL. Os trabalhadores exigiram ser recebidos hoje por Carlos Moedas, mas isso n\u00e3o aconteceu, exp\u00f4s Orlando Gon\u00e7alves, indicando que na C\u00e2mara Municipal estava o Conselho de Administra\u00e7\u00e3o da EMEL, presidido por Carlos Silva, que transmitiu que &#8220;n\u00e3o tem capacidade de aumentar mais do que 25 euros&#8221;. &#8220;De uma forma um pouco encapotada, dando a entender que, se aumentasse mais, poderia haver despedimentos de trabalhadores, o que n\u00e3o nos parece sequer aceit\u00e1vel: milh\u00f5es e milh\u00f5es de lucros que tem dado a EMEL, milh\u00f5es e milh\u00f5es de investimento em Lisboa com o dinheiro da EMEL, s\u00f3 n\u00e3o h\u00e1 dinheiro para aumentar os trabalhadores&#8221;, declarou o dirigente sindical. Contestando a &#8220;intransig\u00eancia e desrespeito&#8221; por parte do Conselho de Administra\u00e7\u00e3o da EMEL, com a apoio da CML, os trabalhadores aprovaram uma resolu\u00e7\u00e3o para avan\u00e7ar com uma greve parcial de 22 a 25 de junho, de duas horas di\u00e1rias, e um novo plen\u00e1rio no dia 26 de junho, nos Pa\u00e7os do Concelho, informou Orlando Gon\u00e7alves. &#8220;Neste momento, o que pedimos \u00e9 que apresentem uma proposta s\u00e9ria, digna de valoriza\u00e7\u00e3o dos trabalhadores, e os trabalhadores est\u00e3o aqui para negociar&#8221;, frisou o sindicalista da CESP. O plen\u00e1rio de hoje contou com a participa\u00e7\u00e3o de cerca de 100 trabalhadores da EMEL, de um total de 800, disse o dirigente sindical, acrescentando que, atualmente, o sal\u00e1rio m\u00ednimo praticado nesta empresa municipal \u00e9 de cerca de 1.000 euros, valor que est\u00e1 &#8220;muito abaixo&#8221; do custo de vida na cidade de Lisboa. &#8220;Cada vez mais, infelizmente, temos trabalhadores que est\u00e3o trabalhando e, mesmo assim, est\u00e3o na linha da pobreza, porque (o sal\u00e1rio) n\u00e3o \u00e9 suficiente para pagar as contas&#8221;, exp\u00f4s. Na resolu\u00e7\u00e3o aprovada hoje, os trabalhadores da EMEL afirmam ainda que &#8220;apoiam e votam sua participa\u00e7\u00e3o na greve geral, pela derrota do pacote trabalhista&#8221;, convocada para quarta-feira, 3 de junho. Leia Tamb\u00e9m: EMEL \u00e9 alvo de processo: &#8220;N\u00e3o permite direito de defesa&#8221;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A resolu\u00e7\u00e3o aprovada em plen\u00e1rio de trabalhadores foi entregue \u00e0 C\u00e2mara Municipal de Lisboa (CML), acionista \u00fanica da EMEL, para exigir a retomada das negocia\u00e7\u00f5es do Caderno Reivindicativo da empresa, com &#8220;uma proposta s\u00e9ria&#8221; de aumento salarial, disse Orlando Gon\u00e7alves, dirigente sindical do CESP &#8211; Sindicato dos Trabalhadores do Com\u00e9rcio, Escrit\u00f3rios e Servi\u00e7os de Portugal. 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