{"id":23966,"date":"2026-06-04T06:15:19","date_gmt":"2026-06-04T06:15:19","guid":{"rendered":"https:\/\/sabetudo.co.mz\/blog\/a-narrativa-do-governo-a-da-cgtp-e-os-confrontos-o-filme-da-greve-geralutm_sourcerss-economiautm_mediumrssutm_campaignrssfeed\/"},"modified":"2026-06-04T06:15:19","modified_gmt":"2026-06-04T06:15:19","slug":"a-narrativa-do-governo-a-da-cgtp-e-os-confrontos-o-filme-da-greve-geralutm_sourcerss-economiautm_mediumrssutm_campaignrssfeed","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sabetudo.co.mz\/blog\/a-narrativa-do-governo-a-da-cgtp-e-os-confrontos-o-filme-da-greve-geralutm_sourcerss-economiautm_mediumrssutm_campaignrssfeed\/","title":{"rendered":"A narrativa do Governo, a da CGTP e os confrontos: O filme"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/media-manager.noticiasaominuto.com\/640\/naom_6a206555f28ca.webp\" \/><\/p>\n<p>                                                    De um lado, o Governo dizia que &#8220;a esmagadora maioria dos trabalhadores portugueses&#8221; estava &#8220;trabalhando&#8221;. Do outro, a CGTP falava em &#8220;grande greve geral&#8221; em resposta a &#8220;um dos mais s\u00e9rios ataques aos direitos dos trabalhadores&#8221; e apontava a &#8220;falta de humildade&#8221; do Executivo. Nas ruas, os trabalhadores se fizeram ouvir e no final da manifesta\u00e7\u00e3o, na Assembleia da Rep\u00fablica, houve at\u00e9 confrontos que terminaram com pelo menos seis detidos. Afinal, quem disse o qu\u00ea neste dia de paralisa\u00e7\u00e3o? Ainda na ter\u00e7a-feira, o primeiro-ministro se mostrou convencido de que a &#8220;esmagadora maioria dos portugueses que trabalham&#8221; trabalharia no dia seguinte, dia da greve geral. Em resposta, o secret\u00e1rio-geral da CGTP acusou o Governo de &#8220;arrog\u00e2ncia&#8221; e &#8220;prepot\u00eancia na forma como tem lido o que \u00e9 a luta dos trabalhadores&#8221;, e Lu\u00eds Montenegro de demonstrar &#8220;falta de humildade&#8221;. &#8220;O Governo, ao longo destes 10 meses, tem demonstrado arrog\u00e2ncia, prepot\u00eancia na forma como foi conduzido este processo, na forma como tem lido aquilo que \u00e9 a luta dos trabalhadores. Ali\u00e1s, ainda ontem, as declara\u00e7\u00f5es do primeiro-ministro relativamente \u00e0 greve geral demonstram uma total falta de humildade perante aquilo que est\u00e1 em causa. Falta de humildade na perce\u00e7\u00e3o daquilo que leva os trabalhadores a realizaram a segunda greve geral no seu mandato&#8221;, apontou. &#8220;A esmagadora maioria dos portugueses est\u00e1 trabalhando&#8221; J\u00e1 durante a manh\u00e3 de quarta-feira, a ministra do Trabalho, Solidariedade e Seguran\u00e7a Social fazia um balan\u00e7o provis\u00f3rio da ades\u00e3o \u00e0 greve geral, afirmando que o impacto era pequeno, principalmente no setor privado. &#8220;O pa\u00eds est\u00e1 trabalhando&#8221;, reiterou a governante, que admitiu que &#8220;qualquer greve geral \u00e9 grave&#8221; pelo impacto que tem na vida das pessoas. &#8220;Dos dados que recolhemos e que nos foram transmitidos, por um lado, pelas confedera\u00e7\u00f5es diversas dos v\u00e1rios setores da atividade privada e tamb\u00e9m pelas entidades p\u00fablicas e por grandes empresas, conclui-se que a esmagadora maioria dos trabalhadores portugueses est\u00e1 a trabalhar nos seus locais de trabalho&#8221;, afirmou. A governante reconheceu que, no setor p\u00fablico, houve &#8220;maior ades\u00e3o, como tamb\u00e9m j\u00e1 ocorreu na greve de dezembro&#8221;, mas disse que, &#8220;em todo caso&#8221;, &#8220;os servi\u00e7os est\u00e3o genericamente respondendo plenamente ou em alguns setores, com destaque para o transporte e a sa\u00fade, por meio dos servi\u00e7os m\u00ednimos, que foram decretados e que est\u00e3o, naturalmente, sendo cumpridos&#8221;. CGTP garante que a greve foi do tamanho da \u00faltima (&#8220;sen\u00e3o maior&#8221;) J\u00e1 durante a tarde, na manifesta\u00e7\u00e3o da greve geral que percorreu as ruas de Lisboa do Rossio a S\u00e3o Bento, Tiago Oliveira insistiu na &#8220;derrota do pacote laboral&#8221; antes mesmo de qualquer discuss\u00e3o na Assembleia da Rep\u00fablica e diz que o Governo &#8220;tem de ser mais humilde&#8221;. &#8220;Os dados s\u00e3o concretos: estamos diante de uma grande greve geral, do tamanho &#8211; sen\u00e3o maior &#8211; do que da \u00faltima greve. E isso tem o impacto e a leitura que tem porque, de fato, os trabalhadores veem, no que foi o apelo da CGTP e no que s\u00e3o os objetivos que trazem os trabalhadores para essa greve, que \u00e9 a derrota do pacote trabalhista, legitimidade e interesse em participar. Os trabalhadores deram a verdadeira resposta na constru\u00e7\u00e3o dessa greve geral&#8221;, declarou. Sobre as declara\u00e7\u00f5es da ministra do Trabalho, Tiago Oliveira disse que a governante &#8220;n\u00e3o deve ter se esfor\u00e7ado muito em redigir o documento que leu hoje porque o primeiro-ministro, ainda ontem, estava preparando a mesma ret\u00f3rica&#8221;. &#8220;O Governo tem que deixar essa linha de arrog\u00e2ncia, tem que ser mais humilde, e tem que olhar para o que s\u00e3o os problemas concretos da vida dos trabalhadores&#8221;, refor\u00e7ou. Parlamento pauta discuss\u00e3o sobre pacote trabalhista para 18 de junho Em dia de greve geral, o Parlamento marcou para dentro de duas semanas, em 18 de junho, a discuss\u00e3o da contestada proposta do governo para a revis\u00e3o do C\u00f3digo do Trabalho. A decis\u00e3o foi tomada na quarta-feira, em confer\u00eancia de l\u00edderes, um m\u00eas ap\u00f3s a entrada da proposta do governo na Assembleia Legislativa. Com a oposi\u00e7\u00e3o dos sindicatos e o voto contr\u00e1rio j\u00e1 anunciado do PS, a aprova\u00e7\u00e3o da proposta de reforma trabalhista parece dependente do Chega, que tamb\u00e9m tem contestado o pacote trabalhista como est\u00e1. O primeiro-ministro, ao final da reuni\u00e3o do Conselho de Ministros, disse que &#8220;o Governo cumprir\u00e1 sua miss\u00e3o que \u00e9 apresentar em geral a proposta de lei e, naturalmente, mostrar-se inteiramente dispon\u00edvel para, no processo legislativo, poder esclarecer, interagir, aproximar posi\u00e7\u00f5es com os grupos parlamentares&#8221;. &#8220;N\u00f3s n\u00e3o exclu\u00edmos ningu\u00e9m, mas sabemos que h\u00e1 v\u00e1rias for\u00e7as no Parlamento que se autoexclu\u00edram e que est\u00e3o indispon\u00edveis para percorrer este caminho&#8221;, referiu. Lu\u00eds Montenegro assegurou ainda &#8220;disponibilidade total&#8221; para &#8220;eventualmente, modificar um ou outro ponto da proposta que seja suscet\u00edvel de uma aproxima\u00e7\u00e3o com as posi\u00e7\u00f5es dos partidos na Assembleia da Rep\u00fablica&#8221;. Manifesta\u00e7\u00e3o termina em confrontos (e seis detidos) No final da manifesta\u00e7\u00e3o da CGTP, alguns manifestantes se envolveram em confrontos com a PSP e acabaram detidos por desobedi\u00eancia e resist\u00eancia e coa\u00e7\u00e3o sobre funcion\u00e1rio. Fonte policial disse \u00e0 Lusa que, dos seis detidos, cinco j\u00e1 est\u00e3o indiciados por crimes de resist\u00eancia e coa\u00e7\u00e3o sobre funcion\u00e1rio e um outro por incendiar caixotes do lixo (crime de dano). O respons\u00e1vel do Cometlis disse aos jornalistas que os confrontos com grupos, na maioria jovens, junto \u00e0 Assembleia da Rep\u00fablica (AR) n\u00e3o ter\u00e3o rela\u00e7\u00e3o com a manifesta\u00e7\u00e3o que culminou o dia de greve decretado pela central sindical CGTP-In, que decorreu com normalidade. &#8220;Comportamentos inaceit\u00e1veis&#8221;, mas foi &#8220;dia de trabalho&#8221; O ministro da Presid\u00eancia reiterou, no fim do dia, que o dia de greve geral foi de &#8220;trabalho para a esmagadora maioria de portugueses&#8221; e condenou &#8220;comportamentos inaceit\u00e1veis \u200b\u200bde alguns&#8221; na manifesta\u00e7\u00e3o junto ao Parlamento, distinguindo-os da organiza\u00e7\u00e3o. &#8220;Foi um dia de trabalho para a esmagadora maioria dos portugueses, embora tamb\u00e9m tenha sido um dia de greve para alguns, v\u00e1rios portugueses&#8221;, disse, deixando os detalhes de dados sobre o impacto para a ministra do Trabalho, Maria do Ros\u00e1rio Palma Ramalho, que tamb\u00e9m participou da coletiva de imprensa do final da reuni\u00e3o semanal do Conselho de Ministros. Leit\u00e3o Amaro ressaltou ainda que &#8220;o Governo respeita integralmente o direito de greve e tamb\u00e9m o direito de trabalhar de todos aqueles que trabalharam&#8221;, lamentando os incidentes. &#8220;Alguns ultrapassaram os limites mais do que aceit\u00e1veis \u200b\u200bdo direito de greve, que causaram desacatos, que ofenderam a ordem p\u00fablica e que confrontaram a autoridade das for\u00e7as de seguran\u00e7a portuguesas&#8221;, disse. O ministro da Presid\u00eancia ressaltou que esse &#8220;foi um comportamento de alguns, n\u00e3o o comportamento da maioria dos manifestantes&#8221;, que o fez de forma pac\u00edfica. Voc\u00ea pode relembrar o acompanhamento do dia da greve geral abaixo: Acompanhe aqui, minuto a minuto, todos os desdobramentos em torno da greve geral desta quarta-feira, 3 de junho, convocada pela CGTP-IN. Not\u00edcias ao Minuto | 06:22 &#8211; 03\/06\/2026<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>De um lado, o Governo dizia que &#8220;a esmagadora maioria dos trabalhadores portugueses&#8221; estava &#8220;trabalhando&#8221;. Do outro, a CGTP falava em &#8220;grande greve geral&#8221; em resposta a &#8220;um dos mais s\u00e9rios ataques aos direitos dos trabalhadores&#8221; e apontava a &#8220;falta de humildade&#8221; do Executivo. 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