{"id":2478,"date":"2025-08-06T11:21:48","date_gmt":"2025-08-06T11:21:48","guid":{"rendered":"https:\/\/sabetudo.co.mz\/blog\/estudo-portugueses-abandonam-marcas-que-fingem-ser-sustentaveisutm_sourcerss-economiautm_mediumrssutm_campaignrssfeed\/"},"modified":"2025-08-06T11:21:48","modified_gmt":"2025-08-06T11:21:48","slug":"estudo-portugueses-abandonam-marcas-que-fingem-ser-sustentaveisutm_sourcerss-economiautm_mediumrssutm_campaignrssfeed","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sabetudo.co.mz\/blog\/estudo-portugueses-abandonam-marcas-que-fingem-ser-sustentaveisutm_sourcerss-economiautm_mediumrssutm_campaignrssfeed\/","title":{"rendered":"Portugueses abandonam marcas que fingem ser sustent\u00e1veis"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/media-manager.noticiasaominuto.com\/1920\/naom_68932f5121890.jpg\" \/><br \/>Um estudo do Instituto Superior Miguel Torga (ISMT), em Coimbra, revelou que a maioria dos consumidores portugueses, ao constatar que uma marca est\u00e1 a mentir sobre as suas pr\u00e1ticas sustent\u00e1veis, deixa de adquirir produtos da mesma.  Ao perceberem que a empresa pratica &#8216;greenwashing&#8217; &#8211; campanhas, selos ou alega\u00e7\u00f5es de comportamentos ambientais que n\u00e3o correspondem \u00e0 realidade -, os portugueses deixam de comprar os produtos dessa marca e procuram alternativas mais \u00e9ticas, afirmou o ISMT, num comunicado enviado \u00e0 ag\u00eancia Lusa. As marcas mais identificados pelos inquiridos, que se enquadram no modelo de &#8216;greenwashing&#8217;, incluem a Volkswagen, citada por cerca de 40% da amostra, seguida pela EDP e pela Galp. As conclus\u00f5es demonstram ainda um padr\u00e3o de quebra de confian\u00e7a, rejei\u00e7\u00e3o da marca e, muitas vezes, abandono definitivo. &#8220;As pessoas n\u00e3o est\u00e3o apenas desiludidas &#8212; est\u00e3o a reagir com firmeza a um tipo de engano que consideram particularmente grave: o uso abusivo de causas ambientais para fins comerciais&#8221;, afirmou a professora e investigadora no ISMT, C\u00e9lia Santos, que coordenou o estudo em coautoria com Arnaldo Coelho, da Universidade de Coimbra, e Alzira Marques, do Instituto Polit\u00e9cnico de Leiria. Para a docente, &#8220;trata-se de uma rutura racional, em que os consumidores sentem que foram instrumentalizados e respondem afastando-se&#8221;. Este afastamento \u00e9 &#8220;intencional, informado e persistente&#8221;, muitas vezes marcando o fim da rela\u00e7\u00e3o entre consumidor e marca. &#8220;A perce\u00e7\u00e3o de incoer\u00eancia entre o discurso e a pr\u00e1tica ambiental n\u00e3o \u00e9 perdoada&#8221;, sublinhou C\u00e9lia Santos. A investiga\u00e7\u00e3o, que efetuou um inqu\u00e9rito a n\u00edvel nacional, identificou dois mecanismos principais que explicam o afastamento: a &#8220;confus\u00e3o verde&#8221; (dificuldade em distinguir se um produto \u00e9 verdadeiramente sustent\u00e1vel ou apenas promovido como tal) e o surgimento de emo\u00e7\u00f5es negativas extremas, designadas como &#8220;\u00f3dio \u00e0 marca&#8221;. &#8220;Quando o consumidor percebe que n\u00e3o pode confiar na informa\u00e7\u00e3o que lhe \u00e9 dada, entra num estado de alerta. Fica mais desconfiado, sente-se frustrado e perde o sentido de controlo sobre as suas decis\u00f5es de compra&#8221;, explicou. Neste contexto, a rea\u00e7\u00e3o \u00e9 dar seguimento a um consumo \u00e9tico, onde o cliente &#8220;tenta recuperar esse controlo escolhendo marcas que considera mais transparentes, mesmo que isso implique mudar de h\u00e1bitos ou pagar mais&#8221;. &#8220;As emo\u00e7\u00f5es negativas que se geram, como a indigna\u00e7\u00e3o ou o desprezo, n\u00e3o desaparecem com uma nova campanha ou o reposicionamento da marca. Pelo contr\u00e1rio, muitas vezes consolidam-se como formas de rejei\u00e7\u00e3o duradoura&#8221;, notou a investigadora. Leia Tamb\u00e9m: Oficial: Rodrigo Beir\u00e3o \u00e9 refor\u00e7o do Vizela para a defesa<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Um estudo do Instituto Superior Miguel Torga (ISMT), em Coimbra, revelou que a maioria dos consumidores portugueses, ao constatar que uma marca est\u00e1 a mentir sobre as suas pr\u00e1ticas sustent\u00e1veis, deixa de adquirir produtos da mesma. 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