{"id":2726,"date":"2025-08-08T15:34:22","date_gmt":"2025-08-08T15:34:22","guid":{"rendered":"https:\/\/sabetudo.co.mz\/blog\/reforma-laboral-sindicatos-dizem-que-fragiliza-patroes-aplaudemutm_sourcerss-economiautm_mediumrssutm_campaignrssfeed\/"},"modified":"2025-08-08T15:34:22","modified_gmt":"2025-08-08T15:34:22","slug":"reforma-laboral-sindicatos-dizem-que-fragiliza-patroes-aplaudemutm_sourcerss-economiautm_mediumrssutm_campaignrssfeed","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sabetudo.co.mz\/blog\/reforma-laboral-sindicatos-dizem-que-fragiliza-patroes-aplaudemutm_sourcerss-economiautm_mediumrssutm_campaignrssfeed\/","title":{"rendered":"Reforma laboral. Sindicatos dizem que fragiliza, patr\u00f5es"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/media-manager.noticiasaominuto.com\/1920\/naom_61e68fe1aa041.jpg\" \/><br \/>&#8220;Caso se concretizem (as medidas propostas), representam mais um ataque aos direitos dos trabalhadores e o aprofundamento do modelo assente nos baixos sal\u00e1rios e na precariedade laboral&#8221;, sustenta a CGTP num comunicado divulgado na sua p\u00e1gina eletr\u00f3nica.  Intitulado &#8216;Raz\u00f5es para combater as propostas do Governo PSD\/CDS para a legisla\u00e7\u00e3o laboral&#8217;, o documento destaca entre as &#8220;altera\u00e7\u00f5es que fomentam a precariedade dos v\u00ednculos laborais&#8221; o aumento da dura\u00e7\u00e3o dos contratos a termo, o alargamento do contrato a termo de muito curta dura\u00e7\u00e3o, as altera\u00e7\u00f5es no trabalho tempor\u00e1rio, intermitente e em plataformas digitais, a revoga\u00e7\u00e3o da proibi\u00e7\u00e3o de terceiriza\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os ap\u00f3s despedimento e a restri\u00e7\u00e3o dos trabalhadores independentes considerados em situa\u00e7\u00e3o de depend\u00eancia econ\u00f3mica. Tamb\u00e9m criticadas pela CGTP s\u00e3o as altera\u00e7\u00f5es &#8220;que aprofundam a desregula\u00e7\u00e3o do tempo de trabalho&#8221;, como a reposi\u00e7\u00e3o integral do banco de horas, o alargamento das isen\u00e7\u00f5es de hor\u00e1rio e as faltas em antecipa\u00e7\u00e3o ou prolongamento das f\u00e9rias (com a possibilidade de dois dias extra n\u00e3o remunerados). A central sindical aponta ainda baterias \u00e0s &#8220;altera\u00e7\u00f5es que visam perpetuar os baixos sal\u00e1rios&#8221;, designadamente aos &#8220;efeitos perversos&#8221; da possibilidade de pagamento dos subs\u00eddios de Natal e f\u00e9rias em duod\u00e9cimos, assim como \u00e0s mudan\u00e7as na cessa\u00e7\u00e3o do contrato de trabalho, regime de despedimentos, parentalidade, direito de contrata\u00e7\u00e3o coletiva, liberdade sindical e direito de greve. J\u00e1 para a UGT, a reforma da lei laboral apresentada pelo Governo \u00e9 &#8220;extempor\u00e2nea, despropositada e injustificada&#8221;, havendo outras prioridades que considera mais importantes. &#8220;Temos a nossa economia a crescer, temos as nossas contas p\u00fablicas consolidadas e n\u00e3o existe qualquer press\u00e3o externa para a corre\u00e7\u00e3o de eventuais desequil\u00edbrios&#8221;, assegurou, apontando o &#8220;mercado de trabalho a funcionar bem, com o n\u00famero de empregados a bater recordes e o desemprego historicamente baixo, excetuando o desemprego jovem&#8221;, refere em comunicado. A UGT n\u00e3o entende, por isso, &#8220;por que motivo o Governo elege realmente a altera\u00e7\u00e3o da legisla\u00e7\u00e3o laboral com uma tal prioridade que justifica que seja a primeira efetiva discuss\u00e3o p\u00f3s-eleitoral a realizar em CPCS (Comiss\u00e3o Permanente de Concerta\u00e7\u00e3o Social)&#8221;. A organiza\u00e7\u00e3o lembrou ainda que &#8220;houve uma altera\u00e7\u00e3o de fundo \u00e0 legisla\u00e7\u00e3o laboral n\u00e3o h\u00e1 muito tempo&#8221;, indicando outras prioridades, como a interven\u00e7\u00e3o ao n\u00edvel dos sal\u00e1rios, habita\u00e7\u00e3o e forma\u00e7\u00e3o profissional. Para a UGT, o ponto de partida da discuss\u00e3o &#8220;suscita apreens\u00e3o&#8221; quando se constata que &#8220;a palavra de ordem \u00e9 &#8216;flexibilizar&#8217; que, ao contr\u00e1rio do que pensa o Governo, n\u00e3o \u00e9 sin\u00f3nimo de modernizar&#8221;. &#8220;Muitas das altera\u00e7\u00f5es referem-se a mat\u00e9rias particularmente sens\u00edveis (e at\u00e9 a direitos fundamentais) pelo que se percebe o evidente sentido das propostas realizadas, pela not\u00f3ria satisfa\u00e7\u00e3o patronal&#8221;, salientou. A UGT alerta que est\u00e1 em cima da mesa &#8220;a retirada de mat\u00e9rias do princ\u00edpio do tratamento mais favor\u00e1vel (teletrabalho e pagamento do trabalho suplementar)&#8221;, bem como o alargamento dos fundamentos e dura\u00e7\u00e3o dos contratos a prazo e demais contrata\u00e7\u00e3o prec\u00e1ria, o regresso do banco de horas individual, a redu\u00e7\u00e3o das horas de forma\u00e7\u00e3o profissional, entre outras, incluindo &#8220;a retirada de poderes \u00e0 ACT (Autoridade para as Condi\u00e7\u00f5es do Trabalho)&#8221;. &#8220;S\u00e3o propostas que v\u00e3o no sentido de uma maior individualiza\u00e7\u00e3o das rela\u00e7\u00f5es laborais e das liberaliza\u00e7\u00e3o e precariza\u00e7\u00e3o do mercado de trabalho, pretendendo introduzir uma maior discricionariedade e atribuir mais poder ao empregador&#8221;, assegurou. Em sentido inverso, as confedera\u00e7\u00f5es aplaudiram o anteprojeto de reforma da legisla\u00e7\u00e3o laboral do Governo, referindo que &#8220;\u00e9 uma boa base de negocia\u00e7\u00e3o&#8221; e que &#8220;vem &#8220;corrigir situa\u00e7\u00f5es do passado&#8221;, embora tendo ainda &#8220;margem de melhoria significativa&#8221;. Segundo o presidente da Confedera\u00e7\u00e3o Empresarial de Portugal (CIP), &#8220;muitas das medidas anunciadas corrigem o mal que tinha sido introduzido&#8221; com a Agenda do Trabalho Digno, nomeadamente as restri\u00e7\u00f5es ao &#8216;outsourcing&#8217; ap\u00f3s despedimento. J\u00e1 sobre o banco de horas individual, Armindo Monteiro considera ainda ter &#8220;algumas amarras&#8221;, mas destaca como &#8220;positivo&#8221; a inten\u00e7\u00e3o de o repor, enquanto relativamente \u00e0s altera\u00e7\u00f5es aos servi\u00e7os m\u00ednimos, n\u00e3o especificando a proposta do Governo uma percentagem fixa, defende que &#8220;n\u00e3o haja arbitrariedade&#8221;, dado que atualmente a sua defini\u00e7\u00e3o \u00e9 &#8220;vaga&#8221;. Na mesma linha, o presidente da Confedera\u00e7\u00e3o do Turismo de Portugal (CTP) considerou que o anteprojeto de reforma \u00e9 &#8220;uma boa base de negocia\u00e7\u00e3o&#8221;. &#8220;\u00c9 muito importante que a legisla\u00e7\u00e3o viesse para cima da mesa&#8221;, indicou Francisco Calheiros, apontando que a proposta do Governo versa sobre &#8220;praticamente todas as \u00e1reas&#8221; e \u00e9 &#8220;bastante abrangente&#8221;, pelo que a CTP vai precisar de &#8220;alguma matura\u00e7\u00e3o&#8221; para propor contributos. Tamb\u00e9m o presidente da Confedera\u00e7\u00e3o do Com\u00e9rcio e Servi\u00e7os de Portugal (CCP) referiu que o anteprojeto \u00e9 &#8220;bastante alargado&#8221; e apelou \u00e0 necessidade de encontrar &#8220;consensos m\u00ednimos&#8221; em sede de concerta\u00e7\u00e3o social. A par das restantes confedera\u00e7\u00f5es empresariais, a CCP destacou como positivo a quest\u00e3o das restri\u00e7\u00f5es ao &#8216;outsorcing&#8217; ao banco de horas individuais e medidas para as plataformas digitais. Salientando que a reforma proposta &#8220;\u00e9 complexa e politicamente delicada&#8221;, prevendo altera\u00e7\u00f5es a mais de 100 artigos do C\u00f3digo do Trabalho, a CCP s\u00f3 pretende pronunciar-se mais em detalhe no in\u00edcio de setembro. Leia Tamb\u00e9m: Governo remete debate da reforma laboral para Concerta\u00e7\u00e3o Social<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&#8220;Caso se concretizem (as medidas propostas), representam mais um ataque aos direitos dos trabalhadores e o aprofundamento do modelo assente nos baixos sal\u00e1rios e na precariedade laboral&#8221;, sustenta a CGTP num comunicado divulgado na sua p\u00e1gina eletr\u00f3nica. 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