{"id":2766,"date":"2025-08-08T21:52:04","date_gmt":"2025-08-08T21:52:04","guid":{"rendered":"https:\/\/sabetudo.co.mz\/blog\/dispensa-para-amamentar-queixas-multas-e-os-dados-que-realmente-existemutm_sourcerss-economiautm_mediumrssutm_campaignrssfeed\/"},"modified":"2025-08-08T21:52:04","modified_gmt":"2025-08-08T21:52:04","slug":"dispensa-para-amamentar-queixas-multas-e-os-dados-que-realmente-existemutm_sourcerss-economiautm_mediumrssutm_campaignrssfeed","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sabetudo.co.mz\/blog\/dispensa-para-amamentar-queixas-multas-e-os-dados-que-realmente-existemutm_sourcerss-economiautm_mediumrssutm_campaignrssfeed\/","title":{"rendered":"Queixas, multas e os dados que realmente existem"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/media-manager.noticiasaominuto.com\/1920\/naom_68949d4878b6f.jpg\" \/><br \/>A dispensa para amamenta\u00e7\u00e3o tem dado muito que falar nos \u00faltimos dias, depois das declara\u00e7\u00f5es pol\u00e9micas da ministra do Trabalho, Solidariedade e Seguran\u00e7a Social, Maria do Ros\u00e1rio Palma Ramalho. A governante disse ter conhecimento de alegados abusos por parte de trabalhadoras, mas a verdade \u00e9 que n\u00e3o h\u00e1 dados sobre as m\u00e3es que usufruem deste direito.  Afinal, que dados existem? CITE registou uma queixa, sindicatos recebem &#8220;relatos&#8221; A Comiss\u00e3o para a Igualdade no Trabalho e no Emprego (CITE) recebeu este ano uma queixa &#8220;feita por uma mulher referente \u00e0 viola\u00e7\u00e3o do direito de dispensa para a amamenta\u00e7\u00e3o&#8221;, mas n\u00e3o recebeu qualquer den\u00fancia por parte da entidade empregadora de trabalhadoras que estariam a abusar desse mesmo direito, contou \u00e0 Lusa a presidente da CITE, Carla Tavares. No entanto, aos sindicatos &#8220;continuam a chegar relatos&#8221; que acontecem um pouco por todo pa\u00eds, em especial nos trabalhos com maior presen\u00e7a de mulheres, como o setor da sa\u00fade, restaura\u00e7\u00e3o, com\u00e9rcio ou da ind\u00fastria. &#8220;Tivemos v\u00e1rios exemplos de limita\u00e7\u00f5es e at\u00e9 situa\u00e7\u00f5es extremas&#8221; de trabalhadoras impedidas de usar a licen\u00e7a de amamenta\u00e7\u00e3o, disse \u00e0 Lusa F\u00e1tima Messias, coordenadora para a Comiss\u00e3o de Igualdade entre Mulheres e Homens da CGTP-IN, recordando uma &#8220;situa\u00e7\u00e3o extrema&#8221; em que &#8220;as entidades patronais pretendiam obrigar as mulheres a espremer as mamas para provar que ainda tinham leite para as suas crian\u00e7as&#8221;. ACT contabiliza uma dezena de infra\u00e7\u00f5es autuadas A Autoridade para as Condi\u00e7\u00f5es do Trabalho (ACT) identificou 10 irregularidades que levaram a autuar empresas por incumprimento do direito das trabalhadoras a amamentar e fez 13 advert\u00eancias a empregadores nos \u00faltimos cinco anos, segundo dados cedidos ao Not\u00edcias ao Minuto e \u00e0 ag\u00eancia Lusa. Apenas no ano de 2023 n\u00e3o houve qualquer empresa autuada, mas houve sempre advert\u00eancias por &#8220;infra\u00e7\u00f5es aos normativos legais&#8221;, sendo que os n\u00fameros de 2024 e deste ano ainda s\u00e3o provis\u00f3rios. Ao Not\u00edcias ao Minuto, a ACT sublinhou ainda que &#8220;do resultado da atividade inspetiva, em conson\u00e2ncia com a sua miss\u00e3o supra referida, outras consequ\u00eancias, nomeadamente penais (como eventual fraude) n\u00e3o se enquadram na compet\u00eancia da ACT&#8221;. Procedimentos inspetivos realizados pela ACT\u00a9 ACT Governo n\u00e3o sabe quantas m\u00e3es t\u00eam hor\u00e1rio reduzido. Dados? &#8220;\u00c9 muito dif\u00edcil t\u00ea-los&#8221; A declara\u00e7\u00e3o sobre a dispensa para a amamenta\u00e7\u00e3o, que \u00e9 entregue pelas m\u00e3es, acaba por ficar na empresa e n\u00e3o \u00e9 comunicada a mais nenhuma entidade. Significa isto, tamb\u00e9m, que estes n\u00fameros n\u00e3o chegam ao Executivo e, por isso, o Governo n\u00e3o sabe quantas trabalhadoras est\u00e3o com hor\u00e1rio reduzido.  A declara\u00e7\u00e3o sobre a dispensa para a amamenta\u00e7\u00e3o, que \u00e9 entregue pelas m\u00e3es, acaba por ficar na empresa e n\u00e3o \u00e9 comunicada a mais nenhuma entidade. Significa isto, tamb\u00e9m, que estes n\u00fameros n\u00e3o chegam ao Executivo e, por isso, o Governo n\u00e3o sabe quantas trabalhadoras est\u00e3o com hor\u00e1rio reduzido.  Beatriz Vasconcelos | 11:02 &#8211; 06\/08\/2025 &#8220;Sobre os pedidos de dados, importa esclarecer que a dispensa \u00e9 concedida e suportada diretamente pelas entidades empregadoras&#8221;, disse fonte oficial do Minist\u00e9rio do Trabalho ao Not\u00edcias ao Minuto, quando questionado sobre quantas m\u00e3es est\u00e3o com o hor\u00e1rio reduzido em Portugal. Ou seja, as trabalhadoras que est\u00e3o a amamentar entregam uma declara\u00e7\u00e3o m\u00e9dica \u00e0 entidade patronal, que serve para justificar a aus\u00eancia de duas horas ao trabalho da funcion\u00e1ria caso haja uma inspe\u00e7\u00e3o por parte da Autoridade para as Condi\u00e7\u00f5es do Trabalho (ACT), sabe o Not\u00edcias ao Minuto. \u00c9 s\u00f3 isto: a declara\u00e7\u00e3o acaba por ficar na empresa e n\u00e3o \u00e9 comunicada a mais nenhuma entidade. Tal significa tamb\u00e9m que estes n\u00fameros n\u00e3o chegam ao Executivo. Ali\u00e1s, o antigo ministro do Trabalho Jos\u00e9 Ant\u00f3nio Vieira da Silva referiu isto mesmo: &#8220;A declara\u00e7\u00e3o da senhora ministra \u00e9, talvez, ainda mais incompreens\u00edvel do que o texto da proposta de lei, porque a justifica\u00e7\u00e3o \u00e9 infeliz e precipitada. Eu diria at\u00e9 leviana, porque n\u00e3o tendo os dados &#8211; e \u00e9 muito dif\u00edcil t\u00ea-los, porque \u00e9 uma rela\u00e7\u00e3o entre a empresa e a trabalhadora &#8211; \u00e9 uma esp\u00e9cie de manto negro sobre quem beneficia desta medida&#8221;, disse Vieira da Silva, em entrevista \u00e0 Antena 1. O Governo aprovou no final do m\u00eas passado em Conselho de Ministros v\u00e1rias altera\u00e7\u00f5es \u00e0 Lei do Trabalho, nomeadamente no que toca \u00e0 licen\u00e7a para a amamenta\u00e7\u00e3o. Atualmente, n\u00e3o existe um limite temporal para amamentar, mas o executivo quer limitar at\u00e9 aos dois anos e idade e exigir a apresenta\u00e7\u00e3o, de seis em seis meses, de um atestado m\u00e9dico. Advogadas consultadas pelo Not\u00edcias ao Minuto consideram que &#8220;h\u00e1 perdas de direitos para os trabalhadores, em particular, para as mulheres com o Anteprojeto XXI&#8221; do Executivo de Lu\u00eds Montenegro. Confira tr\u00eas pontos. Beatriz Vasconcelos | 07:50 &#8211; 07\/08\/2025 Em entrevista \u00e0 TSF e ao Jornal de Not\u00edcias, a ministra do Trabalho, Solidariedade e Seguran\u00e7a Social disse haver abusos por parte de algumas trabalhadoras que usavam de forma abusiva a licen\u00e7a para amamentar para trabalhar menos horas. As declara\u00e7\u00f5es foram fortemente contestadas por associa\u00e7\u00f5es e sindicatos que defenderam que o problema n\u00e3o estava nas mulheres mas sim nos empregadores, garantindo que ainda hoje existem muitas trabalhadoras que n\u00e3o usam a redu\u00e7\u00e3o de hor\u00e1rio por temer repres\u00e1lias. Leia Tamb\u00e9m: Ministra sobre amamenta\u00e7\u00e3o? &#8220;Infeliz e precipitada, diria at\u00e9 leviana&#8221;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A dispensa para amamenta\u00e7\u00e3o tem dado muito que falar nos \u00faltimos dias, depois das declara\u00e7\u00f5es pol\u00e9micas da ministra do Trabalho, Solidariedade e Seguran\u00e7a Social, Maria do Ros\u00e1rio Palma Ramalho. 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