{"id":2932,"date":"2025-08-12T12:33:26","date_gmt":"2025-08-12T12:33:26","guid":{"rendered":"https:\/\/sabetudo.co.mz\/blog\/ex-ministra-questiona-mudancas-na-lei-laboral-retrocedemos-200-anosutm_sourcerss-economiautm_mediumrssutm_campaignrssfeed\/"},"modified":"2025-08-12T12:33:26","modified_gmt":"2025-08-12T12:33:26","slug":"ex-ministra-questiona-mudancas-na-lei-laboral-retrocedemos-200-anosutm_sourcerss-economiautm_mediumrssutm_campaignrssfeed","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sabetudo.co.mz\/blog\/ex-ministra-questiona-mudancas-na-lei-laboral-retrocedemos-200-anosutm_sourcerss-economiautm_mediumrssutm_campaignrssfeed\/","title":{"rendered":"Ex-ministra questiona mudan\u00e7as na lei laboral:"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/media-manager.noticiasaominuto.com\/1920\/naom_5e78d57019d2e.jpg\" \/><br \/>A antiga ministra do Trabalho, Solidariedade e Seguran\u00e7a Social Ana Mendes Godinho questionou, na segunda-feira, as altera\u00e7\u00e3o laborais que o atual Executivo pretende implementar, apontando para um retrocesso de 200 anos.  &#8220;Demos um passo gigante em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s licen\u00e7as para promover maior concilia\u00e7\u00e3o entre a vida profissional e familiar, e dois anos passados h\u00e1 um retrocesso? Retrocedemos 200 anos na legisla\u00e7\u00e3o laboral?&#8221;, questionou Ana Mendes Godinho, numa publica\u00e7\u00e3o partilhada na rede social Instagram. Ana Mendes Godinho nota ainda que a &#8220;reforma laboral da AD (Alian\u00e7a Democr\u00e1tica) regressa \u00e0s velhas f\u00f3rmulas da precariedade e ataca direitos dos jovens e das mulheres&#8221;. De sublinhar que Ana Mendes Godinho \u00e9 agora candidata \u00e0 C\u00e2mara Municipal de Sintra pelo Partido Socialista (PS).      Ver esta publica\u00e7\u00e3o no Instagram            Uma publica\u00e7\u00e3o partilhada por Ana Manuel Mendes Godinho (@ana_mendes_godinho) As altera\u00e7\u00f5es previstas na proposta &#8211; designada &#8220;Trabalho XXI&#8221; e que o Governo apresentou em 24 de julho como uma revis\u00e3o &#8220;profunda&#8221; da legisla\u00e7\u00e3o laboral &#8211; visam desde a \u00e1rea da parentalidade (com altera\u00e7\u00f5es nas licen\u00e7as parentais, amamenta\u00e7\u00e3o e luto gestacional) ao trabalho flex\u00edvel, forma\u00e7\u00e3o nas empresas ou per\u00edodo experimental dos contratos de trabalho, prevendo ainda um alargamento dos setores que passam a estar abrangidos por servi\u00e7os m\u00ednimos em caso de greve. Na confer\u00eancia de imprensa realizada ap\u00f3s o Conselho de Ministros, em 24 de julho, quando foi aprovado o anteprojeto de reforma, a ministra do Trabalho, Solidariedade e Seguran\u00e7a Social afirmou que o objetivo \u00e9 flexibilizar regimes laborais &#8220;que s\u00e3o muito r\u00edgidos&#8221;, de modo a aumentar a &#8220;competitividade da economia e promover a produtividade das empresas&#8221;. Maria do Ros\u00e1rio Palma Ramalho salientou ainda que a reforma &#8220;valoriza os trabalhadores atrav\u00e9s do m\u00e9rito&#8221;, estimula o emprego, &#8220;em especial o emprego jovem&#8221;, e dinamiza a negocia\u00e7\u00e3o coletiva. &#8220;Em termos de dimens\u00e3o h\u00e1 30 temas-chave&#8221;, indicou, sublinhando que a reforma inclui iniciar o processo de transposi\u00e7\u00e3o de duas diretivas europeias (uma sobre sal\u00e1rios m\u00ednimos adequados na Uni\u00e3o Europeia (UE) e outra sobre as condi\u00e7\u00f5es de trabalho em plataforma de digitais&#8221;, e que moderniza o C\u00f3digo do Trabalho, &#8220;voltando a olhar para mais de uma centena de artigos&#8221;, incluindo ainda a revis\u00e3o de nove diplomas legais complementares do C\u00f3digo de Trabalho. O que vai mudar para os trabalhadores? As principais propostas do Governo O anteprojeto de reforma da legisla\u00e7\u00e3o laboral aprovado pelo Governo, que ser\u00e1 negociado com os parceiros sociais, prev\u00ea a revis\u00e3o de &#8220;mais de uma centena&#8221; de artigos do C\u00f3digo de Trabalho e j\u00e1 foi contestada pelas centrais sindicais. Not\u00edcias ao Minuto com Lusa | 07:55 &#8211; 11\/08\/2025 A licen\u00e7a parental inicial, por nascimento de filho, poder\u00e1 durar at\u00e9 seis meses (o equivalente a 180 dias) se, depois de gozados os 120 dias obrigat\u00f3rios, os dois progenitores optarem por mais 60 dias em regime partilhado, segundo a proposta do Governo. Atualmente, o C\u00f3digo do Trabalho prev\u00ea que m\u00e3e e pai tenham direito a uma licen\u00e7a de 120 dias ou 150 dias consecutivos, cujo gozo podem partilhar ap\u00f3s o parto, e que pode ser usufru\u00eddo em simult\u00e2neo pelos dois. Com as altera\u00e7\u00f5es propostas pelo Governo, a licen\u00e7a parental inicial poder\u00e1 durar seis meses se, depois do gozo obrigat\u00f3rio dos 120 dias, &#8220;que pode ser partilhado entre os progenitores&#8221;, os pais optarem por mais 60 dias, facultativos, &#8220;em regime partilhado em per\u00edodos iguais&#8221;. Se n\u00e3o for o caso, a licen\u00e7a pode ir at\u00e9 150 dias, com o gozo de um per\u00edodo adicional facultativo de 30 dias aos 120 dias obrigat\u00f3rios. O atual C\u00f3digo do Trabalho j\u00e1 prev\u00ea que a licen\u00e7a parental inicial possa durar 180 dias se os pais optarem por usufruir 150 dias consecutivos e &#8220;no caso de cada um dos progenitores gozar, em exclusivo, um per\u00edodo de 30 dias consecutivos, ou dois per\u00edodos de 15 dias consecutivos, ap\u00f3s o per\u00edodo de gozo obrigat\u00f3rio pela m\u00e3e&#8221;. Leia Tamb\u00e9m: H\u00e1 ou n\u00e3o perda de direitos? Tr\u00eas pontos que mudam com a revis\u00e3o laboral<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A antiga ministra do Trabalho, Solidariedade e Seguran\u00e7a Social Ana Mendes Godinho questionou, na segunda-feira, as altera\u00e7\u00e3o laborais que o atual Executivo pretende implementar, apontando para um retrocesso de 200 anos. &#8220;Demos um passo gigante em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s licen\u00e7as para promover maior concilia\u00e7\u00e3o entre a vida profissional e familiar, e dois anos passados h\u00e1 um [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":2933,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[3],"tags":[],"class_list":["post-2932","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-economia"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sabetudo.co.mz\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2932","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sabetudo.co.mz\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sabetudo.co.mz\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sabetudo.co.mz\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sabetudo.co.mz\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2932"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sabetudo.co.mz\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2932\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sabetudo.co.mz\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media\/2933"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sabetudo.co.mz\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2932"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sabetudo.co.mz\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=2932"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sabetudo.co.mz\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=2932"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}