{"id":3369,"date":"2025-08-18T17:22:56","date_gmt":"2025-08-18T17:22:56","guid":{"rendered":"https:\/\/sabetudo.co.mz\/blog\/historia-do-metrobus-foi-mal-contada-por-maldadeutm_sourcerss-economiautm_mediumrssutm_campaignrssfeed\/"},"modified":"2025-08-18T17:22:56","modified_gmt":"2025-08-18T17:22:56","slug":"historia-do-metrobus-foi-mal-contada-por-maldadeutm_sourcerss-economiautm_mediumrssutm_campaignrssfeed","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sabetudo.co.mz\/blog\/historia-do-metrobus-foi-mal-contada-por-maldadeutm_sourcerss-economiautm_mediumrssutm_campaignrssfeed\/","title":{"rendered":"Hist\u00f3ria do metrobus foi &#8220;mal contada por maldade&#8221;"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/media-manager.noticiasaominuto.com\/1920\/naom_5db2e22c4f1b4.jpg\" \/><br \/>O presidente da Metro do Porto, Tiago Braga, considerou que a hist\u00f3ria do desenvolvimento do metrobus do Porto &#8220;daria um livro&#8221; porque &#8220;foi muitas vezes mal contada&#8221;, at\u00e9 por &#8220;maldade&#8221;, nomeadamente na quest\u00e3o das portas dos autocarros.  &#8220;N\u00e3o tenho propriamente inten\u00e7\u00f5es de escrever um livro, mas daria para escrever um livro. Foi muitas vezes mal contada. Come\u00e7ou a ser mal contada com a quest\u00e3o da hist\u00f3ria de n\u00f3s nos termos enganado nas portas, porque s\u00f3 havia portas \u00e0 esquerda&#8221; dos autocarros, disse Tiago Braga em entrevista \u00e0 Lusa, a prop\u00f3sito da sua sa\u00edda da presid\u00eancia da empresa. Segundo Tiago Braga, &#8220;\u00e9 totalmente mentira que tenha havido um problema com as portas&#8221; e tamb\u00e9m \u00e9 mentira &#8220;a aus\u00eancia de planeamento&#8221; na chegada dos ve\u00edculos. Para o respons\u00e1vel, as cr\u00edticas sobre esse assunto foram &#8220;rid\u00edculas&#8221; e postas a circular &#8220;por maldade&#8221;, recusando agora &#8220;estar calado quando dizem que os ve\u00edculos est\u00e3o atrasados porque se enganaram nas portas&#8221;. Em causa est\u00e1 o atraso na chegada dos ve\u00edculos relativamente \u00e0 conclus\u00e3o da obra de constru\u00e7\u00e3o civil do metrobus do Porto, que levou a que se fizessem testes &#8211; sem sucesso &#8211; com os autocarros atuais da Sociedade de Transportes Coletivos do Porto (STCP) que, como s\u00f3 t\u00eam portas \u00e0 direita, tinham de entrar em contram\u00e3o nos cais das esta\u00e7\u00f5es do metrobus. Quanto aos ve\u00edculos definitivos do metrobus, que t\u00eam portas tanto \u00e0 esquerda como \u00e0 direita e est\u00e3o preparados para entrar regularmente nas esta\u00e7\u00f5es, come\u00e7aram a chegar este ano e fizeram o primeiro teste em junho, depois da obra de constru\u00e7\u00e3o civil estar praticamente pronta desde agosto de 2024. O desfasamento entre a chegada dos ve\u00edculos e a obra no terreno deveu-se \u00e0 necessidade de repetir um concurso p\u00fablico, pois o lan\u00e7ado em dezembro de 2022 teve de ser repetido oito meses depois. &#8220;A C\u00e2mara do Porto sabia, a STCP sabia&#8221;, disse Tiago Braga, assegurando ainda que &#8220;desde o in\u00edcio foi claro&#8221; que seria a STCP a operar o servi\u00e7o e que &#8220;tudo o que veio equipado no material circulante estava alinhado com aquilo que eram os requisitos funcionais e t\u00e9cnicos da STCP&#8221;. Quanto \u00e0 assinatura do protocolo entre a Metro do Porto, o Estado e o Munic\u00edpio do Porto para formalizar a opera\u00e7\u00e3o, ainda n\u00e3o foi assinado e j\u00e1 n\u00e3o est\u00e1 com a transportadora porque &#8220;passou a ser gerido diretamente entre a estrutura ministerial e a C\u00e2mara Municipal&#8221;. J\u00e1 quanto \u00e0 quest\u00e3o da invers\u00e3o de marcha na Rotunda da Boavista, para Tiago Braga &#8220;n\u00e3o h\u00e1 problema nenhum&#8221; em faz\u00ea-la em frente \u00e0 Casa da M\u00fasica, em contram\u00e3o, recordando que essa solu\u00e7\u00e3o, anunciada em janeiro de 2023, &#8220;resulta de pedidos expressos da C\u00e2mara Municipal&#8221;. Questionado sobre qual ser\u00e1 o problema atualmente e se foi a press\u00e3o das redes sociais a desincentivar essa solu\u00e7\u00e3o, entretanto descartada, Tiago Braga disse n\u00e3o saber, rejeitando fazer &#8220;ju\u00edzos de valor&#8221;. O presidente da Metro do Porto recordou que &#8220;aquela solu\u00e7\u00e3o foi testada com todos, incluindo STCP&#8221; e &#8220;se percebeu que, primeiro, do ponto de vista da geometria era totalmente poss\u00edvel&#8221; &#8211; algo diz manter-se com o novo ve\u00edculo do metrobus &#8211; e encaixava tamb\u00e9m &#8220;no per\u00edodo de semaforiza\u00e7\u00e3o existente \u00e0 data&#8221;. Tiago Braga diz que at\u00e9 ser pedida a solu\u00e7\u00e3o de viragem no topo da avenida foram testados, em microssimula\u00e7\u00f5es, cen\u00e1rios de vias segregadas na rotunda da Boavista na faixa da esquerda e do meio, mas o tempo de circundar a rotunda &#8220;estava no limite daquilo que era a frequ\u00eancia&#8221; pretendida, entre os 4 e 5 minutos. O respons\u00e1vel alertou ainda que caso o ve\u00edculo tenha mesmo de dar a volta \u00e0 rotunda, bem como misturar-se com o restante tr\u00e1fego noutros eixos, a efic\u00e1cia do sistema BRT (Bus Rapid Transit, vulgo metrobus) &#8220;\u00e9 colocada em causa&#8221;. Ainda assim, noutros pontos do percurso, como no caso das altera\u00e7\u00f5es pedidas \u00e0 segunda fase para preservar a ciclovia central e as \u00e1rvores entre a Fonte da Moura e o Castelo do Queijo, Tiago Braga n\u00e3o prev\u00ea tantos impactos, &#8220;porque a parte poente da avenida n\u00e3o tem o mesmo n\u00edvel de tr\u00e2nsito da parte nascente&#8221;, mas &#8220;n\u00e3o deixa de ser uma amea\u00e7a&#8221; \u00e0 fiabilidade do sistema. Quanto \u00e0 partilha de canal com os autom\u00f3veis na Avenida Marechal Gomes da Costa, acredita que &#8220;\u00e9 uma quest\u00e3o de tempo at\u00e9 ter o percurso todo segregado&#8221;. O respons\u00e1vel disse ainda que se a C\u00e2mara do Porto tivesse optado por retirar uma faixa para o autom\u00f3vel e manter uma ciclovia na parte poente da Avenida da Boavista &#8220;teria dado para p\u00f4r dois cais laterais&#8221; ao centro da avenida, ao inv\u00e9s dos cais \u00fanicos entretanto constru\u00eddos, dizendo que &#8220;rapidamente se pode montar uma ciclovia&#8221; mesmo com a configura\u00e7\u00e3o atual. Confirmou ainda que as obras na esta\u00e7\u00e3o de carregamento de hidrog\u00e9nio devem terminar no quarto trimestre e que os 12 ve\u00edculos est\u00e3o j\u00e1 todos em Portugal ou praticamente a chegar, e quanto ao in\u00edcio da segunda fase, aguarda &#8220;autoriza\u00e7\u00f5es de ocupa\u00e7\u00e3o de via p\u00fablica para entrar em obra entre a Marechal Gomes da Costa e a zona do liceu Garcia de Orta&#8221;. A obra do metrobus custa cerca de 76 milh\u00f5es de euros e \u00e9 financiada pelo Plano de Recupera\u00e7\u00e3o e Resili\u00eancia (PRR). Leia Tamb\u00e9m: YouTube interessado em adquirir direitos de transmiss\u00e3o dos \u00d3scares<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O presidente da Metro do Porto, Tiago Braga, considerou que a hist\u00f3ria do desenvolvimento do metrobus do Porto &#8220;daria um livro&#8221; porque &#8220;foi muitas vezes mal contada&#8221;, at\u00e9 por &#8220;maldade&#8221;, nomeadamente na quest\u00e3o das portas dos autocarros. &#8220;N\u00e3o tenho propriamente inten\u00e7\u00f5es de escrever um livro, mas daria para escrever um livro. 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