{"id":3451,"date":"2025-08-19T14:04:54","date_gmt":"2025-08-19T14:04:54","guid":{"rendered":"https:\/\/sabetudo.co.mz\/blog\/incendios-impacto-economico-e-profundo-e-ja-ha-estimativasutm_sourcerss-economiautm_mediumrssutm_campaignrssfeed\/"},"modified":"2025-08-19T14:04:54","modified_gmt":"2025-08-19T14:04:54","slug":"incendios-impacto-economico-e-profundo-e-ja-ha-estimativasutm_sourcerss-economiautm_mediumrssutm_campaignrssfeed","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sabetudo.co.mz\/blog\/incendios-impacto-economico-e-profundo-e-ja-ha-estimativasutm_sourcerss-economiautm_mediumrssutm_campaignrssfeed\/","title":{"rendered":"&#8220;Impacto econ\u00f3mico \u00e9 profundo&#8221; e j\u00e1 h\u00e1 estimativas"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/media-manager.noticiasaominuto.com\/1920\/naom_68a46e41232f8.jpg\" \/><br \/>O impacto econ\u00f3mico dos inc\u00eandios dos \u00faltimos dias \u00e9 &#8220;profundo&#8221; e podem ascender j\u00e1 a 2,3 mil milh\u00f5es de euros, adiantou, esta ter\u00e7a-feira, o presidente da Dire\u00e7\u00e3o Regional Norte da Ordem dos Economistas, Carlos Brito, ao Not\u00edcias ao Minuto.  &#8220;Os inc\u00eandios florestais de 2025 est\u00e3o a revelar-se dos mais graves das \u00faltimas d\u00e9cadas em Portugal. At\u00e9 ao momento (11h30 de 19\/08\/2025) j\u00e1 arderam mais de 200 mil hectares, uma \u00e1rea que \u00e9 quase 50% superior \u00e0 registada em todo o ano de 2024. O impacto econ\u00f3mico \u00e9 profundo, podendo ser estimado em cerca de 2,3 mil milh\u00f5es de euros at\u00e9 ao momento&#8221;, explicou Carlos Brito. A (pesada) fatura dos inc\u00eandios O economista adianta que &#8220;h\u00e1 desde logo os custos diretos de combate &#8211; mobiliza\u00e7\u00e3o de meios a\u00e9reos, terrestres e humanos &#8211; que se contam em muitas dezenas de milh\u00f5es de euros, podendo aproximar-se dos valores de 2017, o ano dos grandes inc\u00eandios que foram respons\u00e1veis por 127 mortes&#8221;. Por\u00e9m, &#8220;somam-se as perdas de habita\u00e7\u00f5es, recursos naturais, explora\u00e7\u00f5es florestais e infraestruturas locais, cujos preju\u00edzos ainda n\u00e3o est\u00e3o totalmente quantificados&#8221;. Depois, h\u00e1 tamb\u00e9m os efeitos indiretos, que &#8220;podem ser ainda mais significativos e prolongados&#8221;: &#8220;O turismo rural e de natureza sofre cancelamentos e quebras de procura, representando perdas que podem atingir dezenas de milh\u00f5es de euros&#8221;. Al\u00e9m disso, &#8220;o mesmo acontece com a agricultura e a economia local, atingidas pela destrui\u00e7\u00e3o de terras e respetiva desvaloriza\u00e7\u00e3o, um impacto que se far\u00e1 sentir ao longo dos pr\u00f3ximos anos&#8221;. Tamb\u00e9m acrescem os &#8220;custos sociais e de sa\u00fade, desde internamentos respirat\u00f3rios at\u00e9 ao impacto psicol\u00f3gico nas comunidades evacuadas&#8221;. O economista destaca ainda que existem ainda &#8220;perdas que n\u00e3o t\u00eam pre\u00e7o: em vidas humanas e na dor das popula\u00e7\u00f5es ao verem arder toda uma vida de esfor\u00e7os e sacrif\u00edcios. Isto sem falar no custo associado \u00e0 perda de confian\u00e7a nas autoridades, a come\u00e7ar pelas governamentais&#8221;. Este ano, os fogos j\u00e1 provocaram pelo menos dois mortos, incluindo um bombeiro, e v\u00e1rios feridos, na maioria sem gravidade, e destru\u00edram total ou parcialmente casas de primeira e segunda habita\u00e7\u00e3o, bem como explora\u00e7\u00f5es agr\u00edcolas e pecu\u00e1rias e \u00e1rea florestal. &#8220;\u00c9 crucial manter o foco no essencial&#8221; Carlos Brito constata que &#8220;nos \u00faltimos dias t\u00eam-se multiplicado cr\u00edticas \u00e0 falta de coordena\u00e7\u00e3o no combate, com relatos de meios mal distribu\u00eddos e respostas tardias&#8221; e o &#8220;Governo tem gerido de forma muito atabalhoada a sua estrat\u00e9gia de comunica\u00e7\u00e3o, alternando entre sil\u00eancio e mensagens confusas que s\u00f3 aumentam a perce\u00e7\u00e3o de desorganiza\u00e7\u00e3o&#8221;. &#8220;Apesar de tudo, neste momento \u00e9 crucial manter o foco no essencial: combater os inc\u00eandios com todos os recursos dispon\u00edveis e minimizar os seus impactos nas popula\u00e7\u00f5es, no territ\u00f3rio e na economia&#8221;, conclui. Portugal continental tem sido afetado por m\u00faltiplos inc\u00eandios rurais desde julho, sobretudo nas regi\u00f5es Norte e Centro, num contexto de temperaturas elevadas que motivou a declara\u00e7\u00e3o da situa\u00e7\u00e3o de alerta desde 2 de agosto. Segundo dados oficiais provis\u00f3rios, at\u00e9 19 de agosto arderam mais de 201 mil hectares no pa\u00eds, mais do que a \u00e1rea ardida em todo o ano de 2024. Leia Tamb\u00e9m: Inc\u00eandios consomem da agricultura \u00e0 sa\u00fade. Fatura j\u00e1 vai em &#8220;700 milh\u00f5es&#8221;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O impacto econ\u00f3mico dos inc\u00eandios dos \u00faltimos dias \u00e9 &#8220;profundo&#8221; e podem ascender j\u00e1 a 2,3 mil milh\u00f5es de euros, adiantou, esta ter\u00e7a-feira, o presidente da Dire\u00e7\u00e3o Regional Norte da Ordem dos Economistas, Carlos Brito, ao Not\u00edcias ao Minuto. &#8220;Os inc\u00eandios florestais de 2025 est\u00e3o a revelar-se dos mais graves das \u00faltimas d\u00e9cadas em Portugal. 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