{"id":370,"date":"2025-07-15T04:39:28","date_gmt":"2025-07-15T04:39:28","guid":{"rendered":"https:\/\/sabetudo.co.mz\/blog\/carlos-serra-afirma-que-estatuto-unesco-potenciara-ecoturismo-e-financiamento-para-o-parque-nacional-de-maputo\/"},"modified":"2025-07-15T04:39:28","modified_gmt":"2025-07-15T04:39:28","slug":"carlos-serra-afirma-que-estatuto-unesco-potenciara-ecoturismo-e-financiamento-para-o-parque-nacional-de-maputo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sabetudo.co.mz\/blog\/carlos-serra-afirma-que-estatuto-unesco-potenciara-ecoturismo-e-financiamento-para-o-parque-nacional-de-maputo\/","title":{"rendered":"Carlos Serra afirma que \u201co estatuto da UNESCO aprimorar\u00e1"},"content":{"rendered":"<p><\/p>\n<p>O Di\u00e1rio Econ\u00f3mico conversou esta segunda-feira, 14 de Julho, com Carlos Serra, ambientalista e director da Cooperativa de Educa\u00e7\u00e3o Ambiental Repensar, para analisar o impacto da recente inscri\u00e7\u00e3o do Parque Nacional de Maputo na Lista do Patrim\u00f3nio Mundial da Humanidade pela UNESCO. No passado domingo, 13 de Julho, durante a 47.\u00aa reuni\u00e3o do Comit\u00e9 do Patrim\u00f3nio Mundial em Paris, o parque foi reconhecido pelos seus valores naturais excepcionais, integrando ecossistemas terrestres, costeiros e marinhos \u2013 desde mangais e recifes de coral at\u00e9 dunas e zonas h\u00famidas. \u201cCom esta espantosa not\u00edcia, podemos esperar, logicamente, uma maior visibilidade do parque extra\u2011fronteiras, o que tornar\u00e1 o destino privilegiado para o ecoturismo, um turismo de contempla\u00e7\u00e3o da natureza, amigo do ambiente\u201d, come\u00e7ou por explicar Serra, lembrando o esfor\u00e7o conjunto que envolveu uma equipa nacional, o Governo e o apoio da Peace Parks Foundation.advertisement Segundo o ambientalista, o estatuto UNESCO abre tamb\u00e9m a porta ao acesso a financiamento externo. \u201cIsto ter\u00e1 sempre um potencial para gerar um aumento de recursos e financiamento, incluindo financiamento externo, principalmente orientado para s\u00edtios de Patrim\u00f3nio Mundial\u201d. Projectos de conserva\u00e7\u00e3o, educa\u00e7\u00e3o ambiental formal e n\u00e3o formal, desperd\u00edcio zero e economia circular podem agora contar com verbas espec\u00edficas e programas internacionais. Para as comunidades locais, o impacto poder\u00e1 ser ainda mais significativo: \u201c\u00c9 importante compreender que qualquer impacto positivo neste sentido \u00e9 ben\u00e9fico para as comunidades que vivem nos arredores do parque, pois h\u00e1 sempre potencial de gera\u00e7\u00e3o de maiores receitas e de benef\u00edcios directos, quer atrav\u00e9s do turismo, quer mediante apoios financeiros para desenvolvimento comunit\u00e1rio.\u201d Segundo o ambientalista, o estatuto UNESCO abre a porta ao acesso a financiamento externo. Carlos Serra destacou ainda o impulso \u00e0 investiga\u00e7\u00e3o cient\u00edfica: \u201cH\u00e1 um aumento de oportunidades para a investiga\u00e7\u00e3o cient\u00edfica, que esperamos venha a fortalecer-se com este estatuto. Outras \u00e1reas de conserva\u00e7\u00e3o poder\u00e3o aprender desta experi\u00eancia t\u00e3o bem\u2011sucedida, que levou alguns anos a ser preparada e que poder\u00e1 inspirar novas candidaturas a Patrim\u00f3nio Mundial.\u201d Apesar do entusiasmo, o ambientalista alertou para desafios persistentes. Na frente das infra\u2011estruturas, salientou o risco colocado pelo projecto do Porto de \u00c1guas Profundas em Tecobanine: \u201cAgora, com esta proclama\u00e7\u00e3o do parque como Patrim\u00f3nio Mundial, todo o cuidado ser\u00e1 pouco para que n\u00e3o haja nenhum impacto negativo neste esfor\u00e7o enorme que foi desencadeado e com sucesso.\u201d Quanto \u00e0 conviv\u00eancia entre pessoas e fauna, Serra sublinhou: \u201cH\u00e1 sempre conflito homem\u2011animal. Recentemente vimos que um cord\u00e3o sanit\u00e1rio est\u00e1 a ser constru\u00eddo para mitigar esse conflito, mas \u00e9 preciso continuar o trabalho para garantir a seguran\u00e7a das culturas e do patrim\u00f3nio das popula\u00e7\u00f5es locais.\u201d O ambientalista referiu tamb\u00e9m a amea\u00e7a da ca\u00e7a e pesca furtivas, embora reconhe\u00e7a progressos: \u201cO cen\u00e1rio est\u00e1 muito melhor do que no passado, mas ainda h\u00e1 quem se aventure nessas pr\u00e1ticas ilegais.\u201d Por fim, chamou a aten\u00e7\u00e3o para a polui\u00e7\u00e3o pl\u00e1stica. \u201cA polui\u00e7\u00e3o continua a afectar gravemente a biodiversidade costeira. Res\u00edduos chegam tanto por via terrestre, com despejo indiscriminado, como vindos de alto mar, tornando essencial um refor\u00e7o dos esfor\u00e7os de limpeza e preven\u00e7\u00e3o a todos os n\u00edveis\u201d, concluiu Carlos Serra. Com 1718 quil\u00f3metros quadrados, o Parque Nacional de Maputo une a Reserva Especial de Maputo e a Reserva Marinha Parcial da Ponta do Ouro, tornando\u2011se um exemplo de conserva\u00e7\u00e3o transfronteiri\u00e7a ao lado do parque sul\u2011africano iSimangaliso. Texto: Felisberto Ruco <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Di\u00e1rio Econ\u00f3mico conversou esta segunda-feira, 14 de Julho, com Carlos Serra, ambientalista e director da Cooperativa de Educa\u00e7\u00e3o Ambiental Repensar, para analisar o impacto da recente inscri\u00e7\u00e3o do Parque Nacional de Maputo na Lista do Patrim\u00f3nio Mundial da Humanidade pela UNESCO. 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