{"id":3746,"date":"2025-08-22T13:21:12","date_gmt":"2025-08-22T13:21:12","guid":{"rendered":"https:\/\/sabetudo.co.mz\/blog\/biofund-anuncia-a-3-a-conferencia-da-biodiversidade-marinha-a-ser-realizada-na-cidade-da-beira\/"},"modified":"2025-08-22T13:21:12","modified_gmt":"2025-08-22T13:21:12","slug":"biofund-anuncia-a-3-a-conferencia-da-biodiversidade-marinha-a-ser-realizada-na-cidade-da-beira","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sabetudo.co.mz\/blog\/biofund-anuncia-a-3-a-conferencia-da-biodiversidade-marinha-a-ser-realizada-na-cidade-da-beira\/","title":{"rendered":"BIOFUND Anuncia a 3.\u00aa Confer\u00eancia da Biodiversidade Marinha"},"content":{"rendered":"<p><\/p>\n<p>advertisemen tA cidade da Beira, localizada na prov\u00edncia de Sofala, vai acolher, nos dias 3 e 4 de Setembro, a 3.\u00aa Confer\u00eancia da Biodiversidade Marinha de Mo\u00e7ambique (CBM), sob o tema \u201cCi\u00eancia, Arte e Cultura pela Vida Marinha e Costeira em Mo\u00e7ambique\u201d. O evento, organizado pela Funda\u00e7\u00e3o para a Conserva\u00e7\u00e3o da Biodiversidade (BIOFUND), em parceria com v\u00e1rias institui\u00e7\u00f5es nacionais e internacionais, contar\u00e1 ainda com uma exposi\u00e7\u00e3o p\u00fablica de sete dias no Parque de Estruturas Verdes do Chivebo, espa\u00e7o escolhido para deixar um legado \u00e0 cidade. A CBM tornou-se, desde 2023, uma plataforma nacional para a conserva\u00e7\u00e3o marinha e costeira, reunindo Governo, comunidade cient\u00edfica, sociedade civil, sector privado e jovens em debates, apresenta\u00e7\u00f5es cient\u00edficas e iniciativas de sensibiliza\u00e7\u00e3o. O evento tem como objectivo divulgar a import\u00e2ncia da biodiversidade costeira e marinha atrav\u00e9s da partilha de conhecimento, assim como criar sinergias entre diversos intervenientes que actuam nesta esfera. Uma plataforma que junta ci\u00eancia, pol\u00edticas e comunidades Na confer\u00eancia de imprensa de lan\u00e7amento, a BIOFUND (institui\u00e7\u00e3o nacional privada, n\u00e3o lucrativa e de estatuto de utilidade p\u00fablica que aplica recursos em benef\u00edcio da conserva\u00e7\u00e3o e biodiversidade) destacou que o evento visa fortalecer a liga\u00e7\u00e3o entre ci\u00eancia, pol\u00edticas p\u00fablicas e comunidades. Alexandra Jorge, directora de Programas da Funda\u00e7\u00e3o, recordou que a iniciativa \u201c\u00e9 um esfor\u00e7o colectivo que esperamos que se traduza em ac\u00e7\u00f5es concretas no terreno, desde a educa\u00e7\u00e3o ambiental ao fortalecimento das parcerias.\u201d A respons\u00e1vel lembrou que a BIOFUND foi criada em 2011 e apresentada publicamente em 2015, tendo sempre procurado promover espa\u00e7os de partilha sobre biodiversidade. \u201cNa altura, inici\u00e1mos exposi\u00e7\u00f5es em v\u00e1rias prov\u00edncias, mas a pandemia obrigou-nos a suspender. Retom\u00e1mos agora com um modelo mais complexo, que junta confer\u00eancia cient\u00edfica e exposi\u00e7\u00f5es abertas ao p\u00fablico, permitindo n\u00e3o apenas debater pol\u00edticas, mas tamb\u00e9m mobilizar cidad\u00e3os\u201d, acrescentou. A primeira CBM, em Maputo, contou com cerca de 400 participantes, enquanto a segunda, em Nacala, prov\u00edncia de Nampula, teve 700 participantes presenciais e seis mil online. Segundo a BIOFUND, o crescimento tem sido cont\u00ednuo, tanto no n\u00famero de participantes como na diversidade de actores envolvidos. Um dos resultados apontados pelas edi\u00e7\u00f5es anteriores foi a cria\u00e7\u00e3o de grupos de trabalho permanentes e parcerias entre comunidades locais, Governo e sector privado. A organiza\u00e7\u00e3o sublinhou ainda que a introdu\u00e7\u00e3o da academia, atrav\u00e9s da apresenta\u00e7\u00e3o de trabalhos cient\u00edficos, foi \u201cum ganho significativo\u201d, permitindo que estudantes de mestrado e doutoramento divulgassem os seus resultados fora do circuito acad\u00e9mico. A BIOFUND destacou que o evento visa fortalecer a liga\u00e7\u00e3o entre ci\u00eancia, pol\u00edticas p\u00fablicas e comunidades \u201cNa segunda edi\u00e7\u00e3o, inclu\u00edmos pain\u00e9is cient\u00edficos e constat\u00e1mos que havia uma grande procura. Este ano vamos ter sess\u00f5es paralelas, porque o volume de estudos aumentou, o que d\u00e1 uma maior visibilidade ao trabalho de investiga\u00e7\u00e3o produzido em Mo\u00e7ambique e refor\u00e7a a base de conhecimento para orientar pol\u00edticas\u201d, referiu a direc\u00e7\u00e3o da Funda\u00e7\u00e3o. Governo sublinha import\u00e2ncia estrat\u00e9gica dos recursos marinhos Para o Governo, a confer\u00eancia inscreve-se numa \u00e1rea considerada priorit\u00e1ria. Felismina Antia, directora nacional dos Assuntos do Mar, referiu que a iniciativa \u201cversa sobre uma mat\u00e9ria estrat\u00e9gica, que s\u00e3o os recursos marinhos.\u201d A respons\u00e1vel sublinhou que o Pa\u00eds possui \u201cuma costa extensa, considerada a segunda mais rica em biodiversidade no oceano \u00cdndico Ocidental\u201d, salientando que o desafio \u00e9 encontrar equil\u00edbrio entre desenvolvimento econ\u00f3mico e conserva\u00e7\u00e3o ambiental. \u201cO Governo tem responsabilidades de dinamizar pol\u00edticas e estrat\u00e9gias, mas conta com estas parcerias para garantir ac\u00e7\u00f5es no terreno. Esta confer\u00eancia permite envolver sociedade, comunidades e sector privado para compreender a relev\u00e2ncia da biodiversidade marinha\u201d, afirmou. Banco Mundial aponta para maior aten\u00e7\u00e3o \u00e0 conserva\u00e7\u00e3o marinha O Banco Mundial, financiador desde a primeira edi\u00e7\u00e3o, considera que o evento ajuda a corrigir um desequil\u00edbrio hist\u00f3rico: a maior concentra\u00e7\u00e3o de investimentos em \u00e1reas terrestres. Segundo Manuel Mutimucuio, especialista em gest\u00e3o de recursos naturais, \u201ca biodiversidade marinha recebeu historicamente pouco apoio. Iniciativas como esta aumentam o seu perfil e permitem demonstrar que a conserva\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 apenas protec\u00e7\u00e3o da natureza, mas tamb\u00e9m gera\u00e7\u00e3o de riqueza para as popula\u00e7\u00f5es que vivem dentro e ao redor destas \u00e1reas.\u201d O respons\u00e1vel destacou ainda que a confer\u00eancia \u201ctem uma componente cient\u00edfica e uma componente de exposi\u00e7\u00e3o, o que permite que o conhecimento produzido seja partilhado com o p\u00fablico. Esta combina\u00e7\u00e3o de ci\u00eancia e comunica\u00e7\u00e3o \u00e9 essencial.\u201d \u201cEste ano vamos ter sess\u00f5es paralelas, porque o volume de estudos aumentou, o que d\u00e1 maior visibilidade ao trabalho de investiga\u00e7\u00e3o produzido em Mo\u00e7ambique e refor\u00e7a a base de conhecimento para orientar pol\u00edticas.\u201d Na ocasi\u00e3o, a Sociedade para a Conserva\u00e7\u00e3o da Vida Selvagem (WCS, sigla em ingl\u00eas), parceira da iniciativa, assinalou a liga\u00e7\u00e3o da confer\u00eancia a projectos em curso. Segundo a cientista principal de recifes de coral, Erwan Sola, \u201cum dos objectivos principais \u00e9 promover debates e ci\u00eancia em torno da biodiversidade marinha. A confer\u00eancia cresceu exponencialmente desde a primeira edi\u00e7\u00e3o, que nasceu ligada ao Projecto Futuro Azul, financiado pelo Blue Action Fund.\u201d Este projecto tem como meta a cria\u00e7\u00e3o de uma nova \u00e1rea de conserva\u00e7\u00e3o marinha em Nampula, o que se enquadra directamente no esp\u00edrito da CBM. Custos e financiamento A dimens\u00e3o do evento tem vindo a crescer tamb\u00e9m em termos financeiros. A primeira edi\u00e7\u00e3o teve um or\u00e7amento inicial de 28 mil d\u00f3lares anuais. A segunda contou com 280 mil, dez vezes mais do que o previsto. Para este ano, a organiza\u00e7\u00e3o admite que os custos ser\u00e3o superiores, dado o aumento de actividades e o n\u00famero crescente de participantes. Segundo a respons\u00e1vel pela BIOFUND, a confer\u00eancia tem sido viabilizada por um n\u00famero cada vez maior de financiadores e parceiros t\u00e9cnicos, n\u00e3o apenas em termos de fundos, mas tamb\u00e9m de apoio log\u00edstico e institucional. \u201cN\u00e3o se trata apenas do valor monet\u00e1rio, mas tamb\u00e9m do tempo e dedica\u00e7\u00e3o dos parceiros envolvidos. O engajamento colectivo \u00e9 o que d\u00e1 for\u00e7a a esta plataforma\u201d, explicou. A escolha da Beira para acolher o evento n\u00e3o \u00e9 apenas log\u00edstica, mas simb\u00f3lica. O Parque de Estruturas Verdes do Chivebo, local da exposi\u00e7\u00e3o, \u00e9 um exemplo de preserva\u00e7\u00e3o de mangais em ambiente urbano, conjugando conserva\u00e7\u00e3o ambiental, lazer e educa\u00e7\u00e3o. Parte dos materiais produzidos para a confer\u00eancia ficar\u00e1 instalada permanentemente no parque, como forma de refor\u00e7ar a educa\u00e7\u00e3o ambiental local. Os organizadores e parceiros afirmam que a CBM se consolidou como um evento de calend\u00e1rio, com a expectativa de ser realizada anualmente, pelo menos at\u00e9 2028. Para a BIOFUND, o objectivo \u00e9 simples: transformar conhecimento cient\u00edfico e di\u00e1logo institucional em pol\u00edticas p\u00fablicas eficazes e ac\u00e7\u00f5es concretas no terreno. \u201cQuanto mais institui\u00e7\u00f5es, comunidades e empresas estiverem envolvidas, maior ser\u00e1 o impacto. A confer\u00eancia \u00e9 uma oportunidade de partilha, mas tamb\u00e9m de dar continuidade a iniciativas j\u00e1 em curso. Em Nacala, por exemplo, v\u00e1rios projectos com o sector privado continuaram depois do evento, mostrando que n\u00e3o se trata de encontros pontuais, mas de processos com resultados pr\u00e1ticos\u201d, sublinhou a Funda\u00e7\u00e3o. Texto: N\u00e1rio Sixpene <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>advertisemen tA cidade da Beira, localizada na prov\u00edncia de Sofala, vai acolher, nos dias 3 e 4 de Setembro, a 3.\u00aa Confer\u00eancia da Biodiversidade Marinha de Mo\u00e7ambique (CBM), sob o tema \u201cCi\u00eancia, Arte e Cultura pela Vida Marinha e Costeira em Mo\u00e7ambique\u201d. 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