{"id":3819,"date":"2025-08-24T14:14:33","date_gmt":"2025-08-24T14:14:33","guid":{"rendered":"https:\/\/sabetudo.co.mz\/blog\/metrobus-ser-uma-moda-e-um-risco-a-sua-boa-implementacaoutm_sourcerss-economiautm_mediumrssutm_campaignrssfeed\/"},"modified":"2025-08-24T14:14:33","modified_gmt":"2025-08-24T14:14:33","slug":"metrobus-ser-uma-moda-e-um-risco-a-sua-boa-implementacaoutm_sourcerss-economiautm_mediumrssutm_campaignrssfeed","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sabetudo.co.mz\/blog\/metrobus-ser-uma-moda-e-um-risco-a-sua-boa-implementacaoutm_sourcerss-economiautm_mediumrssutm_campaignrssfeed\/","title":{"rendered":"Metrobus ser uma moda &#8220;\u00e9 um risco&#8221; \u00e0 sua boa implementa\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/media-manager.noticiasaominuto.com\/1920\/naom_6537c62788c6b.jpg\" \/><br \/>&#8220;O facto de ser uma moda \u00e9 um risco. O que est\u00e1 aqui verdadeiramente em risco \u00e9 a implementa\u00e7\u00e3o incompleta da solu\u00e7\u00e3o. A utiliza\u00e7\u00e3o do chav\u00e3o para um servi\u00e7o sub\u00f3timo daquilo que se pretendia fazer, ou uma solu\u00e7\u00e3o sub\u00f3tima&#8221;, disse \u00e0 Lusa Cec\u00edlia Silva, professora do Centro de Investiga\u00e7\u00e3o do Territ\u00f3rio, Transportes e Ambiente (CITTA) da Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto (FEUP) e da Faculdade de Ci\u00eancias e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC).  Em causa est\u00e1 a ado\u00e7\u00e3o da terminologia BRT (Bus Rapid Transit), vulgo metrobus, &#8211; cujo servi\u00e7o \u00e9 essencialmente caracterizado pela circula\u00e7\u00e3o de um autocarro num canal totalmente segregado do restante tr\u00e1fego, com prioridade nos sem\u00e1foros, num percurso com esta\u00e7\u00f5es &#8211; para servi\u00e7os que t\u00eam outras nuances, desvirtuando o seu conceito original. &#8220;Isto \u00e9, n\u00f3s quer\u00edamos um BRT, mas a faixa vai ser partilhada, afinal, ou em determinados s\u00edtios vai estar junto com o congestionamento&#8221;, ilustrou Cec\u00edlia Silva, considerando que estas diferen\u00e7as &#8220;matam a solu\u00e7\u00e3o&#8221; em termos de efic\u00e1cia. Segundo Cec\u00edlia Silva, &#8220;o sistema n\u00e3o pode estar interrompido para funcionar&#8221;, sendo o seu objetivo &#8220;dar prioridade ao transporte p\u00fablico&#8221;. Mas, &#8220;quando isso n\u00e3o \u00e9 cumprido, no momento em que se vai desenhar a solu\u00e7\u00e3o, n\u00e3o temos um BRT&#8221;, acrescentou. &#8220;Portanto, eu gostaria que quando come\u00e7armos a avaliar os nossos BRT, tiv\u00e9ssemos tamb\u00e9m a seriedade de distinguir o que s\u00e3o BRT dos que n\u00e3o o s\u00e3o, dos que s\u00e3o sistemas h\u00edbridos, mais ou menos&#8221;, vincou. A acad\u00e9mica considera os BRT &#8220;uma solu\u00e7\u00e3o muito boa&#8221;, pois &#8220;h\u00e1 muito tempo se tinha descoberto que era poss\u00edvel fazer um sistema de transporte quase t\u00e3o &#8211; n\u00e3o t\u00e3o, mas quase t\u00e3o &#8211; eficiente como sobre carris&#8221;, mas que n\u00e3o justifica a instala\u00e7\u00e3o do modo ferrovi\u00e1rio devido \u00e0 sua capacidade. &#8220;A partir de um certo n\u00edvel j\u00e1 n\u00e3o compensa, deve-se mesmo passar para carris&#8221;, salvaguardou. Em Portugal, aguardam a entrada em funcionamento os metrobus do Porto e, no distrito de Coimbra, o Metro Mondego (Coimbra, Miranda do Corvo e Lous\u00e3). Est\u00e3o tamb\u00e9m j\u00e1 planeados, no distrito do Porto, os de Matosinhos, Trofa e possivelmente Maia, no de Braga o da pr\u00f3pria cidade e a liga\u00e7\u00e3o Guimar\u00e3es &#8211; Braga, no de Leiria a liga\u00e7\u00e3o entre Leiria e Marinha Grande, em \u00c9vora na pr\u00f3pria cidade, no distrito de Lisboa dois projetos &#8211; entre Lisboa e Oeiras e a Linha Intermodal Oriental Sustent\u00e1vel (LIOS) entre Lisboa, Oeiras e Loures &#8211; e no distrito de Faro entre Olh\u00e3o, Faro e Loul\u00e9. Lembrando a exist\u00eancia de faixas BUS, Cec\u00edlia Silva diz que em Portugal &#8220;eram poucas, descont\u00ednuas e n\u00e3o ofereciam um percurso completo&#8221;, mas que bastariam para &#8220;trazer o BRT para Portugal&#8221; se o seu percurso &#8220;fosse completo&#8221; e sem &#8220;desaparecer nos cruzamentos&#8221; sendo obrigat\u00f3ria a sua prioriza\u00e7\u00e3o. Questionada sobre se a implementa\u00e7\u00e3o deste tipo de sistemas no pa\u00eds n\u00e3o est\u00e1 relacionada com a sua, teoricamente, mais r\u00e1pida execu\u00e7\u00e3o e facilidade de implementa\u00e7\u00e3o e obten\u00e7\u00e3o de financiamento europeu, Cec\u00edlia Silva considerou que essa &#8220;\u00e9 uma quest\u00e3o muito importante e muito dif\u00edcil de resolver&#8221;. &#8220;De uma forma geral, os grandes investimentos p\u00fablicos v\u00e3o atr\u00e1s da exist\u00eancia de fontes de financiamento. E a \u00fanica forma disto correr bem \u00e9 j\u00e1 ter o planeamento feito com anteced\u00eancia&#8221;, refere, assinalando que &#8220;raramente h\u00e1 dinheiro para investir no planeamento antecipado&#8221; e verdadeiramente &#8220;ter uma estrat\u00e9gia, um plano definido&#8221;, algo que diferencia de apenas se fazerem estudos. Para Cec\u00edlia Silva, ainda assim, &#8220;independentemente do resultado do BRT, \u00e9 importante dar o passo em frente&#8221;, e &#8220;o errado seria n\u00e3o fazer e o errado tamb\u00e9m seria avaliar depois no fim como se fosse o BRT perfeito&#8221; nos casos em que n\u00e3o \u00e9. &#8220;Quando formos avaliar, avaliar e aprender com os erros, em vez de (dizer que) isto foi uma p\u00e9ssima ideia, vamos demolir tudo e vamos come\u00e7ar de novo&#8221;, frisou, apesar de considerar que, &#8220;em todos estes momentos de investimento, deve haver um pensamento da redistribui\u00e7\u00e3o do espa\u00e7o em todos&#8221;, com menos espa\u00e7o para o autom\u00f3vel, &#8220;por j\u00e1 n\u00e3o ser necess\u00e1rio&#8221;, devido \u00e0 transfer\u00eancia modal pretendida, ou seja, fazer com que as pessoas adiram ao novo meio de transporte em detrimento do carro. &#8220;Haver\u00e1 sempre pessoas que v\u00e3o mudar e \u00e9 por causa dessas pessoas que que \u00e9 preciso fazer a transfer\u00eancia de espa\u00e7o, porque \u00e9 desesperadamente necess\u00e1rio noutras coisas, como para garantir a seguran\u00e7a dos jovens e de crian\u00e7as que precisam de ir para a escola e para garantir que os nossos idosos n\u00e3o est\u00e3o presos em casa, mas podem sair \u00e0 rua sabendo que de 200 em 200 metros t\u00eam um banco para se sentar e n\u00e3o t\u00eam medo de ir \u00e0 loja sabendo que, se calhar, n\u00e3o chegam l\u00e1,&#8221; devido aos perigos rodovi\u00e1rios, ilustrou. Leia Tamb\u00e9m: Rui Moreira acusa Tiago Braga de &#8220;tentar justificar o inexplic\u00e1vel&#8221;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&#8220;O facto de ser uma moda \u00e9 um risco. O que est\u00e1 aqui verdadeiramente em risco \u00e9 a implementa\u00e7\u00e3o incompleta da solu\u00e7\u00e3o. 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