{"id":4125,"date":"2025-08-28T04:03:17","date_gmt":"2025-08-28T04:03:17","guid":{"rendered":"https:\/\/sabetudo.co.mz\/blog\/investimento-direto-esta-em-terreno-negativo-mas-ha-uma-explicacaoutm_sourcerss-economiautm_mediumrssutm_campaignrssfeed\/"},"modified":"2025-08-28T04:03:17","modified_gmt":"2025-08-28T04:03:17","slug":"investimento-direto-esta-em-terreno-negativo-mas-ha-uma-explicacaoutm_sourcerss-economiautm_mediumrssutm_campaignrssfeed","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sabetudo.co.mz\/blog\/investimento-direto-esta-em-terreno-negativo-mas-ha-uma-explicacaoutm_sourcerss-economiautm_mediumrssutm_campaignrssfeed\/","title":{"rendered":"Investimento direto est\u00e1 em terreno negativo, mas h\u00e1 uma"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/media-manager.noticiasaominuto.com\/1920\/naom_658db616db9bd.webp\" \/><\/p>\n<p>                                                    O investimento direto estrangeiro em Portugal passou para terreno negativo no primeiro semestre, porque neste per\u00edodo as empresas reduziram d\u00edvida em rela\u00e7\u00e3o a entidades do mesmo grupo no exterior, indicam dados do Banco de Portugal. Segundo uma nota estat\u00edstica publicada hoje, o investimento direto do exterior totalizou um valor negativo de 400 milh\u00f5es de euros nos primeiros seis meses do ano, quando no mesmo per\u00edodo de 2024 a aposta tinha sido positiva em 3.500 milh\u00f5es de euros. A diminui\u00e7\u00e3o, explica o Banco de Portugal, deve-se &#8220;sobretudo \u00e0 redu\u00e7\u00e3o da d\u00edvida de entidades residentes perante empresas n\u00e3o residentes do mesmo grupo econ\u00f3mico&#8221;, num valor de 1.600 milh\u00f5es de euros. &#8220;Esta redu\u00e7\u00e3o \u00e9 principalmente explicada por uma mudan\u00e7a destes passivos para a categoria funcional de &#8220;investimento de carteira&#8221;, uma vez que, segundo a metodologia estat\u00edstica em vigor, se deixou de verificar uma rela\u00e7\u00e3o de investimento direto&#8221;, sustenta o banco central. A posi\u00e7\u00e3o das empresas controladas por investidores espanh\u00f3is explica a trajet\u00f3ria dos primeiros seis meses do ano. Segundo o BdP, houve uma &#8220;redu\u00e7\u00e3o de investimento proveniente de Espanha (-2,1 mil milh\u00f5es de euros), que foi parcialmente compensada por aumentos do investimento da Su\u00ed\u00e7a (+0,8 mil milh\u00f5es de euros), dos Estados Unidos da Am\u00e9rica (+0,3 mil milh\u00f5es de euros), da It\u00e1lia (+0,2 mil milh\u00f5es de euros) e da B\u00e9lgica (+0,2 mil milh\u00f5es de euros)&#8221;. Os rendimentos pagos a n\u00e3o residentes, por via dos investimentos realizados em Portugal, chegaram a 5.000 milh\u00f5es de euros no primeiro semestre, ficando 100 milh\u00f5es de euros acima do montante do per\u00edodo hom\u00f3logo. J\u00e1 os rendimentos recebidos em Portugal provenientes de n\u00e3o residentes totalizaram 1.800 milh\u00f5es de euros, baixando em 100 milh\u00f5es face ao primeiro semestre do ano passado. O investimento direto de Portugal no estrangeiro foi de 2.600 milh\u00f5es de euros, superior em 200 milh\u00f5es em rela\u00e7\u00e3o ao mesmo per\u00edodo do ano passado. Os principais destinos foram pa\u00edses europeus, em especial Espanha e Pa\u00edses Baixos (com investimentos de 700 milh\u00f5es de euros em cada territ\u00f3rio), e Fran\u00e7a (com 500 milh\u00f5es). A nota do BdP inclui uma compara\u00e7\u00e3o internacional dos dados de investimento direto, indicando que &#8220;entre 2008 e 2024, o peso do investimento direto do exterior na economia portuguesa foi, em m\u00e9dia, 15 pontos percentuais superior ao registado para o conjunto dos pa\u00edses da Coopera\u00e7\u00e3o e Desenvolvimento Econ\u00f3mico (OCDE)&#8221;. J\u00e1 quando se compara com a m\u00e9dia dos pa\u00edses da UE, &#8220;Portugal apresentou valores inferiores em todos os anos compreendidos entre 2008 e 2023, com exce\u00e7\u00e3o de 2013 e 2014&#8221;. No entanto, em 2024, &#8220;apesar da ligeira queda no peso do IDE no PIB, a economia portuguesa registou um valor 5 pontos percentuais superior ao da m\u00e9dia da UE&#8221;, refere o BdP. &#8220;A globaliza\u00e7\u00e3o que teve lugar nas \u00faltimas d\u00e9cadas contribuiu para um crescimento significativo do peso do investimento direto estrangeiro na generalidade das economias. Em Portugal, no final de 2024, o stock de investimento direto do exterior (IDE) representava 69% do PIB, o que corresponde a um aumento de 37 pontos percentuais (pp) relativamente ao valor registado em 2008 (32% do PIB)&#8221;, indica o banco central. No mesmo per\u00edodo, o &#8216;stock&#8217; de IDE na OCDE passou de 25% para 53% do PIB e na UE subiu de 36% para 64%. &#8220;Em 2024, Portugal apresentava um dos &#8216;stocks&#8217; de IDE em percentagem do PIB mais elevados entre os 27 pa\u00edses da OCDE analisados. Era apenas superado pelo Luxemburgo (1227%), Pa\u00edses Baixos (214%), Su\u00ed\u00e7a (94%), Est\u00f3nia (83%) e B\u00e9lgica (69%). Em rela\u00e7\u00e3o a 2019, Portugal registou um aumento nos stocks de IDE de 2,7 pp do PIB, semelhante ao verificado para a m\u00e9dia da OCDE (2,6 pontos percentuais). Em contraste, no mesmo per\u00edodo, a m\u00e9dia da UE apresentou um decr\u00e9scimo significativo do IDE (-11,5 pontos percentuais do PIB)&#8221;, refere ainda o banco central. Leia Tamb\u00e9m: APA desaconselha banhos em praia de Matosinhos devido a contamina\u00e7\u00e3o<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O investimento direto estrangeiro em Portugal passou para terreno negativo no primeiro semestre, porque neste per\u00edodo as empresas reduziram d\u00edvida em rela\u00e7\u00e3o a entidades do mesmo grupo no exterior, indicam dados do Banco de Portugal. 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