{"id":4328,"date":"2025-08-30T21:09:22","date_gmt":"2025-08-30T21:09:22","guid":{"rendered":"https:\/\/sabetudo.co.mz\/blog\/douro-em-vindima-com-perspetiva-de-quebra-na-colheita-e-boa-qualidadeutm_sourcerss-economiautm_mediumrssutm_campaignrssfeed\/"},"modified":"2025-08-30T21:09:22","modified_gmt":"2025-08-30T21:09:22","slug":"douro-em-vindima-com-perspetiva-de-quebra-na-colheita-e-boa-qualidadeutm_sourcerss-economiautm_mediumrssutm_campaignrssfeed","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sabetudo.co.mz\/blog\/douro-em-vindima-com-perspetiva-de-quebra-na-colheita-e-boa-qualidadeutm_sourcerss-economiautm_mediumrssutm_campaignrssfeed\/","title":{"rendered":"Douro em vindima com perspetiva de quebra na colheita e boa"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/media-manager.noticiasaominuto.com\/1920\/45561779.webp?crop_params=eyJsYW5kc2NhcGUiOnsiY3JvcFdpZHRoIjoyNDcwLCJjcm9wSGVpZ2h0IjoxMzg5LCJjcm9wWCI6NDIsImNyb3BZIjozNH0sInBvcnRyYWl0Ijp7ImNyb3BXaWR0aCI6OTYwLCJjcm9wSGVpZ2h0IjoxNzA3LCJjcm9wWCI6OTE3LCJjcm9wWSI6MH19\" \/><\/p>\n<p>                                                    A Regi\u00e3o Demarcada do Douro (RDD) \u00e9 heterog\u00e9nea, mas tamb\u00e9m no planalto de Favaios, em Alij\u00f3, no distrito de Vila Real, h\u00e1 diferentes perspetivas de colheita quase de vinha para vinha. O Instituto da Vinha e do Vinho (IVV) estima uma quebra de produ\u00e7\u00e3o a rondar os 20% no Douro, menos 11% em todo o pa\u00eds. &#8220;A minha vindima est\u00e1 a correr bem, pessoal n\u00e3o falta, o tempo esteve bom. A minha produ\u00e7\u00e3o vai ser semelhante \u00e0 do ano passado no que diz respeito ao moscatel, branco n\u00e3o sei e, no tinto, vai ser menos&#8221;, afirmou \u00e0 ag\u00eancia Lusa M\u00e1rio Monteiro. O viticultor, que \u00e9 tamb\u00e9m presidente da Adega Cooperativa de Favaios, tem uma produ\u00e7\u00e3o que ronda as 138 pipas de moscatel. &#8220;A qualidade parece-me que vai ser boa novamente, as nossas uvas foram criadas praticamente sem doen\u00e7as&#8221;, salientou. Nas vinhas de M\u00e1rio Monteiro juntam-se trabalhadores locais e ainda uma equipa de um empreiteiro agr\u00edcola de Resende. A voz de Helena Sequeira entoa pelos valados, junto a Favaios, onde nasceu e vive. S\u00e3o os trabalhadores mais velhos que ainda cumprem a tradi\u00e7\u00e3o de cantar nas vindimas da mais antiga regi\u00e3o demarcada e regulamentada do mundo. \u00c0 pergunta desde quando faz vindimas, Helena responde: &#8220;Desde sempre&#8221;. Come\u00e7ou com os pais e desde pequenina que se habituou a trabalhar no campo. &#8220;Eu ainda canto, mas primeiro as vindimas eram mais alegres. Agora querem-nos tirar o nosso vinho do Douro e isso \u00e9 que \u00e9 triste. Este \u00e9 o nosso ganh\u00e3o p\u00e3o&#8221;, comentou, referindo-se \u00e0 crise que afeta a regi\u00e3o, quem produz uva e tem dificuldade em a escoar e quem faz o vinho e se queixa de quebras na comercializa\u00e7\u00e3o. Helena Sequeira pede que &#8220;n\u00e3o deixem morrer o vinho&#8221;. Para al\u00e9m de trabalhar para M\u00e1rio Monteiro, ainda aproveita todo o tempo que pode para granjear o que \u00e9 seu. A viver em Resende, V\u00edtor Dias levanta-se \u00e0s 03h30 para apanhar o primeiro trabalhador \u00e0s 04h15 para, depois, esta equipa de um empreiteiro agr\u00edcola come\u00e7ar a trabalhar pelas 07h00, em Favaios. &#8220;\u00c9 a nossa rotina. Aqui temos trabalho todo ano seguido, temos \u00e9 que nos levantar mais cedo, mas j\u00e1 estamos habituados. J\u00e1 h\u00e1 cinco anos seguidinhos que andamos para baixo e para cima&#8221;, contou. Na sexta-feira, a adega de Favaios cumpriu o 10.\u00ba dia de vindima e \u00e9 grande o movimento de carrinhas que ali v\u00e3o entregar as uvas. &#8220;Havia de ter chovido h\u00e1 coisa de um m\u00eas, mas, mesmo assim, n\u00e3o est\u00e1 a ser mau&#8221;, afirmou \u00e0 Lusa Gomesindo Pires. O problema, explicou, \u00e9 que as &#8220;uvas est\u00e3o leves&#8221;. &#8220;Onde no ano passado traz\u00edamos 1.000 quilos, este ano trazemos para a\u00ed 700, 750 quilos&#8221;, estimou, concluindo que &#8220;\u00e9 duro&#8221; para quem, como ele, concilia a vinha com a empresa de constru\u00e7\u00e3o civil, mas lhe dedica &#8220;s\u00e1bados, domingos, feriados e dias santos&#8221;. Precisa de recorrer a um empreiteiro agr\u00edcola para ter m\u00e3o de obra para a colheita e, nos seus 10 hectares, n\u00e3o acredita que este ano consiga colher 90 pipas, mas, quanto \u00e0 qualidade, garantiu que &#8220;n\u00e3o est\u00e1 mal&#8221;. Duarte Guedes tem cerca de 20 hectares de vinha e estimou uma quebra de produ\u00e7\u00e3o entre 10 a 15% nas uvas brancas e tintas, n\u00e3o nas de moscatel. Uma quebra que disse j\u00e1 ter acontecido na nascen\u00e7a do fruto. &#8220;Durante o ver\u00e3o tivemos que andar sempre em cima das uvas, mas at\u00e9 est\u00e1 a correr bem&#8221;, concluiu, referindo que come\u00e7ou a vindima uns dias mais cedo do que no ano passado porque &#8220;as uvas j\u00e1 tinham grau&#8221; e &#8220;por causa da falta de \u00e1gua&#8221;. Francisco Santana contabilizou uma quebra acentuada na produ\u00e7\u00e3o que colhe na sua pequena vinha. &#8220;J\u00e1 fiz o meu moscatel e tive cerca de metade. S\u00e3o os s\u00edtios, \u00e9 o tempo, \u00e9 tudo&#8221;, afirmou, referindo ter \u00e0 volta de 2.000 videiras. Joaquim Pereira tamb\u00e9m disse ter uma produ\u00e7\u00e3o &#8220;ligeiramente mais baixa, mas com bastante qualidade&#8221;, estimando uma quebra de 20% na colheita. &#8220;Foi \u00e0 nascen\u00e7a e depois devido ao calor, o peso do bago \u00e9 menor e rende menos&#8221;, explicou. Com uma produ\u00e7\u00e3o de cerca de 70 a 80 pipas, entrega tudo na adega e afirmou que n\u00e3o \u00e9 muito f\u00e1cil arranjar trabalhadores para a vindima, uma dificuldade que considerou que se agrava a cada ano. Em Favaios, a adega abriu as portas uns dias mais cedo do que no passado porque j\u00e1 havia videiras em &#8216;stress h\u00eddrico&#8217;. &#8220;E quisemos dar oportunidade aos viticultores de poderem vindimar essas uvas mais sofridas&#8221;, explicou o en\u00f3logo Miguel Ferreira. No ano passado, a adega produziu 12 mil pipas dos diferentes vinhos. &#8220;H\u00e1 uma heterogeneidade enorme em Favaios. Nas zonas mais altas de solos mais profundos em que ainda havia \u00e1gua, as produtividades est\u00e3o boas e nas zonas de meia encosta e j\u00e1 a descer para o rio Pinh\u00e3o e Sanfins, a\u00ed temos mais quebras. S\u00e3o solos que n\u00e3o t\u00eam tanta capacidade de reten\u00e7\u00e3o de \u00e1gua&#8221;, explicou Miguel Ferreira. Na cooperativa, segundo adiantou, v\u00e3o fazer-se, nesta vindima, experi\u00eancias com novas tecnologias de vinifica\u00e7\u00e3o para produzir vinhos com menos teor alco\u00f3lico e, assim, &#8220;procurar novos consumidores&#8221;. &#8220;O mercado para exporta\u00e7\u00e3o solicita alguns produtos mais leves, percebemos claramente que \u00e9 um mercado em crescimento e temos que ver como \u00e9 que a legisla\u00e7\u00e3o se enquadra no Douro&#8221;, explicou o en\u00f3logo. Com cerca de 500 associados, a adega tem um volume de fatura\u00e7\u00e3o de cerca de 20 milh\u00f5es de euros, com a exporta\u00e7\u00e3o a representar 12% do volume de vendas. Leia Tamb\u00e9m: Despe\u00e7a-se de agosto em grande. 10 ideias para aproveitar o fim de semana<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Regi\u00e3o Demarcada do Douro (RDD) \u00e9 heterog\u00e9nea, mas tamb\u00e9m no planalto de Favaios, em Alij\u00f3, no distrito de Vila Real, h\u00e1 diferentes perspetivas de colheita quase de vinha para vinha. 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