{"id":4364,"date":"2025-08-31T18:37:04","date_gmt":"2025-08-31T18:37:04","guid":{"rendered":"https:\/\/sabetudo.co.mz\/blog\/problemas-do-pais-agravaram-se-com-destruicao-da-reforma-agrariautm_sourcerss-economiautm_mediumrssutm_campaignrssfeed\/"},"modified":"2025-08-31T18:37:04","modified_gmt":"2025-08-31T18:37:04","slug":"problemas-do-pais-agravaram-se-com-destruicao-da-reforma-agrariautm_sourcerss-economiautm_mediumrssutm_campaignrssfeed","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sabetudo.co.mz\/blog\/problemas-do-pais-agravaram-se-com-destruicao-da-reforma-agrariautm_sourcerss-economiautm_mediumrssutm_campaignrssfeed\/","title":{"rendered":"Problemas do pa\u00eds agravaram-se com &#8220;destrui\u00e7\u00e3o da reforma"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/media-manager.noticiasaominuto.com\/1920\/naom_56b4d61c315be.webp?crop_params=eyJwb3J0cmFpdCI6eyJjcm9wV2lkdGgiOjYzNiwiY3JvcEhlaWdodCI6MTEzMSwiY3JvcFgiOjMwNywiY3JvcFkiOjB9fQ==\" \/><\/p>\n<p>                                                    &#8220;Com a destrui\u00e7\u00e3o da reforma agr\u00e1ria, os problemas que ent\u00e3o existiam e que em grande parte ela procurou e conseguiu ultrapassar &#8211; cria\u00e7\u00e3o de emprego e aumento da produ\u00e7\u00e3o de bens alimentares essenciais &#8211; n\u00e3o foram resolvidos, antes pelo contr\u00e1rio, foram agravados e continuam a agravar-se com as pol\u00edticas dos sucessivos governos&#8221;, afirmou o Coordenador do Conselho Nacional da CNA, em resposta \u00e0 Lusa.<\/p>\n<p>                                                    O desemprego agravou-se, assim como a necessidade de muitos emigrarem, levando ao envelhecimento da popula\u00e7\u00e3o.<br \/>\n                                                    A agricultura est\u00e1 &#8220;cada vez mais dominada&#8221; pela grande propriedade, na m\u00e3o de empresas &#8220;fundos de investimento e at\u00e9 de cadeias de distribui\u00e7\u00e3o&#8221;, apontou, numa altura em que se assinala o 50.\u00ba anivers\u00e1rio da reforma agr\u00e1ria.<br \/>\n                                                    Alfredo Campos referiu que os sucessivos governos t\u00eam vindo a submeter-se \u00e0s imposi\u00e7\u00f5es da Pol\u00edtica Agr\u00edcola Comum (PAC), produzindo para exportar, mesmo \u00e0 custa da &#8220;alimenta\u00e7\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o portuguesa&#8221;.<br \/>\n                                                    A confedera\u00e7\u00e3o disse que existem hoje povoa\u00e7\u00f5es com culturas intensivas junto \u00e0s casas, que s\u00f3 podem comer o que vem de fora.<br \/>\n                                                    &#8220;Em quase todas as vilas rurais do pa\u00eds foram instalados hipermercados que vendem produtos, muitos deles importados, sem qualquer obriga\u00e7\u00e3o de comprar, nem sequer uma percentagem da produ\u00e7\u00e3o local&#8221;, ilustrou.<br \/>\n                                                    Para a CNA, o atual Governo e os anteriores, t\u00eam centrado a sua atua\u00e7\u00e3o num modelo de agricultura intensiva, com a PAC a promover a desregula\u00e7\u00e3o dos mercados, o que impede os agricultores de obterem pre\u00e7os justos \u00e0 produ\u00e7\u00e3o.<br \/>\n                                                    Alfredo Campos assinalou que, com a redu\u00e7\u00e3o de verbas para o setor, prevista na proposta do or\u00e7amento da Uni\u00e3o Europeia para 2028-2034, o futuro da agricultura e da alimenta\u00e7\u00e3o nacional &#8220;\u00e9 sombrio&#8221;.<br \/>\n                                                    A confedera\u00e7\u00e3o defende assim que cabe ao Governo criar condi\u00e7\u00f5es para a melhoria de pre\u00e7os \u00e0 produ\u00e7\u00e3o, dinamizar os circuitos curtos agroalimentares, com apoios aos mercados locais ou privilegiando os produtos de origem local no fornecimento de cantinas e refeit\u00f3rios de entidades p\u00fablicas.<br \/>\n                                                    &#8220;Portugal precisa de orientar as pol\u00edticas p\u00fablicas para o apoio e desenvolvimento da agricultura familiar e da efetiva implementa\u00e7\u00e3o do Estatuto da Agricultura Familiar. Precisa de mais pequenos e m\u00e9dios agricultores a dar vida aos territ\u00f3rios, a produzir variedades de ra\u00e7as aut\u00f3ctones para uma alimenta\u00e7\u00e3o de proximidade&#8221;, concluiu.<br \/>\n                                                    Em dezembro de 1974, antes da entrada em vigor da lei da reforma agr\u00e1ria, que aconteceu no ano seguinte, ocorreu a primeira ocupa\u00e7\u00e3o de terras na Herdade do Monte do Outeiro, na freguesia de Santa Vit\u00f3ria, em Beja.<br \/>\n                                                    A lei da reforma agr\u00e1ria veio definir, por exemplo, uma fasquia acima da qual as terras eram expropriadas, as indemniza\u00e7\u00f5es a pagar e o direito de reserva de uma determinada \u00e1rea da terra para o propriet\u00e1rio. Nem sempre estas cl\u00e1usulas foram respeitadas.<br \/>\n                                                    At\u00e9 janeiro de 1976 foram ocupados perto de 1.183.000 hectares de terras.<br \/>\n                                                    As terras expropriadas, inseridas nas chamadas Zonas de Interven\u00e7\u00e3o da Reforma Agr\u00e1ria (ZIRA), constitu\u00edram Unidades Coletivas de Produ\u00e7\u00e3o (UCP), que juntavam v\u00e1rias herdades. A propriedade era do Estado.<br \/>\n                                                    Estas unidades de produ\u00e7\u00e3o recorriam ao cr\u00e9dito agr\u00edcola de emerg\u00eancia para garantir o sal\u00e1rio semanal dos que nelas trabalhavam.<br \/>\n                                                    A ZIRA abrangeu os distritos de Set\u00fabal, Beja, \u00c9vora, Portalegre, bem como partes dos distritos de Faro, Lisboa, Santar\u00e9m e Castelo Branco.<br \/>\n                                                    Em 1977, uma lei preparada pelo ent\u00e3o ministro da Agricultura Ant\u00f3nio Barreto (PS) pretendeu regular o processo da reforma agr\u00e1ria, estruturando as condi\u00e7\u00f5es para a restitui\u00e7\u00e3o de propriedades aos antigos propriet\u00e1rios ou herdeiros e abrindo caminho para as indemniza\u00e7\u00f5es.<br \/>\n                                                    Muitos propriet\u00e1rios recuperaram as suas terras 20 ou 30 anos ap\u00f3s a reforma agr\u00e1ria.<br \/>\n                                                    O Tribunal Europeu reconheceu raz\u00e3o \u00e0 maior parte dos propriet\u00e1rios que pediu indemniza\u00e7\u00f5es, levando o Estado a assumir os valores em causa.<br \/>\n                                                    A Lusa pediu ao Minist\u00e9rio da Agricultura o valor total de indemniza\u00e7\u00f5es pago pelo Estado no \u00e2mbito da reforma agr\u00e1ria, o n\u00famero de terras que se encontram ao abandono e questionou quais as medidas que o executivo quer p\u00f4r em pr\u00e1tica para fixar os agricultores, mas n\u00e3o obteve resposta.<br \/>\n                                                    Leia Tamb\u00e9m: Produtores do Douro recebem apoio de 50 c\u00eantimos por quilo de uva para destila\u00e7\u00e3o<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&#8220;Com a destrui\u00e7\u00e3o da reforma agr\u00e1ria, os problemas que ent\u00e3o existiam e que em grande parte ela procurou e conseguiu ultrapassar &#8211; cria\u00e7\u00e3o de emprego e aumento da produ\u00e7\u00e3o de bens alimentares essenciais &#8211; n\u00e3o foram resolvidos, antes pelo contr\u00e1rio, foram agravados e continuam a agravar-se com as pol\u00edticas dos sucessivos governos&#8221;, afirmou o Coordenador [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":4365,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[3],"tags":[],"class_list":["post-4364","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-economia"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sabetudo.co.mz\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4364","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sabetudo.co.mz\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sabetudo.co.mz\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sabetudo.co.mz\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sabetudo.co.mz\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=4364"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sabetudo.co.mz\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4364\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sabetudo.co.mz\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media\/4365"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sabetudo.co.mz\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=4364"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sabetudo.co.mz\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=4364"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sabetudo.co.mz\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=4364"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}