{"id":5841,"date":"2025-11-01T02:58:45","date_gmt":"2025-11-01T02:58:45","guid":{"rendered":"https:\/\/sabetudo.co.mz\/blog\/exportacoes-angolanas-caem-17-5-e-importacoes-disparamutm_sourcerss-economiautm_mediumrssutm_campaignrssfeed\/"},"modified":"2025-11-01T02:58:45","modified_gmt":"2025-11-01T02:58:45","slug":"exportacoes-angolanas-caem-17-5-e-importacoes-disparamutm_sourcerss-economiautm_mediumrssutm_campaignrssfeed","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sabetudo.co.mz\/blog\/exportacoes-angolanas-caem-17-5-e-importacoes-disparamutm_sourcerss-economiautm_mediumrssutm_campaignrssfeed\/","title":{"rendered":"Exporta\u00e7\u00f5es angolanas caem 17,5% e importa\u00e7\u00f5es disparam"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/media-manager.noticiasaominuto.com\/1920\/25358437.webp\" \/><\/p>\n<p>                                                    Segundo o Relat\u00f3rio Econ\u00f3mico do 1.\u00ba Semestre de 2025, divulgado pelo Centro de Investiga\u00e7\u00e3o Econ\u00f3mica (CINVESTEC) da Universidade Lus\u00edada de Angola, neste per\u00edodo a conta externa de Angola manteve-se &#8220;relativamente equilibrada&#8221;, mas com sinais de press\u00e3o sobre o setor externo. A balan\u00e7a corrente &#8220;continua positiva&#8221;, mas as exporta\u00e7\u00f5es, sobretudo petrol\u00edferas, &#8220;recuaram de forma expressiva. Persistem, por\u00e9m, d\u00e9fices elevados na balan\u00e7a n\u00e3o petrol\u00edfera e nas transfer\u00eancias de rendimentos para o exterior&#8221;, refere-se no estudo apresentado pelo economista e investigador do CINVESTEC, Agostinho Mateus. A balan\u00e7a comercial n\u00e3o petrol\u00edfera registou um d\u00e9fice de 7,6 mil milh\u00f5es de d\u00f3lares (6,5 mil milh\u00f5es de euros), &#8220;agravando-se 12% em termos acumulados e 15% no trimestre&#8221;, mostra o relat\u00f3rio. As exporta\u00e7\u00f5es n\u00e3o petrol\u00edferas cresceram ligeiramente (5% se comparado com o per\u00edodo hom\u00f3logo), atingindo 1,15 mil milh\u00f5es de d\u00f3lares (994 milh\u00f5es de euros), per\u00edodo em que as importa\u00e7\u00f5es aumentaram para 8,76 mil milh\u00f5es de d\u00f3lares (7,5 mil milh\u00f5es de euros), 11% em termos acumulados. &#8220;Como resultado, a taxa de cobertura das importa\u00e7\u00f5es pelas exporta\u00e7\u00f5es desceu de 13,9% para 13,1%, relevando uma economia ainda fortemente dependente do exterior&#8221;, notou o economista. Nesse per\u00edodo, as exporta\u00e7\u00f5es totais de bens e servi\u00e7os recuaram de 18,4 mil milh\u00f5es de d\u00f3lares (15,9 mil milh\u00f5es de euros) para 15,2 mil milh\u00f5es de d\u00f3lares (13,1 mil milh\u00f5es de euros), uma queda de 17,5%, &#8220;refletindo a redu\u00e7\u00e3o das vendas de petr\u00f3leo&#8221;, refere-se no estudo. As exporta\u00e7\u00f5es petrol\u00edferas, no semestre, representaram 14 mil milh\u00f5es de d\u00f3lares, menos 18,9% em rela\u00e7\u00e3o a igual per\u00edodo de 2024, &#8220;continuando a representar 80,6% das exporta\u00e7\u00f5es de Angola&#8221;. O g\u00e1s natural representou 10,1% do total das exporta\u00e7\u00f5es, com &#8220;um ganho relativo \u00e0 queda do petr\u00f3leo&#8221;, enquanto outros bens e servi\u00e7os &#8220;recuaram 12%&#8221;. O CINVESTEC assinala que a estrutura exportadora de Angola &#8220;continua altamente concentrada no petr\u00f3leo, com pouca diversifica\u00e7\u00e3o&#8221;, quando as importa\u00e7\u00f5es &#8220;continuam diversificadas e revelam realinhamentos importantes&#8221;. M\u00e1quinas e equipamentos, servi\u00e7os de transporte, combust\u00edveis, bens alimentares, materiais de constru\u00e7\u00e3o e produtos qu\u00edmicos e farmac\u00eauticos lideraram as importa\u00e7\u00f5es do pa\u00eds nos primeiros seis meses de 2025. Entre janeiro e junho de 2025, a balan\u00e7a de rendimentos prim\u00e1rios (sal\u00e1rios, juros e lucros) apresentou &#8220;melhoria significativa&#8221;, com d\u00e9fice de 2,9 mil milh\u00f5es de d\u00f3lares (2,5 mil milh\u00f5es de euros), melhorando 24,2% face a 2024. Ainda segundo o relat\u00f3rio, o investimento angolano no exterior aumentou para 36,7 mil milh\u00f5es de d\u00f3lares, mais 6% na compara\u00e7\u00e3o hom\u00f3loga, nomeadamente com dep\u00f3sitos e cr\u00e9ditos comerciais, per\u00edodo em que o investimento estrangeiro em Angola tamb\u00e9m subiu para 70,4 mil milh\u00f5es de d\u00f3lares. Agostinho Mateus disse ainda, na sua interven\u00e7\u00e3o, que desde 2017 o investimento direto externo caiu de 29,4 para 12,5 mil milh\u00f5es de d\u00f3lares (uma queda de 58%), &#8220;evidenciando o fim da era petrol\u00edfera e a menor atratividade do pa\u00eds para investimento produtivo&#8221;. &#8220;Em contrapartida, os empr\u00e9stimos externos cresceram e hoje dominam o passivo externo, refor\u00e7ando a depend\u00eancia da d\u00edvida&#8221;, alertou o economista. Para o CINVESTEC, o futuro da conta externa de Angola depender\u00e1 da capacidade de converter a estabilidade estat\u00edstica em progresso econ\u00f3mico real, &#8220;com pol\u00edticas consistentes de diversifica\u00e7\u00e3o, industrializa\u00e7\u00e3o e competitividade&#8221;. Leia Tamb\u00e9m: &#8220;Temos os pontos e os resultados normais para o Estoril, mas&#8230;&#8221;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Segundo o Relat\u00f3rio Econ\u00f3mico do 1.\u00ba Semestre de 2025, divulgado pelo Centro de Investiga\u00e7\u00e3o Econ\u00f3mica (CINVESTEC) da Universidade Lus\u00edada de Angola, neste per\u00edodo a conta externa de Angola manteve-se &#8220;relativamente equilibrada&#8221;, mas com sinais de press\u00e3o sobre o setor externo. A balan\u00e7a corrente &#8220;continua positiva&#8221;, mas as exporta\u00e7\u00f5es, sobretudo petrol\u00edferas, &#8220;recuaram de forma expressiva. 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