{"id":5843,"date":"2025-11-01T03:20:15","date_gmt":"2025-11-01T03:20:15","guid":{"rendered":"https:\/\/sabetudo.co.mz\/blog\/governo-corta-mais-de-200-milhoes-em-medicamentos-e-material-clinicoutm_sourcerss-economiautm_mediumrssutm_campaignrssfeed\/"},"modified":"2025-11-01T03:20:15","modified_gmt":"2025-11-01T03:20:15","slug":"governo-corta-mais-de-200-milhoes-em-medicamentos-e-material-clinicoutm_sourcerss-economiautm_mediumrssutm_campaignrssfeed","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sabetudo.co.mz\/blog\/governo-corta-mais-de-200-milhoes-em-medicamentos-e-material-clinicoutm_sourcerss-economiautm_mediumrssutm_campaignrssfeed\/","title":{"rendered":"Governo corta mais de 200 milh\u00f5es em medicamentos e material"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/media-manager.noticiasaominuto.com\/1920\/15322322.webp\" \/><\/p>\n<p>                                                    A nota explicativa, a que a Lusa teve acesso, estima para 2026 uma redu\u00e7\u00e3o de 208 milh\u00f5es de euros (-6%) nas compras de medicamentos e material de consumo cl\u00ednico, em linha com a varia\u00e7\u00e3o de 10% considerada no OE2026. Refere tamb\u00e9m que o aumento do consumo de medicamentos e material de consumo cl\u00ednico no Servi\u00e7o Nacional de Sa\u00fade (SNS) registado em 2025 reflete o crescimento da atividade assistencial, nomeadamente a atividade cir\u00fargica, o envelhecimento da popula\u00e7\u00e3o e a introdu\u00e7\u00e3o de terapias inovadoras, especialmente em \u00e1reas como oncologia, infecciologia e doen\u00e7as cr\u00f3nicas. Contactado pela Lusa, o especialista em economia da sa\u00fade Pedro Pita Barros disse n\u00e3o ser claro como se compatibiliza o corte previsto com o aumento da atividade assistencial. &#8220;Significa que s\u00f3 \u00e9 compat\u00edvel ter esse corte com aumento de atividade e aumento de utiliza\u00e7\u00e3o de medicamentos e outras coisas, se houver uma redu\u00e7\u00e3o dos pre\u00e7os aos quais compram&#8221;, disse o especialista, acrescentando: &#8220;Se eu vou gastar menos, mas vou consumir mais, ent\u00e3o tem de ser o pre\u00e7o que tem de baixar o suficiente para compensar&#8221;. Pita Barros admite que alguma parte da poupan\u00e7a de 10% que o OE2026 imp\u00f5e em bens e servi\u00e7os possa estar na transfer\u00eancia de despesa em tarefeiros, que se pretende baixar e pode em termos de despesa transferir-se para as despesas com pessoal, que sobem 717,8 milh\u00f5es de euros (total de 7.767,3 milh\u00f5es) em 2026, face ao or\u00e7amento de 2025 (7.049 milh\u00f5es), e 368,9 milh\u00f5es (+5%) face \u00e0 estimativa de 2025 para este agrupamento (7 398,4 milh\u00f5es). Considera &#8220;duvidoso&#8221; que o corte de 10% seja justificado apenas com esta transfer\u00eancia de valores, admitindo que ter\u00e1 de haver &#8220;alguma compress\u00e3o de pre\u00e7os&#8221;. &#8220;\u00c9 preciso depois explicar como \u00e9 que esperam ter menores pre\u00e7os m\u00e9dios no que consomem. Ou tenho pre\u00e7os mais baixos, ou mudo para medicamentos mais baratos&#8221;. &#8220;O palpite que fica sempre \u00e9 que foi decidido de uma forma arbitr\u00e1ria, que era bom ter esta poupan\u00e7a, mas depois logo se v\u00ea como \u00e9 que a vamos alcan\u00e7ar&#8221;, acrescentou. O especialista disse que o or\u00e7amento para a sa\u00fade lhe parece mais &#8220;uma fic\u00e7\u00e3o&#8221;, questionando como vai ser distribu\u00eddo no Servi\u00e7o Nacional de Sa\u00fade. &#8220;Era importante perceber se as receitas esperadas para o SNS compensam a despesa que vai ser feita no SNS&#8221;, afirmou, sublinhando: &#8220;Se est\u00e3o a usar a despesa prevista para 2025 como base para o acr\u00e9scimo para 2026, e n\u00e3o a despesa efetiva previs\u00edvel, estamos a entrar outra vez com aquela velha discuss\u00e3o da subor\u00e7amenta\u00e7\u00e3o&#8221;. O especialista em Economia da Sa\u00fade referiu ainda n\u00e3o ser claro na nota explicativa de onde prov\u00eam as receitas pr\u00f3prias de 1.289,5 milh\u00f5es de euros previstas: &#8220;Creio que a \u00fanica coisa que podemos assumir \u00e9 que receitas pr\u00f3prias v\u00e3o ser transfer\u00eancias que v\u00e3o ter que ser feitas pelo Minist\u00e9rio das Finan\u00e7as, as inje\u00e7\u00f5es habituais de capital&#8221;. A nota explicativa refere, quanto \u00e0 receita do SNS, que depois de em 2025 ter diminu\u00eddo 3,4% (-562 milh\u00f5es de euros) face ao valor inicialmente previsto, em 2026 vai aumentar 6,2% (+996 milh\u00f5es). Esta evolu\u00e7\u00e3o resulta, essencialmente, do comportamento das transfer\u00eancias do Or\u00e7amento de Estado para o Programa Or\u00e7amental da Sa\u00fade, que se espera que aumentem +384 milh\u00f5es de euros (+2,7%) em 2025 face \u00e0 estimativa inicial e +472 milh\u00f5es (+3,2%) em 2026 face \u00e0 execu\u00e7\u00e3o estimada de 2025. Na evolu\u00e7\u00e3o da receita quanto aos impostos, contribui\u00e7\u00f5es e taxas (inclui taxas moderadoras, receita de jogos sociais e taxas recebidas pelo INEM), prev\u00ea-se que esta rubrica cres\u00e7a +32 milh\u00f5es de euros (+9,7%) em 2026. No que se refere \u00e0 despesa do SNS, depois de aumentar 3,4% (+572 milh\u00f5es) em 2025 face ao valor inicialmente previsto, em 2026 vai subir 4,5% (+777 milh\u00f5es) comparativamente ao per\u00edodo homologo. As despesas com pessoal dever\u00e3o crescer 5,2% (+375 milh\u00f5es) em 2026. (Not\u00edcia atualizada \u00e0s 14h42) Leia Tamb\u00e9m: OE2026: Laborat\u00f3rios alertam para cortes que amea\u00e7am rede convencionada<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A nota explicativa, a que a Lusa teve acesso, estima para 2026 uma redu\u00e7\u00e3o de 208 milh\u00f5es de euros (-6%) nas compras de medicamentos e material de consumo cl\u00ednico, em linha com a varia\u00e7\u00e3o de 10% considerada no OE2026. 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