{"id":608,"date":"2025-07-16T23:31:28","date_gmt":"2025-07-16T23:31:28","guid":{"rendered":"https:\/\/sabetudo.co.mz\/blog\/venda-da-tap-apos-governo-ditar-regras-grupos-sinalizaram-vontadeutm_sourcerss-economiautm_mediumrssutm_campaignrssfeed\/"},"modified":"2025-07-16T23:31:28","modified_gmt":"2025-07-16T23:31:28","slug":"venda-da-tap-apos-governo-ditar-regras-grupos-sinalizaram-vontadeutm_sourcerss-economiautm_mediumrssutm_campaignrssfeed","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sabetudo.co.mz\/blog\/venda-da-tap-apos-governo-ditar-regras-grupos-sinalizaram-vontadeutm_sourcerss-economiautm_mediumrssutm_campaignrssfeed\/","title":{"rendered":"Venda da TAP? Ap\u00f3s Governo ditar regras, grupos &#8220;sinalizaram"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/media-manager.noticiasaominuto.com\/1920\/naom_653773d24c921.jpg\" \/><br \/>O Ministro das Infraestruturas e da Habita\u00e7\u00e3o de Portugal, Miguel Pinto Luz falou, esta quarta-feira acerca da reprivatiza\u00e7\u00e3o da TAP, que foi anunciada na semana passada.  Na Grande Entrevista, da RTP3, Pinto Luz foi questionado acerca de como \u00e9 que a companhia a\u00e9rea seria atrativa para os investidores, dado que o Estado \u00e9 o acionista maiorit\u00e1rio. &#8220;Sabe que a TAP \u00e9 de paix\u00f5es. Tenho visto muitos comentadores fazerem esse (tipo de) coment\u00e1rio&#8221;, come\u00e7ou por responder, exemplificando com a Iberia ou a SAS, que tiveram neg\u00f3cios faseados. &#8220;Todos esses neg\u00f3cios foram faseados. Com posi\u00e7\u00f5es minorit\u00e1rias, que depois caminharam numa segunda e terceira fases para posi\u00e7\u00f5es maiorit\u00e1rias. A resposta \u00e9 clara: j\u00e1 no passado aconteceu. \u00c9 assim que o mercado funciona. Assim maximizamos as nossas op\u00e7\u00f5es&#8221;, justificou. Confrontando sobre se j\u00e1 houve algum contacto de eventuais investidores acerca da eventual venda de 49,9% da companhia a\u00e9rea, Pinto Luz disse que o processo precisava de transpar\u00eancia, mas que nem ele nem o Ministro das Finan\u00e7as iriam ter interven\u00e7\u00e3o direta no processo, apesar do acompanhamento. No entanto, Pinto Luz apontou que, quanto aos grupos falados para uma poss\u00edvel compra, &#8220;todos sinalizaram na \u00faltima semana que mantinham a sua vontade de ir \u00e0 privatiza\u00e7\u00e3o&#8221; face \u00e0s regras estabelecidas pelo Executivo. &#8220;N\u00e3o h\u00e1 planos informais. A gest\u00e3o no plano informal era o que vinha de tr\u00e1s. Agora, a gest\u00e3o \u00e9 no plano formal. No plano formal, Governo tomou a decis\u00e3o que tinha de tomar. Agora cabe \u00e0 Parp\u00fablica e a uma comiss\u00e3o de acompanhamento independente. O Tribunal de Contas vai escrutinar, a Assembleia da Rep\u00fablica vai escrutinar&#8221;, refor\u00e7ou. Pinto Luz afirmou que o &#8220;cen\u00e1rio mais prov\u00e1vel&#8221; \u00e9 que quem avance agora numa primeira fase, venha a &#8216;tomar conta&#8217; do resto da companhia a\u00e9rea, numa fase posterior, mas salientou que existe &#8220;flexibilidade.&#8221; O ministro apontou tamb\u00e9m que o Governo n\u00e3o vai discutir em &#8220;pra\u00e7a p\u00fablica&#8221; os valores para a TAP, tal como tem vindo a defender desde o an\u00fancio da reprivatiza\u00e7\u00e3o. &#8220;Vamos ouvir o que \u00e9 que o mundo tem a dizer&#8221; Pinto Luz falou ainda acerca do neg\u00f3cio em &#8216;cima da mesa&#8217;, para al\u00e9m de companhias que j\u00e1 demonstraram interesse para avan\u00e7ar na compra, como a Lufthansa, Air France ou KLM. &#8220;Vamos ouvir o que \u00e9 que o mundo tem a dizer sobre esta oportunidade de neg\u00f3cios&#8221;, garantiu, lembrando que outros interessados j\u00e1 no passado &#8220;bateram \u00e0 porta&#8221; do Governo, apontando mesmo empresas que n\u00e3o se quiseram revelar o seu interesse em p\u00fablico, j\u00e1 antes do decreto-lei ter tido &#8216;luz verde&#8217;. &#8220;Bateram \u00e0 porta investidores e parceiros de ind\u00fastria fora do \u00e2mbito europeu. \u00c9 uma das componentes da raz\u00e3o pelas quais opt\u00e1mos pelos 49,9%. Para permitir abrir oportunidades&#8221;, disse. Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 declara\u00e7\u00e3o que fez anteriormente, sobre a companhia a\u00e9rea n\u00e3o sobreviver sem o investimento privado, Pinto Luz foi confrontado sobre se isto n\u00e3o colocava a companhia numa posi\u00e7\u00e3o mais fr\u00e1gil, e n\u00e3o abria a possibilidade de do &#8216;outro lado&#8217; pensarem que o Governo poderia fazer a venda a qualquer pre\u00e7o. &#8220;Os investidores privados sabem como o mercado funciona e sabem as limita\u00e7\u00f5es que o acionista Estado em Portugal tem perante a companhia. N\u00e3o estamos a ensinar nada aos investidores. N\u00e3o dependem das minhas palavras para perceberem essa situa\u00e7\u00e3o&#8221;, considerou. Para al\u00e9m desta resposta, Pinto Luz vincou que tamb\u00e9m foi dito pelo Executivo que a companhia n\u00e3o se vendia a qualquer pre\u00e7o, e que o &#8220;Estado n\u00e3o est\u00e1 com urg\u00eancia de vender.&#8221; &#8220;N\u00e3o temos urg\u00eancia, mas temos a necessidade de a m\u00e9dio-prazo concretizar esta opera\u00e7\u00e3o. Porque acreditamos que se n\u00e3o o fizer n\u00e3o cresce, e n\u00e3o crescendo, corre riscos&#8221;, clarificou. &#8220;N\u00e3o vou descansar enquanto n\u00e3o vir essa carta&#8221; O ministro foi ainda questionado acerca da not\u00edcia avan\u00e7ada esta quarta-feira pelo Di\u00e1rio de Not\u00edcias e que d\u00e1 conta de que o &#8220;Governo do Partido Socialista prometeu \u00e0 Azul que d\u00edvida de 178 milh\u00f5es seria paga pela TAP&#8221;, missiva esta que ter\u00e1 sido, alegadamente, assinada pelo ent\u00e3o ministro respons\u00e1vel pelo dossier, Pedro Nuno Santos. &#8220;N\u00e3o encontr\u00e1mos essa carta (&#8230;). Essa not\u00edcia tem uma fonte que tem a ver com o tribunal e, portanto, naturalmente, o Estado portugu\u00eas sabe do que est\u00e1 a acontecer em tribunal. Naturalmente, tivemos a preocupa\u00e7\u00e3o de saber se essa carta existia ou n\u00e3o. No Minist\u00e9rio das Infraestruturas, n\u00e3o existe. No universo das Infraestruturas, n\u00e3o a encontramos. Continuamos \u00e0 procura, como andamos h\u00e1 procura, h\u00e1 alguns anos, do documento que avaliou os 55 milh\u00f5es de David Neeleman&#8221;, afirmou, garantindo: &#8220;N\u00e3o vou descansar enquanto n\u00e3o vir essa carta.&#8221; Confrontando sobre se admitia que esta missiva pode n\u00e3o existir, Pinto Luz disse que &#8220;quer muito ler a carta e perceber que carta \u00e9 essa (&#8230;). Temos de saber, enquanto contribuintes, se essa carta existiu ou n\u00e3o. At\u00e9 ver a carta, n\u00e3o posso ter uma posi\u00e7\u00e3o absolutamente fechada. Mas a dar como certa a carta, \u00e9 preocupante que o estado possa ser gerido assim.&#8221; Sobre se Pedro Nuno Santos j\u00e1 foi contactado, o ministro apontou: &#8220;O Governo tem feito tudo para encontrar a carta e n\u00e3o vou avan\u00e7ar mais sobre esse s\u00edtio.&#8221; Leia Tamb\u00e9m: TAP? Primeiro-ministro espera mais interessados &#8220;de outras geografias&#8221;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Ministro das Infraestruturas e da Habita\u00e7\u00e3o de Portugal, Miguel Pinto Luz falou, esta quarta-feira acerca da reprivatiza\u00e7\u00e3o da TAP, que foi anunciada na semana passada. 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