{"id":6081,"date":"2025-11-03T04:26:55","date_gmt":"2025-11-03T04:26:55","guid":{"rendered":"https:\/\/sabetudo.co.mz\/blog\/africa-e-angola-devem-identificar-projetos-economicamente-sustentaveisutm_sourcerss-economiautm_mediumrssutm_campaignrssfeed\/"},"modified":"2025-11-03T04:26:55","modified_gmt":"2025-11-03T04:26:55","slug":"africa-e-angola-devem-identificar-projetos-economicamente-sustentaveisutm_sourcerss-economiautm_mediumrssutm_campaignrssfeed","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sabetudo.co.mz\/blog\/africa-e-angola-devem-identificar-projetos-economicamente-sustentaveisutm_sourcerss-economiautm_mediumrssutm_campaignrssfeed\/","title":{"rendered":"\u00c1frica e Angola devem identificar projetos economicamente"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/media-manager.noticiasaominuto.com\/1920\/naom_68fb2a0f112f6.webp\" \/><\/p>\n<p>                                                    A capital angolana acolhe na pr\u00f3xima semana, entre 28 e 31 de outubro, a terceira Cimeira sobre Financiamento para o Desenvolvimento de Infraestruturas em \u00c1frica, com as autoridades angolanas a projetarem uma mobiliza\u00e7\u00e3o de at\u00e9 160 mil milh\u00f5es de d\u00f3lares (137 mil milh\u00f5es de euros). Para M\u00e1rio Rui Pires, antigo secret\u00e1rio de Estado para o Investimento P\u00fablico de Angola, nesta cimeira, tamb\u00e9m enquadrada nas atividades celebrativas dos 50 anos de independ\u00eancia de Angola, os pa\u00edses deveriam ter capacidade para apresentar candidaturas para captar financiamento para as respetivas infraestruturas. &#8220;Os pa\u00edses ter\u00e3o de ter capacidade para apresentar candidaturas que se enquadrem em dois modelos de financiamento: financiamento ao pa\u00eds e financiamento com a possibilidade de o setor privado ser parte do modelo de execu\u00e7\u00e3o, o que designamos, popularmente, por parcerias p\u00fablico-privadas&#8221;, disse, em declara\u00e7\u00f5es \u00e0 Lusa. Segundo o consultor, entidades financiadoras est\u00e3o atualmente centradas em projetos autossustent\u00e1veis, ou seja, geradores de receitas para pagar o financiamento nos prazos e juros acordados com os respetivos parceiros, considerando tratar-se do &#8220;ponto mais cr\u00edtico&#8221; no contexto de \u00c1frica, e, particularmente, de Angola. &#8220;A\u00ed come\u00e7a o primeiro problema e muito mais para o caso particular de Angola (&#8230;), porque n\u00f3s temos uma grande dificuldade de fazer a pr\u00e9-prepara\u00e7\u00e3o dos projetos: que \u00e9 realmente um modelo que demonstre a sustentabilidade do projeto&#8221;, frisou. O principal desafio no dom\u00ednio do financiamento \u00e0s infraestruturas no continente &#8220;\u00e9 conseguir identificar projetos que sejam faz\u00edveis e que sejam economicamente sustent\u00e1veis&#8221;, insistiu. Apontou a anunciada pretens\u00e3o das autoridades angolanas de constru\u00edrem uma autoestrada para ligar as regi\u00f5es norte e sul do pa\u00eds &#8212; tro\u00e7o Soyo\/Dante at\u00e9 \u00e0 fronteira sul da Clara (Cunene) &#8212; como exemplo paradigm\u00e1tico, considerando que Angola n\u00e3o tem tr\u00e1fego para infraestruturas dessa natureza. &#8220;Hoje o nosso problema nas estradas nacionais s\u00e3o dois: o estado da qualidade das estradas nacionais, que tem essencialmente a ver com a manuten\u00e7\u00e3o, e adicionalmente o problema de as estradas nacionais passarem no meio das cidades&#8221;, disse. Como solu\u00e7\u00e3o apontou a constru\u00e7\u00e3o de circulares para retirarem o tr\u00e2nsito dos centros urbanos, o que contribuiria para a redu\u00e7\u00e3o do tr\u00e1fego e do tempo de viagem. &#8220;Hoje uma autoestrada n\u00e3o tem sustentabilidade econ\u00f3mica&#8221;, considerou. Para M\u00e1rio Rui Pires, as autoridades angolanas e do continente precisam entender que os projetos &#8220;t\u00eam de ser preparados e t\u00eam que ter por tr\u00e1s um desenho econ\u00f3mico que diga ao financiador que o projeto tem sustentabilidade para se pagar&#8221;. &#8220;Para n\u00e3o cairmos em projetos que forcem garantias soberanas do Estado que n\u00f3s sabemos hoje que n\u00e3o tem grande espa\u00e7o de manobra para os fazer, tendo em conta o nosso n\u00edvel de endividamento&#8221;, sustentou. A cimeira de Luanda, que conta com apoio t\u00e9cnico da Ag\u00eancia para o Desenvolvimento da Uni\u00e3o Africana (UA), prev\u00ea mobilizar at\u00e9 160 mil milh\u00f5es de d\u00f3lares, para fazer face \u00e0 atual lacuna financeira para a constru\u00e7\u00e3o de projetos estruturantes no continente, segundo o presidente do conselho de administra\u00e7\u00e3o da Ag\u00eancia de Investimento Privado e Promo\u00e7\u00e3o das Exporta\u00e7\u00f5es de Angola, Arlindo Rangel, citado pelo Portal do Governo de Angola. Rui Pires consierou as proje\u00e7\u00f5es financeiras desta cimeira &#8220;muito elevadas&#8221; referindo, no entanto, que as necessidades de investimentos em infraestruturas em \u00c1frica at\u00e9 2050 &#8220;est\u00e3o avaliadas em tr\u00eas trili\u00f5es de d\u00f3lares&#8221;. &#8220;160 mil milh\u00f5es (de d\u00f3lares) \u00e9 apenas 5% do valor que foi projetado at\u00e9 2050, mas parece-me um n\u00famero muito grande para ser capturado numa cimeira destas, excetuando se os pa\u00edses realmente, seja individual ou coletivamente, para projetos multinacionais, venham bastante preparados. Vamos ver ao longo da cimeira que projetos v\u00e3o ser apresentados&#8221;, declarou. O especialista em desenvolvimento econ\u00f3mico disse acreditar que alguns &#8220;com melhor organiza\u00e7\u00e3o e experi\u00eancia&#8221;, nomeadamente Nig\u00e9ria, Gana, Senegal, Costa do Marfim, Qu\u00e9nia Eti\u00f3pia, \u00c1frica do Sul, Egito, Tun\u00edsia e Marrocos, possam conseguir captar financiamentos nesta cimeira. &#8220;Fazer esta cimeira em Angola \u00e9 uma oportunidade de n\u00f3s vermos uma forma completamente diferente de financiar infraestruturas que at\u00e9 agora n\u00f3s pensamos que sejam de exclusividade do Estado&#8221;, concluiu. Mais de dois mil delegados, entre chefes de Estado, ministros, empres\u00e1rios e representantes de institui\u00e7\u00f5es financeiras devem participar neste encontro, estimam as autoridades angolanas. O financiamento e constru\u00e7\u00e3o de infraestruturas \u00e9 uma das principais bandeiras da presid\u00eancia rotativa de Angola na Uni\u00e3o Africana (UA), assumida em 15 de fevereiro de 2025 pelo Presidente, Jo\u00e3o Louren\u00e7o. O objetivo \u00e9 mobilizar recursos internacionais para projetos estruturantes em setores como transportes, energia, telecomunica\u00e7\u00f5es, agricultura, sa\u00fade e educa\u00e7\u00e3o, promovendo o desenvolvimento sustent\u00e1vel e a integra\u00e7\u00e3o continental. Leia Tamb\u00e9m: Mais de 50 conflitos armados em \u00c1frica representam 40% do total mundial<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A capital angolana acolhe na pr\u00f3xima semana, entre 28 e 31 de outubro, a terceira Cimeira sobre Financiamento para o Desenvolvimento de Infraestruturas em \u00c1frica, com as autoridades angolanas a projetarem uma mobiliza\u00e7\u00e3o de at\u00e9 160 mil milh\u00f5es de d\u00f3lares (137 mil milh\u00f5es de euros). 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