{"id":680,"date":"2025-07-17T11:32:23","date_gmt":"2025-07-17T11:32:23","guid":{"rendered":"https:\/\/sabetudo.co.mz\/blog\/investimento-na-defesa-pressiona-contas-publicas-dizem-economistasutm_sourcerss-economiautm_mediumrssutm_campaignrssfeed\/"},"modified":"2025-07-17T11:32:23","modified_gmt":"2025-07-17T11:32:23","slug":"investimento-na-defesa-pressiona-contas-publicas-dizem-economistasutm_sourcerss-economiautm_mediumrssutm_campaignrssfeed","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sabetudo.co.mz\/blog\/investimento-na-defesa-pressiona-contas-publicas-dizem-economistasutm_sourcerss-economiautm_mediumrssutm_campaignrssfeed\/","title":{"rendered":"Investimento na Defesa pressiona contas p\u00fablicas, dizem"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/media-manager.noticiasaominuto.com\/1920\/naom_61d41dd4c0784.jpg\" \/><br \/>Antes do Governo ter decidido antecipar a meta, o Conselho das Finan\u00e7as P\u00fablicas (CFP) estimava que se se atingisse o gasto de 2% do Produto Interno Bruto (PIB) em Defesa, em 2029, esse esfor\u00e7o poderia agravar o d\u00e9fice or\u00e7amental para 1,2% do PIB.<br \/>\n\u00a0<br \/>\nNuma proje\u00e7\u00e3o elaborada tendo em conta uma converg\u00eancia linear em quatro anos, considerando um acr\u00e9scimo anual de 0,125 pontos percentuais (p.p.) do PIB at\u00e9 serem atingidos os 2% de despesa com Defesa em 2029, &#8220;chegar-se-ia nesse ano a um d\u00e9fice or\u00e7amental 0,6 p.p. do PIB mais elevado do que projetado em pol\u00edticas invariantes e o r\u00e1cio da d\u00edvida p\u00fablica agravar-se-ia em 1,3 p.p. do PIB&#8221;.<br \/>\nSegundo as estimativas do CFP divulgadas em abril, num cen\u00e1rio em pol\u00edticas invariantes, ou seja, se n\u00e3o forem tomadas novas medidas, o d\u00e9fice estimado \u00e9 de 0,6% do PIB, enquanto que se fosse inclu\u00eddo o aumento do gasto na Defesa para 2% do PIB nas contas, o d\u00e9fice seria de 1,2%.<br \/>\nJ\u00e1 o r\u00e1cio da d\u00edvida p\u00fablica \u00e9 projetado em 85,4% do PIB em pol\u00edticas invariantes, em 2029, e em 86,6% caso a meta de despesa fosse atingida nesse ano.<br \/>\n&#8220;Em termos de efeito direto nas finan\u00e7as p\u00fablicas este acr\u00e9scimo reflete-se inteiramente em despesa prim\u00e1ria agravando o saldo or\u00e7amental e a d\u00edvida p\u00fablica&#8221;, conclui o CFP.<br \/>\nJ\u00e1 mais recentemente, no relat\u00f3rio sobre as Contas das Administra\u00e7\u00f5es P\u00fablicas: janeiro a mar\u00e7o de 2025, a UTAO alertou que se adensam, &#8220;predominantemente, riscos or\u00e7amentais descendentes sobre a execu\u00e7\u00e3o or\u00e7amental&#8221;.<br \/>\nEntre estes riscos encontra-se &#8220;o refor\u00e7o da despesa com a Defesa, destinada a assegurar o cumprimento, j\u00e1 em 2025, do objetivo de aloca\u00e7\u00e3o de 2% do PIB \u00e0 Defesa de acordo com o &#8216;crit\u00e9rio NATO&#8217;, que ter\u00e3o impacto no resto do ano&#8221;, indicou a UTAO.<br \/>\nO F\u00f3rum para a Competitividade tamb\u00e9m salientou que &#8220;Portugal poder\u00e1 atingir os 2% do PIB em 2025, o que deve significar um aumento m\u00e9dio de 0,3% do PIB por ano at\u00e9 2035, cerca de 900 milh\u00f5es de euros adicionais por ano, a pre\u00e7os de 2025&#8221;.<br \/>\n&#8220;Insistimos que, se n\u00e3o forem realizadas reformas de aumento do potencial de crescimento da economia, isto colocar\u00e1 uma press\u00e3o or\u00e7amental muito forte sobre a restante despesa p\u00fablica, em particular a despesa com pens\u00f5es, sa\u00fade, educa\u00e7\u00e3o e restantes sectores nos pr\u00f3ximos dez anos&#8221;, l\u00ea-se no boletim.<br \/>\nO alerta tamb\u00e9m foi feito pelo BPI Research, que escreveu numa nota de an\u00e1lise que alguns fatores apontam para um ligeiro d\u00e9fice or\u00e7amental em 2025, incluindo &#8220;a antecipa\u00e7\u00e3o do cumprimento do objetivo de gastos com defesa no \u00e2mbito da NATO&#8221;, que dever\u00e1 &#8220;colocar press\u00e3o adicional&#8221;.<br \/>\nNelson de Souza, ex-ministro, tamb\u00e9m alertou na confer\u00eancia Economia da Defesa, no final de junho, que &#8220;a despesa tem de ir para o Or\u00e7amento do Estado mais cedo ou mais tarde&#8221;, sendo que &#8220;se n\u00e3o for na altura do empr\u00e9stimo, tem de ir&#8221;.<br \/>\n&#8220;\u00c9 o que esta a suceder com o PRR (Plano de Recupera\u00e7\u00e3o e Resili\u00eancia), que n\u00e3o foi na altura que devia e em 2026 vai aterrar como despesa e at\u00e9 vai aumentar d\u00e9fice&#8221;, alertou.<br \/>\nDesta forma, apesar da medida ser positiva para Portugal n\u00e3o ser penalizado em termos do procedimento por d\u00e9fice excessivo, para a imagem externa, os valores do r\u00e1cio da d\u00edvida continuam a contar, salientou.<br \/>\nApesar destes avisos, o Governo mant\u00e9m a expectativa de um excedente de 0,3% do PIB. Na segunda-feira, o primeiro-ministro manteve a convic\u00e7\u00e3o de que o pa\u00eds ter\u00e1 excedente or\u00e7amental no final do ano e salientou que, no futuro, o Governo &#8220;ter\u00e1 de ter uma gest\u00e3o or\u00e7amental que v\u00e1 alocar para a \u00e1rea da defesa maior investimento do que aquilo que \u00e9 a tradi\u00e7\u00e3o dos \u00faltimos anos&#8221;.<br \/>\nPortugal ativou a cl\u00e1usula que permite que o aumento nos gastos em defesa at\u00e9 1,5% do PIB entre 2025 e 2028 n\u00e3o seja contabilizado nos d\u00e9fices p\u00fablicos, pelo que ter\u00e1 de ter isso em conta no or\u00e7amento este ano.<br \/>\nLeia Tamb\u00e9m:\u00a0Marques Mendes quer dinheiro na Defesa bem explicado (ou h\u00e1 &#8220;risco&#8221;)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Antes do Governo ter decidido antecipar a meta, o Conselho das Finan\u00e7as P\u00fablicas (CFP) estimava que se se atingisse o gasto de 2% do Produto Interno Bruto (PIB) em Defesa, em 2029, esse esfor\u00e7o poderia agravar o d\u00e9fice or\u00e7amental para 1,2% do PIB. \u00a0 Numa proje\u00e7\u00e3o elaborada tendo em conta uma converg\u00eancia linear em quatro [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":681,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[3],"tags":[],"class_list":["post-680","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-economia"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sabetudo.co.mz\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/680","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sabetudo.co.mz\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sabetudo.co.mz\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sabetudo.co.mz\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sabetudo.co.mz\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=680"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sabetudo.co.mz\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/680\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sabetudo.co.mz\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media\/681"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sabetudo.co.mz\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=680"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sabetudo.co.mz\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=680"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sabetudo.co.mz\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=680"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}