{"id":6817,"date":"2025-11-08T10:25:09","date_gmt":"2025-11-08T10:25:09","guid":{"rendered":"https:\/\/sabetudo.co.mz\/blog\/angola-deve-apostar-no-financiamento-privado-do-agronegocioutm_sourcerss-economiautm_mediumrssutm_campaignrssfeed\/"},"modified":"2025-11-08T10:25:09","modified_gmt":"2025-11-08T10:25:09","slug":"angola-deve-apostar-no-financiamento-privado-do-agronegocioutm_sourcerss-economiautm_mediumrssutm_campaignrssfeed","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sabetudo.co.mz\/blog\/angola-deve-apostar-no-financiamento-privado-do-agronegocioutm_sourcerss-economiautm_mediumrssutm_campaignrssfeed\/","title":{"rendered":"Angola deve apostar no financiamento privado do agroneg\u00f3cio"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/media-manager.noticiasaominuto.com\/1920\/38396744.webp\" \/><\/p>\n<p>                                                    &#8220;A agricultura \u00e9 um dos motores para apoiar a diversifica\u00e7\u00e3o, mas n\u00e3o a agricultura familiar, temos de mudar para a agricultura comercial, o agroneg\u00f3cio, com investimento privado&#8221;, disse Juan Carlos Alvarez em entrevista \u00e0 ag\u00eancia Lusa a prop\u00f3sito dos 50 anos da independ\u00eancia de Angola, que se assinala este m\u00eas. Questionado sobre como pode o Banco Mundial apoiar o governo nos esfor\u00e7os de diversifica\u00e7\u00e3o econ\u00f3mica, que a generalidade dos analistas considera essencial para um crescimento econ\u00f3mico robusto e imune \u00e0s varia\u00e7\u00f5es dos mercados petrol\u00edferos, Alvarez disse que \u00e9 fundamental criar um ambiente favor\u00e1vel ao investimento privado. &#8220;O que precisamos de fazer \u00e9 apoiar o Governo para criar o ambiente prop\u00edcio para atrair investimento privado no agroneg\u00f3cio, porque \u00e9 nessa \u00e1rea que j\u00e1 h\u00e1 40 anos Angola estava posicionada; tem muito potencial de produ\u00e7\u00e3o agr\u00edcola, diversidade geogr\u00e1fica, \u00e1gua, bons solos, por isso o pa\u00eds podia alavancar todas as oportunidades que o setor agr\u00edcola tem para oferecer&#8221;, explicou. Para o Banco Mundial, a agricultura n\u00e3o \u00e9 apenas um setor que pode ser explorado em Angola, mas sim uma \u00e1rea industrial que pode servir de base \u00e0 transforma\u00e7\u00e3o da economia angolana. &#8220;Estamos a ver como podemos aproveitar a experi\u00eancia que temos no Grupo (MIGA, IFC, etc) para melhorar as cadeias de valor no setor agr\u00edcola, para n\u00e3o ser s\u00f3 um setor que d\u00e1 alimenta\u00e7\u00e3o, e apoiar o governo tamb\u00e9m na seguran\u00e7a alimentar, e na exporta\u00e7\u00e3o de produtos n\u00e3o s\u00f3 do campo, mas mudar da manufatura para a exporta\u00e7\u00e3o de produtos preparados, o que gera empregos, ajuda o capital humano e a qualidade de vida&#8221;, disse o respons\u00e1vel. Questionado sobre o envolvimento do Banco Mundial em Angola desde a independ\u00eancia de Portugal, a 11 de novembro de 1975, Juan Carlos Alvarez dividiu o per\u00edodo em dois grandes momentos, que coincidem sensivelmente com a tomada de posse do atual Presidente, Jo\u00e3o Louren\u00e7o. &#8220;O envolvimento do Banco Mundial em Angola come\u00e7ou em 1994, quando Angola aderiu enquanto pa\u00eds membro, mas s\u00f3 recentemente o nosso envolvimento aumentou por causa desta perce\u00e7\u00e3o que somos s\u00f3 financiadores, e alguns pa\u00edses n\u00e3o est\u00e3o interessados \u200b\u200bnessa parte financeira, e por isso o di\u00e1logo sobre as pol\u00edticas fica de fora&#8221;, lembrou, explicando que a partir do final da d\u00e9cada de 2010 a situa\u00e7\u00e3o mudou. &#8220;Em 2019 come\u00e7\u00e1mos com um envolvimento diferente, mas para poder dar financiamento e oferecer o nosso conhecimento, precisamos de ganhar a confian\u00e7a da nossa contraparte, o Governo, e nesse momento, a partir de 2019, ganh\u00e1mos a confian\u00e7a nos envolvimentos que temos tido, ent\u00e3o tivemos oportunidade para entrar e discutir temas de pol\u00edticas econ\u00f3micas e de reformas estruturais que v\u00e3o al\u00e9m do financiamento&#8221;, lembrou o respons\u00e1vel. O objetivo geral do Banco Mundial, conseguido tamb\u00e9m em Angola, \u00e9 &#8220;ir al\u00e9m do financiamento de infraestruturas para chegar a um relacionamento com discuss\u00f5es sobre pol\u00edticas p\u00fablicas nas quais o Banco Mundial pode contribuir&#8221;. Questionado sobre porque mudou em 2019 o envolvimento entre o Banco Mundial e Angola, pouco tempo depois da sa\u00edda do hist\u00f3rico Presidente Jos\u00e9 Eduardo dos Santos, Juan Carlos Alvarez disse que &#8220;a mudan\u00e7a n\u00e3o foi planeada&#8221;. Angola, explicou, &#8220;n\u00e3o tinha muita experi\u00eancia com institui\u00e7\u00f5es financeiras internacionais, a sua economia n\u00e3o precisava que fossem aos mercados internacionais, porque tinham toda a economia baseada no petr\u00f3leo, e estavam a viver um boom do petr\u00f3leo, portanto nessa fase n\u00e3o precisavam de ir a um banco internacional, porque tinham dinheiro que chegue&#8221;. Depois, concluiu, &#8220;\u00e0 medida que o Banco Mundial se posicionou, e a economia mudou a partir de 2014, com a crise petrol\u00edfera, j\u00e1 tinham uma forma de se aproximar e aprender mais sobre o que o Banco Mundial podia oferecer ao pa\u00eds, entr\u00e1mos ent\u00e3o na fase de conhecimento e o relacionamento mudou a partir de 2018, 2019&#8221;. Leia Tamb\u00e9m: Infla\u00e7\u00e3o em Angola cai para 17,43% em outubro (menor valor em dois anos)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&#8220;A agricultura \u00e9 um dos motores para apoiar a diversifica\u00e7\u00e3o, mas n\u00e3o a agricultura familiar, temos de mudar para a agricultura comercial, o agroneg\u00f3cio, com investimento privado&#8221;, disse Juan Carlos Alvarez em entrevista \u00e0 ag\u00eancia Lusa a prop\u00f3sito dos 50 anos da independ\u00eancia de Angola, que se assinala este m\u00eas. 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