{"id":6954,"date":"2025-11-09T14:35:32","date_gmt":"2025-11-09T14:35:32","guid":{"rendered":"https:\/\/sabetudo.co.mz\/blog\/perante-cenario-de-incerteza-viticultores-do-douro-pedem-dignidadeutm_sourcerss-economiautm_mediumrssutm_campaignrssfeed\/"},"modified":"2025-11-09T14:35:32","modified_gmt":"2025-11-09T14:35:32","slug":"perante-cenario-de-incerteza-viticultores-do-douro-pedem-dignidadeutm_sourcerss-economiautm_mediumrssutm_campaignrssfeed","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sabetudo.co.mz\/blog\/perante-cenario-de-incerteza-viticultores-do-douro-pedem-dignidadeutm_sourcerss-economiautm_mediumrssutm_campaignrssfeed\/","title":{"rendered":"Perante cen\u00e1rio de incerteza, viticultores do Douro pedem"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/media-manager.noticiasaominuto.com\/1920\/naom_5f103530e10ae.webp\" \/><\/p>\n<p>                                                    Numa audi\u00e7\u00e3o a prop\u00f3sito da elabora\u00e7\u00e3o da peti\u00e7\u00e3o p\u00fablica, Joaquim Monteiro pediu &#8220;dignidade&#8221; no tratamento dos viticultores e de toda a regi\u00e3o, pretendendo &#8220;continuar a viver no Douro mesmo que eles (grandes produtores) ganhem milh\u00f5es&#8221;, solicitando apenas &#8220;o suficiente para viver&#8221; na sua terra.<\/p>\n<p>                                                    Marinete Alves, viticultora e advogada, alertou que nos \u00faltimos anos se tem verificado &#8220;um desequil\u00edbrio muito grande entre o pre\u00e7o da uva e o custo de produ\u00e7\u00e3o da uva, o que provoca uma falta de seguran\u00e7a e uma instabilidade financeira muito grande nos viticultores&#8221;.<br \/>\n                                                    Outro ponto \u00e9 &#8220;a falta de aus\u00eancia de contratos de compra de uva&#8221;, que faz com que o Douro possa ser, na vis\u00e3o da produtora, &#8220;a \u00fanica regi\u00e3o, se calhar, do mundo e do pa\u00eds, que faz um neg\u00f3cio de venda de uvas, de compra e venda de uvas, sem qualquer pre\u00e7o, sem qualquer contrato em que a maior parte dos viticultores entregam as suas uvas sem pre\u00e7o&#8221; e &#8220;n\u00e3o sabem quando v\u00e3o receber nem quanto v\u00e3o receber&#8221;.<br \/>\n                                                    &#8220;H\u00e1 uma diminui\u00e7\u00e3o dos rendimentos dos viticultores, temos uma margem de lucro muito reduzida, uma inseguran\u00e7a financeira, temos uma redu\u00e7\u00e3o na nossa qualidade de vida, est\u00e1 a provocar uma desertifica\u00e7\u00e3o rural, est\u00e1 a provocar um impacto muito negativo no ambiente, nas pr\u00e1ticas agr\u00edcolas que se tornam insustent\u00e1veis, estamos a ter uma perda de patrim\u00f3nio cultural, est\u00e3o a desaparecer as nossas tradi\u00e7\u00f5es e consequentemente isto ter\u00e1 um impacto tamb\u00e9m no turismo&#8221;, alertou.<br \/>\n                                                    J\u00e1 Arlindo Castro sustentou que &#8220;a atividade principal econ\u00f3mica do Douro \u00e9 rent\u00e1vel (&#8230;), s\u00f3 que nem todos beneficiam dessa rentabilidade&#8221;.<br \/>\n                                                    Fazendo uma breve hist\u00f3ria dos \u00faltimos anos, desde o papel da Casa do Douro no escoamento de &#8220;todos os vinhos que o com\u00e9rcio n\u00e3o adquiria na regi\u00e3o&#8221; \u00e0 produ\u00e7\u00e3o de aguardente, algo liberalizado em 1991, observou que &#8220;como a aguardente do Douro \u00e9 sempre mais cara do que a aguardente produzida noutras regi\u00f5es&#8221;, isso &#8220;fez com que a Casa do Douro ficasse economicamente impossibilitada em continuar a escoar os vinhos do Douro&#8221;.<br \/>\n                                                    &#8220;Reduziu o benef\u00edcio, reduziu a receita do pre\u00e7o e cresceram os excedentes, como \u00e9 evidente. A importa\u00e7\u00e3o da aguardente permitiu o crescimento ilimitado da oferta de vinho do Porto, na medida em que uma parte vem de fora da regi\u00e3o. N\u00e3o est\u00e1vamos limitados \u00e0quilo que a regi\u00e3o produzia. Permitiu-se importar tudo quanto era necess\u00e1rio para produzir vinho do Porto&#8221;, uma estrat\u00e9gia que considera &#8220;completamente errada&#8221;.<br \/>\n                                                    Como solu\u00e7\u00f5es, Marinete Alves apontou &#8220;o estabelecimento de um pre\u00e7o m\u00ednimo para as uvas&#8221;, atrav\u00e9s da inclus\u00e3o da uva no &#8220;observat\u00f3rio de pre\u00e7os agroalimentares da regi\u00e3o&#8221;, garantindo assim &#8220;uma sustentabilidade econ\u00f3mica da viticultura e consequentemente uma sustentabilidade tamb\u00e9m social e ambiental da pr\u00f3pria regi\u00e3o&#8221;.<br \/>\n                                                    Outra solu\u00e7\u00e3o \u00e9 tornar a aguardente &#8220;exclusiva da regi\u00e3o do mercado de Douro&#8221;, vincando que, &#8220;ao Douro, o que interessa \u00e9 vender o que produz&#8221; e n\u00e3o &#8220;o que os outros produzem&#8221;, disse Arlindo Castro.<br \/>\n                                                    Os peticion\u00e1rios consideram ainda que as medidas tomadas at\u00e9 agora, como refor\u00e7o de fiscaliza\u00e7\u00e3o, s\u00e3o &#8220;insuficientes&#8221; e n\u00e3o podem ocorrer s\u00f3 na altura da vindima.<br \/>\n                                                    A peti\u00e7\u00e3o &#8216;Salvem os viticultores do Douro&#8217; foi entregue na Assembleia da Rep\u00fablica, com 2.605 assinaturas, em outubro de 2024.<br \/>\n                                                    As preocupa\u00e7\u00f5es que originaram a peti\u00e7\u00e3o foram-se confirmando ao longo dos quase dois meses da vindima de 2024 que fica marcada por dificuldades de venda da produ\u00e7\u00e3o, com produtores a deixar na vinha as uvas que n\u00e3o foram destinadas ao vinho do Porto, com os operadores a alegaram &#8216;stocks&#8217; cheios para n\u00e3o comprarem ou comprarem menos uvas.<br \/>\n                                                    J\u00e1 em abril mais de 150 viticultores do Douro receberam cartas a cancelar encomendas de uvas para este ano.<br \/>\n                                                    Leia Tamb\u00e9m: Opini\u00f5es &#8220;dissonantes&#8221; levam cons\u00f3rcio a propor duas pontes sobre o Douro<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Numa audi\u00e7\u00e3o a prop\u00f3sito da elabora\u00e7\u00e3o da peti\u00e7\u00e3o p\u00fablica, Joaquim Monteiro pediu &#8220;dignidade&#8221; no tratamento dos viticultores e de toda a regi\u00e3o, pretendendo &#8220;continuar a viver no Douro mesmo que eles (grandes produtores) ganhem milh\u00f5es&#8221;, solicitando apenas &#8220;o suficiente para viver&#8221; na sua terra. 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