{"id":7249,"date":"2025-11-12T18:52:29","date_gmt":"2025-11-12T18:52:29","guid":{"rendered":"https:\/\/sabetudo.co.mz\/blog\/nao-ha-razoes-para-uma-greve-geral-o-que-dizem-as-centrais-sindicaisutm_sourcerss-economiautm_mediumrssutm_campaignrssfeed\/"},"modified":"2025-11-12T18:52:29","modified_gmt":"2025-11-12T18:52:29","slug":"nao-ha-razoes-para-uma-greve-geral-o-que-dizem-as-centrais-sindicaisutm_sourcerss-economiautm_mediumrssutm_campaignrssfeed","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sabetudo.co.mz\/blog\/nao-ha-razoes-para-uma-greve-geral-o-que-dizem-as-centrais-sindicaisutm_sourcerss-economiautm_mediumrssutm_campaignrssfeed\/","title":{"rendered":"&#8220;N\u00e3o h\u00e1 raz\u00f5es para uma greve geral&#8221;? O que dizem as"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/media-manager.noticiasaominuto.com\/1920\/naom_68ffee7427be2.webp\" \/><\/p>\n<p>                                                    O primeiro-ministro reiterou, esta quarta-feira, que n\u00e3o h\u00e1 raz\u00f5es para uma greve geral no pa\u00eds e pediu sentido de responsabilidade \u00e0s centrais sindicais para que a evitem, frisando que se est\u00e1 ainda perante um anteprojeto do Governo e que as negocia\u00e7\u00f5es sobre a reforma laboral est\u00e3o em curso. &#8220;N\u00e3o h\u00e1 raz\u00f5es para haver uma greve geral em Portugal, sobretudo num momento em que o pa\u00eds tem muitos desafios para superar. Se \u00e9 importante frisar que a capacidade reivindicativa n\u00e3o est\u00e1 em causa, tamb\u00e9m \u00e9 importante dizer que ela deve ser exercida com sentido de responsabilidade&#8221;, advertiu em declara\u00e7\u00f5es aos jornalistas, ap\u00f3s ter participado na sess\u00e3o de abertura da confer\u00eancia &#8220;Capital Markets Day&#8221;, na Culturgest, em Lisboa. O primeiro-ministro classificou mesmo como in\u00e9dito que UGT e CGTP-IN se juntem para uma greve geral na presente conjuntura do pa\u00eds. &#8220;Est\u00e1 em causa um conjunto de altera\u00e7\u00f5es legislativas que est\u00e3o em discuss\u00e3o e em forma\u00e7\u00e3o. N\u00e3o h\u00e1 sequer uma proposta final. H\u00e1 um anteprojeto que est\u00e1 em cima da mesa de negocia\u00e7\u00e3o com todos os intervenientes na concerta\u00e7\u00e3o social, em particular com as entidades empregadoras e com as entidades representativas dos trabalhadores&#8221;, apontou. O primeiro-ministro ressalvou depois que n\u00e3o pretende &#8220;exagerar ou coartar a liberdade que os sindicatos t\u00eam de fazer expressar pelas suas formas de luta as suas posi\u00e7\u00f5es relativamente \u00e0 situa\u00e7\u00e3o pol\u00edtica e econ\u00f3mica do pa\u00eds&#8221;. &#8220;N\u00e3o se trata de estar a coartar, trata-se de exigir responsabilidade&#8221;, acentuou. Mas o que dizem os sindicatos? A Uni\u00e3o Geral de Trabalhadores (UGT) reafirmou hoje o &#8220;rotundo n\u00e3o&#8221; ao anteprojeto de reforma laboral do Governo, considerando que fragiliza a prote\u00e7\u00e3o dos trabalhadores e desequilibra as rela\u00e7\u00f5es de trabalho a favor das entidades patronais. &#8220;A UGT reafirma o seu rotundo n\u00e3o a esta proposta, que considera um grave retrocesso nos direitos laborais, fragilizando a prote\u00e7\u00e3o dos trabalhadores e desequilibrando as rela\u00e7\u00f5es de trabalho a favor das entidades patronais&#8221;, sustenta a central sindical no documento &#8220;Rotundo n\u00e3o \u00e0 Reforma Laboral para os Patr\u00f5es&#8221;, hoje divulgado. Neste documento, a UGT compara, ponto por ponto, o que est\u00e1 atualmente previsto na lei, o que prop\u00f5e o anteprojeto do Governo e o que os trabalhadores perder\u00e3o caso a reforma avance. Entre as altera\u00e7\u00f5es mais preocupantes destaca a &#8220;facilita\u00e7\u00e3o dos despedimentos e a dificuldade acrescida de reintegra\u00e7\u00e3o em casos de despedimento il\u00edcito&#8221; e o &#8220;agravamento da precariedade, com contratos a termo mais longos e menos prote\u00e7\u00e3o para trabalhadores reformados&#8221;. J\u00e1 o secret\u00e1rio-geral da Fesap afirmou hoje que o Governo admitiu aumentar o subs\u00eddio de refei\u00e7\u00e3o j\u00e1 em 2026, mas n\u00e3o detalhou o valor concreto, ap\u00f3s uma reuni\u00e3o com a secret\u00e1ria de Estado da Administra\u00e7\u00e3o P\u00fablica. &#8220;Foi mais uma reuni\u00e3o onde o Governo admitiu apenas o aumento do subs\u00eddio de refei\u00e7\u00e3o j\u00e1 no ano de 2026&#8221;, afirmou Jos\u00e9 Abra\u00e3o, acrescentando, no entanto, que o executivo n\u00e3o apresentou qualquer proposta nem o valor concreto. J\u00e1 sobre este processo negocial em concreto, o secret\u00e1rio-geral da Fesap indicou que vai haver uma reuni\u00e3o do secretariado nacional em 20 de novembro e espera que at\u00e9 l\u00e1 o Governo clarifique a proposta, mas sublinha que a entidade &#8220;est\u00e1 sempre dispon\u00edvel para protestar e para lutar&#8221;. O Governo j\u00e1 se mostrou dispon\u00edvel para avan\u00e7ar com um novo acordo plurianual, tendo proposto, entre outras medidas, aumentos salariais de 2,30%, com um m\u00ednimo de 60,52 euros em 2029, bem como incluir outras mat\u00e9rias, nomeadamente &#8220;a revis\u00e3o do regime de ajudas de custo em vigor&#8221;, rever o SIADAP e o Estatuto remunerat\u00f3rio do Pessoal Dirigente. O atual acordo, assinado em novembro de 2024 com duas das estruturas sindicais da Fun\u00e7\u00e3o P\u00fablica (a Fesap e Frente Sindical), prev\u00ea aumentos de 2,15%, com um m\u00ednimo de 56,58 euros para 2026. J\u00e1 para 2027 e 2028, o acordo estabelece aumentos de 2,3%, com um m\u00ednimo de 60,52 euros. O coordenador da Frente Comum afirmou que o Governo est\u00e1 &#8220;a comprar conflito social&#8221; com as propostas levadas \u00e0s reuni\u00f5es, mas avisa que a estrutura n\u00e3o abdica da mesa negocial. &#8220;O Governo sentou-se \u00e0 mesa sem nada em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 \u00faltima reuni\u00e3o&#8221;, afirmou Sebasti\u00e3o Santana, \u00e0 sa\u00edda da reuni\u00e3o com a secret\u00e1ria de Estado da Administra\u00e7\u00e3o P\u00fablica, esta quarta-feira, indicando que a \u00fanica novidade diz respeito \u00e0 inten\u00e7\u00e3o de aumentar o subs\u00eddio de refei\u00e7\u00e3o j\u00e1 no pr\u00f3ximo ano, tal como foi avan\u00e7ado pela Fesap e pelo STE. Entretanto, j\u00e1 depois destas declara\u00e7\u00f5es, fonte oficial do Minist\u00e9rio das Finan\u00e7as confirmou que na pr\u00f3xima reuni\u00e3o ser\u00e1 apresentada uma proposta de aumento do subs\u00eddio de refei\u00e7\u00e3o para o pr\u00f3ximo ano. Contudo, n\u00e3o especificou o valor que ser\u00e1 proposto. A \u00faltima vez que CGTP e UGT convocaram uma greve geral conjunta foi h\u00e1 mais de dez anos, na altura da troika. No dia 11 de dezembro acontecer\u00e1 mais uma paralisa\u00e7\u00e3o. Afinal, qual \u00e9 o impacto para os trabalhadores que aderem \u00e0 greve? Beatriz Vasconcelos | 08:07 &#8211; 11\/11\/2025 Leia Tamb\u00e9m: &#8220;Na minha opini\u00e3o, n\u00e3o h\u00e1 raz\u00f5es para haver uma greve geral em Portugal&#8221;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O primeiro-ministro reiterou, esta quarta-feira, que n\u00e3o h\u00e1 raz\u00f5es para uma greve geral no pa\u00eds e pediu sentido de responsabilidade \u00e0s centrais sindicais para que a evitem, frisando que se est\u00e1 ainda perante um anteprojeto do Governo e que as negocia\u00e7\u00f5es sobre a reforma laboral est\u00e3o em curso. &#8220;N\u00e3o h\u00e1 raz\u00f5es para haver uma greve [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":7250,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[3],"tags":[],"class_list":["post-7249","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-economia"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sabetudo.co.mz\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7249","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sabetudo.co.mz\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sabetudo.co.mz\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sabetudo.co.mz\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sabetudo.co.mz\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=7249"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sabetudo.co.mz\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7249\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sabetudo.co.mz\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media\/7250"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sabetudo.co.mz\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=7249"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sabetudo.co.mz\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=7249"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sabetudo.co.mz\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=7249"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}