{"id":726,"date":"2025-07-17T18:42:12","date_gmt":"2025-07-17T18:42:12","guid":{"rendered":"https:\/\/sabetudo.co.mz\/blog\/producao-de-vinho-no-douro-podera-diminuir-20-nesta-vindimautm_sourcerss-economiautm_mediumrssutm_campaignrssfeed\/"},"modified":"2025-07-17T18:42:12","modified_gmt":"2025-07-17T18:42:12","slug":"producao-de-vinho-no-douro-podera-diminuir-20-nesta-vindimautm_sourcerss-economiautm_mediumrssutm_campaignrssfeed","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sabetudo.co.mz\/blog\/producao-de-vinho-no-douro-podera-diminuir-20-nesta-vindimautm_sourcerss-economiautm_mediumrssutm_campaignrssfeed\/","title":{"rendered":"Produ\u00e7\u00e3o de vinho no Douro poder\u00e1 diminuir 20% nesta vindima"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/media-manager.noticiasaominuto.com\/1920\/39213005.jpg\" \/><br \/>A previs\u00e3o de produ\u00e7\u00e3o para a vindima de 2025 da Regi\u00e3o Demarcada do Douro foi apresentada pela Associa\u00e7\u00e3o para o Desenvolvimento da Viticultura Duriense (ADVID), que tem sede em Vila Real.  O diretor-geral da ADVID, Lu\u00eds Marcos, disse que este foi um ano at\u00edpico, quer em termos meteorol\u00f3gicos, quer do ciclo vegetativo da videira. A flora\u00e7\u00e3o foi boa, mas as vinhas foram, depois, afetadas por doen\u00e7as como o m\u00edldio e tamb\u00e9m o escald\u00e3o (em junho) e, por isso, segundo o respons\u00e1vel, prev\u00ea-se, para esta vindima, uma quebra de produ\u00e7\u00e3o a rondar os 20%, estimando-se uma colheita a rondar as 220 mil pipas. No ano passado, a produ\u00e7\u00e3o declarada foi de 274 mil pipas (550 litros). O escald\u00e3o da videira ocorre quando as uvas s\u00e3o expostas a altas temperaturas e baixa humidade. As previs\u00f5es da ADVID s\u00e3o baseadas no m\u00e9todo de p\u00f3len recolhido na fase de flora\u00e7\u00e3o da videira nas tr\u00eas sub-regi\u00f5es do Douro &#8211; Baixo Corgo, Cima Corgo e Douro Superior &#8211; e, por isso, n\u00e3o t\u00eam em considera\u00e7\u00e3o os fatores p\u00f3s-florais, que podem alterar o potencial de colheita, como, por exemplo o m\u00edldio e o escald\u00e3o. Para este ano, o intervalo da estimativa do potencial produtivo est\u00e1 entre as 237 e as 267 mil pipas, no entanto, segundo Lu\u00eds Marcos, prev\u00ea-se que a &#8220;produ\u00e7\u00e3o esteja abaixo do limite m\u00ednimo da previs\u00e3o de previs\u00e3o&#8221;. &#8220;Este ano, apesar do intervalo de produ\u00e7\u00e3o n\u00e3o ser t\u00e3o inferior aos valores do ano passado, apontamos que ele estar\u00e1 abaixo do intervalo m\u00ednimo da previs\u00e3o, que s\u00e3o as 237 mil pipas, podendo ter valores que rondam menos 20% face a 2024, ou seja, valores a rondar as 220 mil pipas&#8221;, referiu Lu\u00eds Marcos . &#8220;Aquilo que n\u00f3s verific\u00e1mos \u00e9 que a fertilidade, ou seja, o n\u00famero de cachos por videira \u00e9 inferior na generalidade das vinhas da regi\u00e3o. Os cachos n\u00e3o s\u00e3o muito maiores do que o ano passado, pelo contr\u00e1rio, apresentam tamanhos m\u00e9dios ou alguns s\u00edtios ligeiramente inferiores&#8221;, salientou. O diretor-geral da ADVID explicou que o inverno foi bastante seco e quente, o que atrasou o ciclo vegetativo da videira, e que a precipita\u00e7\u00e3o acima do normal em mar\u00e7o e abril teve, depois, um efeito de fator de compensa\u00e7\u00e3o relativamente ao desenvolvimento vegetativo da videira. A flora\u00e7\u00e3o foi atrasada em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 m\u00e9dia e, durante os per\u00edodos pr\u00e9 e durante a flora\u00e7\u00e3o, verificou-se uma &#8220;incid\u00eancia muito grande de m\u00edldio&#8221;, uma doen\u00e7a que afeta a videira e que existe na regi\u00e3o, mas que \u00e9 c\u00edclica em termos de severidade de ataque. &#8220;E que este ano, \u00e0 conta da precipita\u00e7\u00e3o de ver\u00e3o, teve um impacto significativo na previs\u00e3o do potencial de produ\u00e7\u00e3o. Os crescimentos eram bastante vigorosos, a doen\u00e7a teve condi\u00e7\u00f5es favor\u00e1veis \u00e0 sua instala\u00e7\u00e3o e por isso o m\u00edldio teve aqui um impacto naquilo que \u00e9 a previs\u00e3o de produ\u00e7\u00e3o&#8221;, acrescentou. A incid\u00eancia da doen\u00e7a n\u00e3o \u00e9 igual em toda a regi\u00e3o e as zonas mais afetadas s\u00e3o as do Baixo Corgo e outras mais altas, como Alij\u00f3, Sabrosa e Vila Real. O arranque das uvas dever\u00e1 come\u00e7ar l\u00e1 para o final de agosto. As condi\u00e7\u00f5es meteorol\u00f3gicas que se verificarem nas pr\u00f3ximas semanas, at\u00e9 \u00e0 vindima, poder\u00e3o condicionar a produ\u00e7\u00e3o na regi\u00e3o e obrigar\u00e3o a uma aten\u00e7\u00e3o permanente a um cuidado constante com a vinha. As previs\u00f5es de vindima s\u00e3o um dos par\u00e2metros avaliados pelo conselho interprofissional do Instituto dos Vinhos do Douro e Porto (IVDP) para definir o benef\u00edcio, ou seja, a quantidade de mosto que cada produtor pode transformar em vinho do Porto. O interprofissional dever\u00e1 fixar o benef\u00edcio na sexta-feira. Para a vindima de 2024, o benef\u00edcio foi de 90 mil pipas. Leia Tamb\u00e9m: Inc\u00eandio em Sabrosa: 90% do per\u00edmetro dominado e nenhuma casa danificada<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A previs\u00e3o de produ\u00e7\u00e3o para a vindima de 2025 da Regi\u00e3o Demarcada do Douro foi apresentada pela Associa\u00e7\u00e3o para o Desenvolvimento da Viticultura Duriense (ADVID), que tem sede em Vila Real. O diretor-geral da ADVID, Lu\u00eds Marcos, disse que este foi um ano at\u00edpico, quer em termos meteorol\u00f3gicos, quer do ciclo vegetativo da videira. 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