{"id":7572,"date":"2025-11-15T17:46:26","date_gmt":"2025-11-15T17:46:26","guid":{"rendered":"https:\/\/sabetudo.co.mz\/blog\/empresas-portuguesas-apontam-ambiente-de-confianca-em-mocambiqueutm_sourcerss-economiautm_mediumrssutm_campaignrssfeed\/"},"modified":"2025-11-15T17:46:26","modified_gmt":"2025-11-15T17:46:26","slug":"empresas-portuguesas-apontam-ambiente-de-confianca-em-mocambiqueutm_sourcerss-economiautm_mediumrssutm_campaignrssfeed","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sabetudo.co.mz\/blog\/empresas-portuguesas-apontam-ambiente-de-confianca-em-mocambiqueutm_sourcerss-economiautm_mediumrssutm_campaignrssfeed\/","title":{"rendered":"Empresas portuguesas apontam ambiente de &#8220;confian\u00e7a&#8221; em"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/media-manager.noticiasaominuto.com\/1920\/28720356.webp\" \/><\/p>\n<p>                                                    &#8220;N\u00f3s estamos sempre atentos ao nosso ambiente de neg\u00f3cios e claramente que estas duas grandes not\u00edcias que recentemente foram divulgadas v\u00eam claramente contribuir para o in\u00edcio da confian\u00e7a. Os mercados fazem-se com confian\u00e7a, fazem-se com rigor e acho que o nosso pa\u00eds est\u00e1 neste momento a caminhar para essa consolida\u00e7\u00e3o da confian\u00e7a&#8221;, disse \u00e0 Lusa o presidente da C\u00e2mara de Com\u00e9rcio Portugal &#8211; Mo\u00e7ambique, Jo\u00e3o Figueiredo. O empres\u00e1rio falava \u00e0 margem da XX Confer\u00eancia Anual do Setor Privado (CASP), que termina hoje, em Maputo, tendo destacado que a sa\u00edda de Mo\u00e7ambique da &#8220;lista cinzenta&#8221; internacional, de pa\u00edses com problemas no combate ao branqueamento de capitais e financiamento ao terrorismo &#8211; que integrava desde 2022 -, e o levantamento da cl\u00e1usula da &#8220;for\u00e7a maior&#8221; pela TotalEnergies no \u00e2mbito do megaprojeto de g\u00e1s de 20 mil milh\u00f5es de d\u00f3lares (17,2 mil milh\u00f5es de euros) ao fim de quatro anos devido aos ataques terroristas em Cabo Delgado, aumentam a confian\u00e7a do investimento portugu\u00eas no pa\u00eds. &#8220;Ao sair estas duas novas not\u00edcias acho que \u00e9 uma reviravolta no estado da nossa economia. Ap\u00f3s as elei\u00e7\u00f5es tivemos muitas dificuldades, foram mais de mil empresas que encerraram, milhares de postos de trabalho que se perderam&#8221;, disse o respons\u00e1vel, sobre os impactos globais dos cinco meses de contesta\u00e7\u00e3o p\u00f3s-eleitoral em todo o pa\u00eds. Ainda no quadro do ambiente de neg\u00f3cios, Figueiredo disse que as rela\u00e7\u00f5es entre Mo\u00e7ambique e Portugal est\u00e3o &#8220;bastante facilitadas&#8221;, ap\u00f3s serem criadas facilidades de vistos, pedindo &#8220;reciprocidade&#8221; na facilita\u00e7\u00e3o dos investimentos de mo\u00e7ambicanos em Portugal. &#8220;Vamos ter mais uma cimeira bilateral Portugal-Mo\u00e7ambique nos pr\u00f3ximos dias 08 e 09 e ainda n\u00e3o existem muitos pormenores, mas estamos muito crentes que ir\u00e1 trazer bons frutos depois destas melhorias que o pa\u00eds teve (&#8230;) penso que aqui o nosso pa\u00eds tem condi\u00e7\u00f5es ou mais condi\u00e7\u00f5es para atrair o investimento estrangeiro&#8221;, disse Figueiredo. O empres\u00e1rio pediu refor\u00e7o da seguran\u00e7a para travar o crime, sobretudo o rapto de empres\u00e1rios, elogiando os esfor\u00e7os do Governo para travar este tipo de crime. A falta de acesso a moeda estrangeira \u00e9, contudo, um problema que permanece e \u00e9 transversal: &#8220;A quest\u00e3o das divisas \u00e9 um problema s\u00e9rio (&#8230;) afeta a toda a economia do pa\u00eds e resolve-se de duas formas: ou come\u00e7amos a produzir mais e exportamos mais, ou temos que ter capital de investimento estrangeiro para que possamos ter mais divisas dispon\u00edveis, mas a primeira parte \u00e9 sempre melhor&#8221;. Rita Gen\u00e9sio, da dire\u00e7\u00e3o comercial da empresa portuguesa Casa do Alum\u00ednio, presente em Mo\u00e7ambique h\u00e1 10 anos, empregando localmente 14 trabalhadores, elogiou na CASP o atual ambiente de neg\u00f3cios no pa\u00eds, reclamando, entretanto, dos danos das manifesta\u00e7\u00f5es p\u00f3s-eleitorais \u00e0 economia. &#8220;Este ano n\u00e3o foi propriamente f\u00e1cil, foi um ano de adapta\u00e7\u00f5es devido ao que se sucedeu no ano anterior, ainda estamos a reformular toda a estrutura da empresa. No entanto, estamos confiantes que Mo\u00e7ambique vai dar a volta&#8221;, disse, referindo que neste per\u00edodo a empresa conseguiu encontrar solu\u00e7\u00f5es e avan\u00e7ar com o neg\u00f3cio. &#8220;Estamos localizados na Matola, vivemos em zonas distintas da cidade separados da Matola, n\u00e3o foi f\u00e1cil chegar ao local de trabalho, tivemos diversas situa\u00e7\u00f5es em que os nossos cargos foram colocados em causa, mas conseguimos ultrapassar isso, n\u00e3o sofremos qualquer tipo de danos, mas sofremos danos a n\u00edvel da venda, perda de vendas dos nossos clientes&#8221;, acrescentou, apontando para a redu\u00e7\u00e3o de importa\u00e7\u00f5es devido \u00e0 crise, mas queixando-se igualmente da falta de acesso a divisas. A empresa Casa de Alum\u00ednios pensa em expandir o seu neg\u00f3cio para outros pontos do pa\u00eds, num contexto em que agora est\u00e1 baseada no sul, mas quer ver Mo\u00e7ambique a apostar na produ\u00e7\u00e3o local para dinamizar a economia. &#8220;Mo\u00e7ambique vive de importa\u00e7\u00f5es, mas achamos que existe muita coisa que pode ser feita localmente, mas para isso acontecer tem que haver investimento, mas as pessoas n\u00e3o est\u00e3o a querer investir devido \u00e0 instabilidade econ\u00f3mica e social do pa\u00eds&#8221;, disse ainda, pedindo ao Governo para que financie iniciativas de produ\u00e7\u00e3o local. &#8220;A quest\u00e3o dos raptos, h\u00e1 10 anos que estamos c\u00e1, h\u00e1 10 anos que se fala disso, h\u00e1 10 anos que isso acontece. Basicamente estamos a lidar&#8221;, disse. J\u00e1 o Banco Comercial de Investimentos (BCI), o maior do pa\u00eds e detido pela Caixa Geral de Dep\u00f3sitos, entende que o ambiente de neg\u00f3cios em Mo\u00e7ambique \u00e9 &#8220;promissor&#8221;, apontando para as reformas que est\u00e3o em curso em v\u00e1rios setores e que poder\u00e3o gerar &#8220;grandes benef\u00edcios para a pr\u00f3pria economia&#8221;. &#8220;Existem aqui grandes perspetivas de um futuro melhor para a economia do pa\u00eds. Ali\u00e1s, temos tamb\u00e9m aqui a grande novidade que \u00e9 a sa\u00edda de Mo\u00e7ambique da &#8216;lista cinzenta&#8217;, isto \u00e9 mais um indicador positivo para que, de facto, haja condi\u00e7\u00f5es para que a economia esteja a fluir e possa tamb\u00e9m trazer aqui grandes frutos para o pa\u00eds&#8221;, disse Eisler Castelo David, diretor de rela\u00e7\u00f5es p\u00fablicas do BCI. Da\u00ed que o BCI pretenda continuar a apostar nos apoios \u00e0s Micro, Pequenas e M\u00e9dias Empresas, visando contribuir no crescimento econ\u00f3mico. &#8220;Acho que os constrangimentos (na economia mo\u00e7ambicana) est\u00e3o todos associados \u00e0 pr\u00f3pria economia como um todo e n\u00f3s, como banco que est\u00e1 a atuar neste mercado, n\u00e3o estamos aqu\u00e9m destes desafios, destes constrangimentos, que acredito que vamos ultrapassar, como bem disse, \u00e9 promissor, vamos tentar criar condi\u00e7\u00f5es para que a nossa economia volte a crescer, volte a pulsar sem qualquer tipo de constrangimento&#8221;, disse o respons\u00e1vel. Leia Tamb\u00e9m: UE disponibilizou cerca de 250 ME para o norte de Mo\u00e7ambique desde 2019<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&#8220;N\u00f3s estamos sempre atentos ao nosso ambiente de neg\u00f3cios e claramente que estas duas grandes not\u00edcias que recentemente foram divulgadas v\u00eam claramente contribuir para o in\u00edcio da confian\u00e7a. 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