{"id":7598,"date":"2025-11-17T05:54:41","date_gmt":"2025-11-17T05:54:41","guid":{"rendered":"https:\/\/sabetudo.co.mz\/blog\/ugt-admite-se-calhar-temos-de-marcar-2-dias-de-greve-em-vez-de-so-1utm_sourcerss-economiautm_mediumrssutm_campaignrssfeed\/"},"modified":"2025-11-17T05:54:41","modified_gmt":"2025-11-17T05:54:41","slug":"ugt-admite-se-calhar-temos-de-marcar-2-dias-de-greve-em-vez-de-so-1utm_sourcerss-economiautm_mediumrssutm_campaignrssfeed","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sabetudo.co.mz\/blog\/ugt-admite-se-calhar-temos-de-marcar-2-dias-de-greve-em-vez-de-so-1utm_sourcerss-economiautm_mediumrssutm_campaignrssfeed\/","title":{"rendered":"UGT admite: &#8220;Se calhar temos de marcar 2 dias de greve, em"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/media-manager.noticiasaominuto.com\/1920\/naom_656daeaa5b01e.webp\" \/><\/p>\n<p>                                                    &#8220;A melhor coisa que poderia acontecer para a UGT n\u00e3o avan\u00e7ar para a greve \u00e9 \u200b\u200bque todos reflet\u00edssemos, se n\u00e3o era o momento, agora, de parar&#8221;, afirmou M\u00e1rio Mour\u00e3o, em entrevista \u00e0 Antena 1 e ao Jornal de Neg\u00f3cios. Pegando no sinal de &#8220;pare, escute e olhe&#8221;, o dirigente da Uni\u00e3o Geral de Trabalhadores aconselhou o executivo a &#8220;parar, escutar e refletir&#8221;, para ver &#8220;at\u00e9 onde podemos ir&#8221; de &#8220;parte a parte&#8221; e, assim, retirando a proposta de altera\u00e7\u00e3o laboral, poder levar \u00e0 desist\u00eancia da greve geral marcada para 11 de dezembro, primeiro pela CGTP-In, a que se juntou depois a UGT. Questionado sobre o que ser\u00e1 preciso acontecer nas reuni\u00f5es marcadas para 19 de novembro e 10 de dezembro para a greve n\u00e3o acontecer, Mour\u00e3o foi taxativo que, se o executivo apresentar &#8220;uma folha&#8221; igual \u00e0 entregue recentemente, n\u00e3o haver\u00e1 outra alternativa: &#8220;Se calhar o que n\u00f3s temos que pensar \u00e9 marcar dois dias de greve, em vez de ser s\u00f3 um&#8221;. &#8220;N\u00f3s, em cinco meses, n\u00e3o conseguimos produzir um documento que contemplasse as v\u00e1rias propostas. Acha que num m\u00eas, menos de um m\u00eas, n\u00f3s vamos conseguir isso? Eu tenho muitas d\u00favidas&#8221;, questionou e deu a resposta, o sindicalista. A UGT e a CGTP v\u00e3o avan\u00e7ar para uma greve geral no dia 11 de dezembro, mas o Governo diz estar de &#8220;portas abertas&#8221; ao di\u00e1logo para evitar a paralisa\u00e7\u00e3o. Afinal, qual \u00e9 o ponto da situa\u00e7\u00e3o? Fique a par. Beatriz Vasconcelos com Lusa | 08:10 &#8211; 14\/11\/2025 M\u00e1rio Mour\u00e3o disse que, na anterior reuni\u00e3o da Concerta\u00e7\u00e3o Social, percebeu que o Governo se preparava para levar a proposta, tal como estava, para a Assembleia da Rep\u00fablica, a n\u00e3o ser que a UGT se comprometesse a fazer um acordo. &#8220;O Governo encostou a UGT \u00e0 parede&#8221;, considerou o secret\u00e1rio-geral da central sindical, que, ao ser confrontado com essa perspetiva, decidiu que estava na altura de avan\u00e7ar para a rua, esperando uma grande ades\u00e3o \u00e0 greve. Segundo Mour\u00e3o, a postura do Governo est\u00e1 a criar bloqueios na negocia\u00e7\u00e3o da contrata\u00e7\u00e3o coletiva, dando como exemplo a EDP que, para a den\u00fancia de um acordo, numa reuni\u00e3o de negocia\u00e7\u00e3o, invocou j\u00e1 como fundamento o anteprojeto do Governo, como se fosse algo j\u00e1 assumido como uma lei. O dirigente sindical lamentou que, ao contr\u00e1rio daquilo que o Governo disse quando come\u00e7aram a negociar, tenha definido linhas vermelhas, e considerou que, se a negocia\u00e7\u00e3o tivesse sido feita diretamente entre patr\u00f5es e sindicatos, provavelmente teriam chegado a acordos bilaterais. &#8220;O Governo deve ser um \u00e1rbitro aqui na Concerta\u00e7\u00e3o (Social), como \u00e9 na OIT (Organiza\u00e7\u00e3o Internacional do Trabalho)&#8221;, advogou, admitindo, no entanto, n\u00e3o ser poss\u00edvel isso acontecer, pois o executivo assume-se como &#8220;um parceiro e, portanto, tem os seus interesses&#8221; nesta proposta. Para M\u00e1rio Mour\u00e3o, a atitude do Governo vai criar divis\u00f5es na Concerta\u00e7\u00e3o Social que deixar\u00e3o marcas para o futuro, garantindo que a UGT, que sempre se mostrou dispon\u00edvel para o di\u00e1logo, ir\u00e1 proceder de forma diferente. O respons\u00e1vel sindical qualificou a proposta entregue na reuni\u00e3o de ter\u00e7a-feira pelo Governo como &#8220;in\u00f3cua&#8221; e disse que algumas altera\u00e7\u00f5es, como as referentes ao &#8216;outsourcing&#8217;, at\u00e9 s\u00e3o piores do que aquelas que estavam no documento inicial. &#8220;N\u00e3o \u00e9 o suficiente para que a UGT acredite que j\u00e1 h\u00e1 o ambiente negocial e de di\u00e1logo que a UGT pretende \u00e0 mesa de negocia\u00e7\u00f5es&#8221;, afirmou Mour\u00e3o, apontando como uma das linhas vermelhas da central sindical o Banco de Horas individual. A ministra do Trabalho assegurou hoje que negoceia com todos os parceiros sociais as altera\u00e7\u00f5es \u00e0 legisla\u00e7\u00e3o laboral e reiterou que prioriza o debate em Concerta\u00e7\u00e3o Social. Lusa | 16:51 &#8211; 14\/11\/2025 A greve geral foi anunciada no dia 08 pelo secret\u00e1rio-geral da CGTP, Tiago Oliveira, no final da marcha nacional contra o pacote laboral, que levou milhares de trabalhadores a descer a Avenida da Liberdade, em Lisboa, em protesto contra as altera\u00e7\u00f5es propostas pelo Governo de Lu\u00eds Montenegro. Na quinta-feira, a UGT aprovou por unanimidade a decis\u00e3o de avan\u00e7ar em converg\u00eancia com a CGTP, incluindo, assim, o voto favor\u00e1vel dos Trabalhadores Social-Democratas (TSD). Esta ser\u00e1 a primeira paralisa\u00e7\u00e3o a juntar as duas centrais sindicais, desde junho de 2013, altura em que Portugal estava sob interven\u00e7\u00e3o da &#8216;troika&#8217;. Leia Tamb\u00e9m: Trabalhadores Social-Democratas do Porto apelam a di\u00e1logo para evitar greve<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&#8220;A melhor coisa que poderia acontecer para a UGT n\u00e3o avan\u00e7ar para a greve \u00e9 \u200b\u200bque todos reflet\u00edssemos, se n\u00e3o era o momento, agora, de parar&#8221;, afirmou M\u00e1rio Mour\u00e3o, em entrevista \u00e0 Antena 1 e ao Jornal de Neg\u00f3cios. 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