{"id":8010,"date":"2025-11-20T14:48:07","date_gmt":"2025-11-20T14:48:07","guid":{"rendered":"https:\/\/sabetudo.co.mz\/blog\/ha-20-anos-ninguem-imaginaria-vinho-algarvio-supera-estigmautm_sourcerss-economiautm_mediumrssutm_campaignrssfeed\/"},"modified":"2025-11-20T14:48:07","modified_gmt":"2025-11-20T14:48:07","slug":"ha-20-anos-ninguem-imaginaria-vinho-algarvio-supera-estigmautm_sourcerss-economiautm_mediumrssutm_campaignrssfeed","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sabetudo.co.mz\/blog\/ha-20-anos-ninguem-imaginaria-vinho-algarvio-supera-estigmautm_sourcerss-economiautm_mediumrssutm_campaignrssfeed\/","title":{"rendered":"&#8220;H\u00e1 20 anos ningu\u00e9m imaginaria&#8221;. Vinho algarvio supera"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/media-manager.noticiasaominuto.com\/1920\/naom_5cf67a2d82106.webp\" \/><\/p>\n<p>                                                    &#8220;H\u00e1 20 anos ningu\u00e9m imaginaria o salto qualitativo que a regi\u00e3o iria dar. Pass\u00e1mos de uma imagem desprestigiada, associada a vinhos de m\u00e1 qualidade, para uma regi\u00e3o (vitivin\u00edcola) que, apesar de ser a segunda mais pequena do pa\u00eds, mostra grande sucesso&#8221;, resume Pedro Valadas Monteiro. O vice-presidente da Comiss\u00e3o de Coordena\u00e7\u00e3o e Desenvolvimento Regional (CCDR) do Algarve lembra que a quantidade limitada de produ\u00e7\u00e3o continua a ser um obst\u00e1culo para &#8220;chegar a certos canais, como a exporta\u00e7\u00e3o, que exige escala&#8221;, ainda mais quando a vizinha regi\u00e3o do Alentejo tem uma enorme produ\u00e7\u00e3o de vinho. &#8220;No turismo, h\u00e1 modelos de neg\u00f3cio com centrais de compras noutras zonas do pa\u00eds, que trabalham grandes volumes e produtos indiferenciados&#8221;, refere, sublinhando que, apesar de ser a segunda regi\u00e3o mais pequena a n\u00edvel de produ\u00e7\u00e3o, o Algarve tem &#8220;vindo a libertar-se da m\u00e1 imagem antiga&#8221;. Segundo Sara Silva, presidente da Comiss\u00e3o Vitivin\u00edcola do Algarve (CVA), o crescimento em n\u00famero de produtores tem sido grande: em 2017 havia cerca de 30 produtores, atualmente o Algarve tem 60, com \u00e1reas m\u00e9dias de quatro hectares de vinha, embora existam produtores maiores. &#8220;H\u00e1 um foco muito grande na qualidade. Podemos ter um potencial de produ\u00e7\u00e3o maior, mas o posicionamento da regi\u00e3o \u00e9 o dos vinhos &#8216;premium&#8217;. Isso implica sele\u00e7\u00e3o na parte produtiva e na escolha das vinhas, o que naturalmente reduz a produtividade&#8221;, reconhece, frisando que desde 2017 surgem entre quatro a cinco novos produtores por ano. Segundo Sara Silva, al\u00e9m dos produtores que expandem as suas \u00e1reas de vinha, t\u00eam surgido novos investidores, alguns em zonas menos tradicionais, como \u00e9 o caso de Vilamoura, \u00e1reas lim\u00edtrofes de Aljezur ou at\u00e9 em Vila do Bispo, na costa oeste do distrito de Faro. No entanto, \u00e9 preciso n\u00e3o esquecer que a produ\u00e7\u00e3o depende da natureza e que o vinho n\u00e3o \u00e9 um produto standardizado: &#8220;H\u00e1 anos mais produtivos e outros menos. Em 2024 atingimos um recorde de dois milh\u00f5es de litros. Este ano ficar\u00e1 abaixo, cerca de 15% menos&#8221;, contabilizou. &#8220;O importante \u00e9 que os 60 produtores est\u00e3o ativos, t\u00eam vinhas a produzir e colocam vinho no mercado. H\u00e1 15 anos a realidade era diferente: pod\u00edamos ter 25 produtores, mas parte deles n\u00e3o tinha vinhos ativos no mercado. Hoje os n\u00fameros refletem produ\u00e7\u00e3o real e din\u00e2mica efetiva do setor&#8221;, notou a presidente da CVA. Tamb\u00e9m o presidente da C\u00e2mara de Lagoa, onde foi criada a primeira cooperativa de produtores de vinho do Algarve, na d\u00e9cada de 1940, real\u00e7a a &#8220;excelente qualidade&#8221; dos vinhos do Algarve, notando que t\u00eam ficado muito bem posicionados em concursos enol\u00f3gicos em Portugal e na Europa. &#8220;Tenho assistido a provas cegas onde ficam muito bem posicionados, conquistando medalhas de prata e de ouro. Quando se prova vinho cegamente, o estigma desaparece. Os nossos vinhos t\u00eam qualidade e ficam bem colocados entre os melhores de Portugal&#8221;, refere Lu\u00eds Encarna\u00e7\u00e3o. Segundo o autarca, se h\u00e1 uns anos era muito dif\u00edcil encontrar vinhos algarvios nos menus dos restaurantes e hot\u00e9is da regi\u00e3o, atualmente esse cen\u00e1rio mudou e at\u00e9 nas grandes superf\u00edcies \u00e9 f\u00e1cil encontrar refer\u00eancias da regi\u00e3o, havendo at\u00e9 espa\u00e7os espec\u00edficos dedicados aos vinhos do Algarve. Esse trabalho entre as entidades do setor na regi\u00e3o tem levado a unir a degusta\u00e7\u00e3o de vinho \u00e0 gastronomia e ao turismo, sendo disso exemplo o evento &#8220;Entre pratos e vinhos&#8221;, cuja terceira edi\u00e7\u00e3o decorre at\u00e9 ao final do m\u00eas em cerca de 20 estabelecimentos aderentes. O evento, organizado pela CVA e que, pelo segundo ano, inclui a rubrica &#8220;Ficar&#8221;, que promove alojamentos com experi\u00eancias associadas ao vinho, contribui para dinamizar a restaura\u00e7\u00e3o e a hotelaria na \u00e9poca baixa, apresentando menus exclusivos de harmoniza\u00e7\u00e3o entre pratos e vinhos certificados da regi\u00e3o. A Comiss\u00e3o Vitivin\u00edcola do Algarve \u00e9 a entidade respons\u00e1vel pela certifica\u00e7\u00e3o e promo\u00e7\u00e3o dos vinhos com indica\u00e7\u00e3o geogr\u00e1fica &#8220;Algarve&#8221; e das denomina\u00e7\u00f5es de origem Lagos, Portim\u00e3o, Lagoa e Tavira. Leia Tamb\u00e9m: Moedas apela: &#8220;Aceitem o resultado que tivemos em Lisboa&#8221;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&#8220;H\u00e1 20 anos ningu\u00e9m imaginaria o salto qualitativo que a regi\u00e3o iria dar. Pass\u00e1mos de uma imagem desprestigiada, associada a vinhos de m\u00e1 qualidade, para uma regi\u00e3o (vitivin\u00edcola) que, apesar de ser a segunda mais pequena do pa\u00eds, mostra grande sucesso&#8221;, resume Pedro Valadas Monteiro. 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