{"id":8039,"date":"2025-11-20T18:44:37","date_gmt":"2025-11-20T18:44:37","guid":{"rendered":"https:\/\/sabetudo.co.mz\/blog\/processo-da-manuel-pereira-roldao-terminado-mas-23-sem-indemnizacaoutm_sourcerss-economiautm_mediumrssutm_campaignrssfeed\/"},"modified":"2025-11-20T18:44:37","modified_gmt":"2025-11-20T18:44:37","slug":"processo-da-manuel-pereira-roldao-terminado-mas-23-sem-indemnizacaoutm_sourcerss-economiautm_mediumrssutm_campaignrssfeed","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sabetudo.co.mz\/blog\/processo-da-manuel-pereira-roldao-terminado-mas-23-sem-indemnizacaoutm_sourcerss-economiautm_mediumrssutm_campaignrssfeed\/","title":{"rendered":"Processo da Manuel Pereira Rold\u00e3o terminado (mas 23 sem"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/media-manager.noticiasaominuto.com\/1920\/13009225.webp\" \/><\/p>\n<p>                                                    &#8220;O processo est\u00e1 terminado e est\u00e1 com remessa ao arquivo (da Comarca de Leiria). Vinte e tr\u00eas credores, ex-trabalhadores, n\u00e3o receberam os cr\u00e9ditos por falta de apresenta\u00e7\u00e3o do IBAN, apesar de notificados, e outros por j\u00e1 terem falecido e eventuais herdeiros n\u00e3o terem reclamado o pagamento&#8221;, disse hoje \u00e0 ag\u00eancia Lusa fonte do Tribunal do Com\u00e9rcio de Leiria. O montante total rateado foi de 1.200.519,45 euros, tendo sido pago a 458 ex-trabalhadores da f\u00e1brica um total de 1.183.326,58 euros. &#8220;A diferen\u00e7a &#8212; 17.192,87 euros &#8212; foi transferida para o Instituto de Gest\u00e3o Financeira e Equipamentos da Justi\u00e7a, sendo que, no per\u00edodo de cinco anos, a contar desde 12 de fevereiro de 2025, ex-trabalhadores ou herdeiros poder\u00e3o vir ao processo reclamar o pagamento&#8221;, explicou. De acordo com esta fonte, &#8220;houve uma ex-trabalhadora que, apesar de notificada, n\u00e3o reclamou o cr\u00e9dito&#8221;, sendo que noutro caso um antigo funcion\u00e1rio remeteu o cr\u00e9dito a que tinha direito para o lar onde vivia. O processo de insolv\u00eancia da Manuel Pereira Rold\u00e3o remonta a 1999 e era o mais antigo pendente no Tribunal de Com\u00e9rcio de Leiria. Come\u00e7ou na Marinha Grande, onde foi arquivado, e redistribu\u00eddo para o Tribunal de Com\u00e9rcio de Leiria, em 2016. O \u00faltimo administrador de insolv\u00eancia, Carlos In\u00e1cio, que tomou conta do processo em janeiro de 2019, afirmou que o seu objetivo foi dar um fim a este processo. &#8220;Quando fui nomeado, havia ainda uns bens por liquidar, eram uns bens im\u00f3veis, umas partes que estavam cont\u00edguas \u00e0 sede da insolvente, da falida. O primeiro passo foi encerrar os bens que existiam para liquidar&#8221;, declarou. Carlos In\u00e1cio salientou que &#8220;isso foi conseguido&#8221;, seguindo-se depois a presta\u00e7\u00e3o de contas e &#8220;fazer o mapa de rateio&#8221;, que consiste na divis\u00e3o proporcional das quantias existentes na massa insolvente pelos credores reconhecidos. Posteriormente, dado existir &#8220;um saldo que estava numa conta da Caixa Geral de Dep\u00f3sitos&#8221;, na ordem dos 180 mil euros, houve necessidade de &#8220;redistribuir novamente&#8221; pelos ex-trabalhadores esse montante. Carlos In\u00e1cio assinalou que neste processo de pagamento a ex-trabalhadores teve a ajuda do Sindicato dos Trabalhadores da Ind\u00fastria Vidreira (STIV). H\u00e1 mais de tr\u00eas d\u00e9cadas, precisamente no final de dezembro de 1994, os trabalhadores da vidreira Manuel Pereira Rold\u00e3o abriram os telejornais, dias seguidos, com a luta contra os sal\u00e1rios em atraso e o anunciado encerramento. O protesto dos vidreiros incluiu o corte de estradas e da Linha ferrovi\u00e1ria do Oeste, a reten\u00e7\u00e3o dos administradores da empresa nas instala\u00e7\u00f5es da unidade e a ocupa\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os p\u00fablicos, entre outras a\u00e7\u00f5es. As iniciativas dos trabalhadores, \u00e0s quais se juntaram habitantes, levaram ent\u00e3o a pol\u00edcia a protagonizar uma &#8220;das cargas policiais mais brutais que alguma vez foi vista&#8221; no pa\u00eds, recordou numa entrevista \u00e0 Lusa h\u00e1 quase uma d\u00e9cada a antiga dirigente do STIV Etelvina Rosa e ex-funcion\u00e1ria da empresa. Segundo o arquivo da Lusa, numa ocasi\u00e3o as autoridades perseguiram os manifestantes at\u00e9 ao interior de estabelecimentos comerciais e do quartel dos bombeiros, atingindo \u00e0 bastonada quem se encontrava naqueles locais, e cerca de uma dezena de pessoas, incluindo duas crian\u00e7as, foram assistidas no hospital de Leiria. E quando oper\u00e1rios tentaram refugiar-se no edif\u00edcio da C\u00e2mara, a pol\u00edcia tamb\u00e9m os atingiu \u00e0 bastonada, lembrou Etelvina Rosa. O forno da Manuel Pereira Rold\u00e3o, criada em 1940, acabou por ser desligado no final dos anos 90. No dia 14 de dezembro, realiza-se o segundo encontro de ex-trabalhadores da empresa, na Sociedade de Benefic\u00eancia e Recreio 1.\u00ba Janeiro, na Ordem, Marinha Grande. Este almo\u00e7o assinala os 50 e os 30 anos em que a empresa esteve em autogest\u00e3o, primeiro em 1975 (e at\u00e9 1978) e depois em 1995. No primeiro caso, uma resolu\u00e7\u00e3o do Conselho de Ministros (14 de mar\u00e7o de 1975) nomeou uma comiss\u00e3o administrativa eleita pelos trabalhadores, esclareceu Etelvina Rosa. J\u00e1 em 1995, os trabalhadores, para evitar o fecho do forno, pois s\u00f3 a manuten\u00e7\u00e3o, deste, garantia a continuidade dos postos de trabalho, decidiram avan\u00e7ar com uma comiss\u00e3o de gest\u00e3o que garantiu a labora\u00e7\u00e3o at\u00e9 a empresa ser comprada, o que se concretizou no final desse ano, acrescentou Etelvina Rosa. Leia Tamb\u00e9m: F\u00f3rum empresarial em Maputo justifica \u00c1frica como &#8220;prioridade&#8221; do Brasil<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&#8220;O processo est\u00e1 terminado e est\u00e1 com remessa ao arquivo (da Comarca de Leiria). 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