{"id":8197,"date":"2025-11-22T12:24:17","date_gmt":"2025-11-22T12:24:17","guid":{"rendered":"https:\/\/sabetudo.co.mz\/blog\/fmi-recomenda-aos-paises-africanos-que-ponham-a-casa-em-ordemutm_sourcerss-economiautm_mediumrssutm_campaignrssfeed\/"},"modified":"2025-11-22T12:24:17","modified_gmt":"2025-11-22T12:24:17","slug":"fmi-recomenda-aos-paises-africanos-que-ponham-a-casa-em-ordemutm_sourcerss-economiautm_mediumrssutm_campaignrssfeed","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sabetudo.co.mz\/blog\/fmi-recomenda-aos-paises-africanos-que-ponham-a-casa-em-ordemutm_sourcerss-economiautm_mediumrssutm_campaignrssfeed\/","title":{"rendered":"FMI recomenda aos pa\u00edses africanos que &#8220;ponham a casa em"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/media-manager.noticiasaominuto.com\/1920\/46071074.webp?crop_params=eyJsYW5kc2NhcGUiOnsiY3JvcFdpZHRoIjoyMzk2LCJjcm9wSGVpZ2h0IjoxMzQ4LCJjcm9wWCI6NTQsImNyb3BZIjoyNzZ9LCJwb3J0cmFpdCI6eyJjcm9wV2lkdGgiOjk0MSwiY3JvcEhlaWdodCI6MTY3MywiY3JvcFgiOjExODUsImNyb3BZIjowfX0=\" \/><\/p>\n<p>                                                    &#8220;A nossa principal recomenda\u00e7\u00e3o \u00e9: ponham a casa em ordem&#8221;, afirmou Kristalina Georgieva, que chegou a Angola na quarta-feira, numa entrevista exclusiva \u00e0 ag\u00eancia Lusa, em Luanda, antes de partir para o encontro das principais economias mundiais, que decorre este fim de semana na \u00c1frica do Sul.<\/p>\n<p>                                                    Questionada sobre o caminho a seguir por \u00c1frica &#8211; e em particular por Angola &#8211; a diretora-geral do Fundo Monet\u00e1rio Internacional (FMI) apontou a necessidade de &#8220;boas pol\u00edticas&#8221;, maior transpar\u00eancia e institui\u00e7\u00f5es s\u00f3lidas capazes de criar confian\u00e7a nos investidores.<br \/>\n                                                    &#8220;\u00c9 cr\u00edtico ter pol\u00edticas e institui\u00e7\u00f5es fortes, sempre. Num mundo de mudan\u00e7as r\u00e1pidas e transforma\u00e7\u00f5es maci\u00e7as &#8211; geopol\u00edticas, tecnol\u00f3gicas, choques clim\u00e1ticos &#8211; \u00e9 ainda mais importante para que os pa\u00edses sejam fortes&#8221;, refor\u00e7ou.<br \/>\n                                                    Para isso, os governos precisam de aumentar as receitas, alargar a base tribut\u00e1ria e cobrar impostos de forma eficaz, al\u00e9m de garantir uma despesa p\u00fablica de qualidade, alertou, acrescentando que estes fatores s\u00e3o essenciais para financiar a educa\u00e7\u00e3o, eliminar barreiras \u00e0 iniciativa privada e sustentar o crescimento econ\u00f3mico.<br \/>\n                                                    A respons\u00e1vel m\u00e1xima do FMI recordou ainda que os choques mundiais recentes &#8211; da pandemia \u00e0 guerra na Ucr\u00e2nia, da infla\u00e7\u00e3o \u00e0s taxas de juro, al\u00e9m das crescentes tens\u00f5es comerciais &#8211; afetaram as economias africanas que se revelaram mais resilientes do que o esperado.<br \/>\n                                                    Kristalina Georgieva considerou &#8220;impressionante&#8221; a resili\u00eancia econ\u00f3mica do continente, comparando o crescimento global esperado de 3,2% este ano e 3,1% em 2026 com as proje\u00e7\u00f5es para a \u00c1frica subsaariana &#8211; 4,1% em 2025 e 4,4% no pr\u00f3ximo ano.<br \/>\n                                                    &#8220;Ach\u00e1mos que podia ter sido muito pior e, quando vimos que foi t\u00e3o resiliente, encontr\u00e1mos duas raz\u00f5es: em muitos pa\u00edses, incluindo aqui em Angola, o governo retirou-se de \u00e1reas da atividade econ\u00f3mica onde n\u00e3o pertence. O setor privado \u00e9 mais \u00e1gil, mais adapt\u00e1vel. Quando mudan\u00e7as acontecem, (o setor privado) \u00e9 r\u00e1pido a agir&#8221;, explicou.<br \/>\n                                                    A segunda raz\u00e3o, afirmou, s\u00e3o &#8220;as boas pol\u00edticas, as boas institui\u00e7\u00f5es e, acima de tudo, a transpar\u00eancia na gest\u00e3o econ\u00f3mica e como o dinheiro p\u00fablico \u00e9 gasto&#8221;, defendendo que estes elementos s\u00e3o ainda mais necess\u00e1rios no futuro.<br \/>\n                                                    Georgieva alertou, no entanto, que a resili\u00eancia n\u00e3o pode ser dada como garantida, devido \u00e0s vulnerabilidades existentes e ao facto de o atual ritmo de crescimento n\u00e3o ser suficiente para atender \u00e0s aspira\u00e7\u00f5es das popula\u00e7\u00f5es, sobretudo em mat\u00e9ria de emprego.<br \/>\n                                                    A diretora-geral do FMI destacou igualmente que as economias mais dependentes de recursos naturais &#8211; como Angola, altamente dependente do petr\u00f3leo &#8211; s\u00e3o mais vulner\u00e1veis aos choques globais, enfrentando varia\u00e7\u00f5es de pre\u00e7os que criam incerteza e instabilidade.<br \/>\n                                                    Al\u00e9m disso, sublinhou, as ind\u00fastrias ligadas aos recursos naturais&#8221; n\u00e3o criam muitos empregos&#8221; e n\u00e3o absorvem a procura laboral, especialmente dos jovens. Por isso, afirmou, &#8220;estamos muito interessados na diversifica\u00e7\u00e3o&#8221;.<br \/>\n                                                    A caminho da cimeira do G20, grupo que re\u00fane as 19 maiores economias do mundo mais a Uni\u00e3o Africana e Uni\u00e3o Europeia, Kristalina Georgieva deixou ainda um apelo para que os temas africanos ganhem espa\u00e7o no debate global, a come\u00e7ar pelo investimento necess\u00e1rio para sustentar o crescimento.<br \/>\n                                                    &#8220;\u00c9 preciso construir uma ponte entre o mundo rico, que est\u00e1 a envelhecer, e a \u00c1frica, que tem uma popula\u00e7\u00e3o jovem, para que o capital possa chegar ao continente africano&#8221;, disse, lembrando que 11 das 20 economias que mais crescem no mundo est\u00e3o na \u00c1frica subsaariana.<br \/>\n                                                    A respons\u00e1vel chamou tamb\u00e9m a aten\u00e7\u00e3o para o impacto das altera\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas, que est\u00e3o a afetar severamente v\u00e1rias regi\u00f5es africanas, sublinhando que a adapta\u00e7\u00e3o requer apoio da comunidade internacional&#8221;.<br \/>\n                                                    Sobre o peso da d\u00edvida, afirmou que os n\u00edveis elevados e os custos do servi\u00e7o de d\u00edvida merecem a aten\u00e7\u00e3o do Fundo, que est\u00e1 empenhado em &#8220;apoiar os pa\u00edses africanos a reestruturar a d\u00edvida quando necess\u00e1rio, como no Gana e na Z\u00e2mbia, ou a geri-la melhor, como \u00e9 o caso aqui em Angola&#8221;.<br \/>\n                                                    Leia Tamb\u00e9m: Diretora-geral do FMI visita Angola entre 19 e 21 de novembro<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&#8220;A nossa principal recomenda\u00e7\u00e3o \u00e9: ponham a casa em ordem&#8221;, afirmou Kristalina Georgieva, que chegou a Angola na quarta-feira, numa entrevista exclusiva \u00e0 ag\u00eancia Lusa, em Luanda, antes de partir para o encontro das principais economias mundiais, que decorre este fim de semana na \u00c1frica do Sul. 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