{"id":8314,"date":"2025-11-24T15:27:50","date_gmt":"2025-11-24T15:27:50","guid":{"rendered":"https:\/\/sabetudo.co.mz\/blog\/alteracoes-ao-tgv-em-gaia-nao-sao-decisoes-unilaterais-do-consorcioutm_sourcerss-economiautm_mediumrssutm_campaignrssfeed\/"},"modified":"2025-11-24T15:27:50","modified_gmt":"2025-11-24T15:27:50","slug":"alteracoes-ao-tgv-em-gaia-nao-sao-decisoes-unilaterais-do-consorcioutm_sourcerss-economiautm_mediumrssutm_campaignrssfeed","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sabetudo.co.mz\/blog\/alteracoes-ao-tgv-em-gaia-nao-sao-decisoes-unilaterais-do-consorcioutm_sourcerss-economiautm_mediumrssutm_campaignrssfeed\/","title":{"rendered":"Altera\u00e7\u00f5es ao TGV em Gaia? N\u00e3o s\u00e3o &#8220;decis\u00f5es unilaterais&#8221; do"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/media-manager.noticiasaominuto.com\/1920\/naom_665ee4dbcc504.webp\" \/><\/p>\n<p>                                                    &#8220;As altera\u00e7\u00f5es propostas, tal como a globalidade dos desenvolvimentos constantes nos projetos apresentados pela concession\u00e1ria, s\u00e3o objeto de avalia\u00e7\u00e3o rigorosa pelo Estado, n\u00e3o correspondendo a decis\u00f5es unilaterais do parceiro privado&#8221;, pode ler-se numa resposta do gabinete do ministro das Infraestruturas e Habita\u00e7\u00e3o, Miguel Pinto Luz, a quest\u00f5es do grupo parlamentar do PCP. De acordo com o Governo, &#8220;a solu\u00e7\u00e3o apresentada para a esta\u00e7\u00e3o de Gaia em localiza\u00e7\u00e3o diferente da prevista na proposta base da concession\u00e1ria ser\u00e1 avaliada pelos seus m\u00e9ritos em fun\u00e7\u00e3o de estudos t\u00e9cnicos e encontra-se em an\u00e1lise visando fundamentar uma decis\u00e3o final relativamente \u00e0 sua aprova\u00e7\u00e3o a qual, nos termos contratuais, cabe ao parceiro p\u00fablico&#8221;. As quest\u00f5es tinham sido enviadas em 28 de outubro, foram respondidas em 03 de novembro e consultadas hoje pela Lusa, e relacionam-se com o facto de o cons\u00f3rcio AVAN Norte (Mota-Engil, Teixeira Duarte, Alves Ribeiro, Casais, Conduril e Gabriel Couto) ter assinado, em 29 de julho, um contrato de concess\u00e3o que prev\u00ea a esta\u00e7\u00e3o de Gaia em Santo Ov\u00eddio e uma ponte rodoferrovi\u00e1ria, mas apresentado depois proposta para uma esta\u00e7\u00e3o em Vilar do Para\u00edso e duas travessias separadas. Na proposta alternativa do cons\u00f3rcio o tra\u00e7ado tamb\u00e9m foi alterado, tendo agora menos componente em t\u00fanel (6,3 quil\u00f3metros) do que estava previsto no Estudo Pr\u00e9vio (11,4), o que causa impactos \u00e0 superf\u00edcie, sendo as demoli\u00e7\u00f5es previstas 236, das quais 185 habita\u00e7\u00f5es e 45 empresas, e, dessas, pelo menos 136 s\u00e3o em Vila Nova de Gaia e no Porto, das quais 109 habita\u00e7\u00f5es e 27 empresas, contabilizou a Lusa. O PCP questionou qual era &#8220;efetivamente o real envolvimento entre o Governo, a IP (Infraestruturas de Portugal) e o cons\u00f3rcio&#8221;, &#8220;como se est\u00e1 a proceder ao processo de decis\u00e3o&#8221;, &#8220;como se explica que, j\u00e1 depois de vencer o concurso p\u00fablico, o cons\u00f3rcio tenha a possibilidade de redefinir o projeto \u00e0 sua medida, alterando tra\u00e7ados e localiza\u00e7\u00e3o de esta\u00e7\u00f5es \u00e0 margem das popula\u00e7\u00f5es, das autoridades (governo e autarquias) e do necess\u00e1rio debate p\u00fablico&#8221; e ainda &#8220;que garantias pode o Governo dar que as decis\u00f5es respeitam os compromissos p\u00fablicos e n\u00e3o resultam de press\u00f5es empresariais, e de que o interesse p\u00fablico n\u00e3o est\u00e1, como tudo indica, totalmente ref\u00e9m de uma l\u00f3gica de gest\u00e3o privada&#8221;. &#8220;Qualquer altera\u00e7\u00e3o s\u00f3 poder\u00e1 ser adotada se demonstrar vantagens para o interesse p\u00fablico, cumprir os requisitos contratuais, ser admiss\u00edvel do ponto de vista t\u00e9cnico e financeiro e obter parecer favor\u00e1vel das entidades competentes, incluindo a decis\u00e3o vinculativa da APA (Ag\u00eancia Portuguesa do Ambiente) no \u00e2mbito do RECAPE (Relat\u00f3rio de Conformidade Ambiental do Projeto de Execu\u00e7\u00e3o)&#8221;, assegura o Governo nas respostas. De acordo com o gabinete de Miguel Pinto Luz, &#8220;o Governo mant\u00e9m uma posi\u00e7\u00e3o firme de defesa do interesse nacional&#8221;, pois o Estado &#8220;n\u00e3o abdica da sua prerrogativa decis\u00f3ria, nem do escrut\u00ednio permanente do cumprimento das obriga\u00e7\u00f5es contratuais&#8221;. Assim, o minist\u00e9rio refere que o executivo &#8220;acompanha atentamente o desenvolvimento deste processo e continuar\u00e1 a garantir condi\u00e7\u00f5es para que este projeto estruturante seja concretizado com plena salvaguarda do interesse das popula\u00e7\u00f5es, das autarquias e do pa\u00eds&#8221;. Na resposta ao PCP, o Governo refere ainda que &#8220;o processo encontra-se a ser conduzido no quadro contratual definido, cabendo \u00e0 concession\u00e1ria a elabora\u00e7\u00e3o dos projetos e \u00e0 IP a respetiva an\u00e1lise e valida\u00e7\u00e3o t\u00e9cnica, jur\u00eddica e financeira, bem como a salvaguarda dos requisitos do Estado enquanto concedente&#8221;. A an\u00e1lise ao RECAPE est\u00e1 tamb\u00e9m a decorrer pela APA, que, segundo o Governo, &#8220;j\u00e1 distribuiu o processo pelas entidades competentes e deu in\u00edcio \u00e0 consulta p\u00fablica&#8221; que entretanto terminou a 11 de novembro com 259 participa\u00e7\u00f5es, &#8220;num processo que se espera poder ser conclu\u00eddo at\u00e9 ao final do ano&#8221;. A localiza\u00e7\u00e3o da esta\u00e7\u00e3o de alta velocidade de Gaia e a solu\u00e7\u00e3o de uma ponte rodoferrovi\u00e1ria sobre o Douro, que o cons\u00f3rcio construtor quer alterar, est\u00e1 prevista desde setembro de 2022, aquando da primeira apresenta\u00e7\u00e3o do projeto. Leia Tamb\u00e9m: TAP? Pinto Luz vai &#8220;com gosto&#8221; \u00e0 AR. &#8220;Gosto de ser escrutinado&#8221;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&#8220;As altera\u00e7\u00f5es propostas, tal como a globalidade dos desenvolvimentos constantes nos projetos apresentados pela concession\u00e1ria, s\u00e3o objeto de avalia\u00e7\u00e3o rigorosa pelo Estado, n\u00e3o correspondendo a decis\u00f5es unilaterais do parceiro privado&#8221;, pode ler-se numa resposta do gabinete do ministro das Infraestruturas e Habita\u00e7\u00e3o, Miguel Pinto Luz, a quest\u00f5es do grupo parlamentar do PCP. 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