{"id":9205,"date":"2025-12-04T01:44:21","date_gmt":"2025-12-04T01:44:21","guid":{"rendered":"https:\/\/sabetudo.co.mz\/blog\/mario-centeno-rejeita-ter-tido-papel-no-processo-da-efacec-nenhumutm_sourcerss-economiautm_mediumrssutm_campaignrssfeed\/"},"modified":"2025-12-04T01:44:21","modified_gmt":"2025-12-04T01:44:21","slug":"mario-centeno-rejeita-ter-tido-papel-no-processo-da-efacec-nenhumutm_sourcerss-economiautm_mediumrssutm_campaignrssfeed","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sabetudo.co.mz\/blog\/mario-centeno-rejeita-ter-tido-papel-no-processo-da-efacec-nenhumutm_sourcerss-economiautm_mediumrssutm_campaignrssfeed\/","title":{"rendered":"M\u00e1rio Centeno rejeita ter tido papel no processo da Efacec:"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/media-manager.noticiasaominuto.com\/1920\/46138818.webp?crop_params=eyJsYW5kc2NhcGUiOnsiY3JvcFdpZHRoIjoyNDY0LCJjcm9wSGVpZ2h0IjoxMzg2LCJjcm9wWCI6MjcsImNyb3BZIjoxNTN9LCJwb3J0cmFpdCI6eyJjcm9wV2lkdGgiOjk2MSwiY3JvcEhlaWdodCI6MTcwOCwiY3JvcFgiOjExMTksImNyb3BZIjowfX0=\" \/><\/p>\n<p>                                                    Numa audi\u00e7\u00e3o na Comiss\u00e3o de Economia e Coes\u00e3o Territorial, requerida pelo PSD, o antigo governador do Banco de Portugal (BdP) reiterou que n\u00e3o teve &#8220;nenhum papel, nenhuma tutela pol\u00edtica no processo da Efacec&#8221;, apontando que a decis\u00e3o foi tomada quando j\u00e1 n\u00e3o era ministro das Finan\u00e7as. J\u00e1 respondendo a uma quest\u00e3o sobre a ilegalidade das garantias p\u00fablicas concedidas pelo Banco de Fomento \u00e0 Efacec, disse que &#8220;se \u00e9 ilegal, do ponto de vista da supervis\u00e3o essas situa\u00e7\u00f5es s\u00e3o corrigidas, h\u00e1 mecanismos para o fazer e se calhar foi por isso que boa parte das estrat\u00e9gias de reprivatiza\u00e7\u00e3o da Efacec n\u00e3o funcionaram, porque aqueles instrumentos n\u00e3o eram legais&#8221;. O ex-governador foi tamb\u00e9m questionado sobre declara\u00e7\u00f5es de Henrique Cruz, antigo presidente da Norgarante, que disse numa audi\u00e7\u00e3o no parlamento que o BdP tinha pedido sil\u00eancio sobre a exposi\u00e7\u00e3o que a sociedade tinha na Efacec, ao que respondeu que o alegado pedido \u00e9 algo que o &#8220;transcende&#8221;, n\u00e3o o fez e &#8220;parece estranho&#8221; ter partido de t\u00e9cnicos do supervisor. &#8220;Nem sei em que contexto o pedido de sil\u00eancio foi feito, n\u00e3o consigo contextualiz\u00e1-lo&#8221;, disse. Quanto aos motivos para a nacionaliza\u00e7\u00e3o da Efacec, o antigo governante enquadrou esta decis\u00e3o no momento que se vivia, de pandemia, apontando que perante as dificuldades da empresa, o que &#8220;foi colocado, num quadro de decis\u00f5es dif\u00edceis na pandemia, passava pela substitui\u00e7\u00e3o do acionista&#8221;. Centeno salientou que teve &#8220;muito poucos&#8221; momentos de interven\u00e7\u00e3o neste processo, passando nomeadamente pelo di\u00e1logo com os bancos, que eram credores. &#8220;A banca n\u00e3o se demonstrou dispon\u00edvel, naquele instante, para intervir&#8221;, recordou. O ex-ministro destacou ainda que o problema da Efacec &#8220;surge antes da pandemia, ligado ao &#8216;Luanda Leaks'&#8221;, e as dificuldades somaram-se \u00e0quelas que a empresa j\u00e1 tinha. No que diz respeito \u00e0 avalia\u00e7\u00e3o que o Governo fez, disse estar &#8220;seguro de que n\u00e3o foi uma decis\u00e3o tomada de \u00e2nimo leve&#8221;. Quanto \u00e0 relev\u00e2ncia estrat\u00e9gica da empresa, apontou que &#8220;o Estado tem que assumir, \u00e0 partida, que pelo menos em termos gen\u00e9ricos possa existir um benef\u00edcio l\u00edquido que seja palp\u00e1vel e n\u00e3o seja associado a outras considera\u00e7\u00f5es da natureza estrat\u00e9gica&#8221;, como a &#8220;import\u00e2ncia para a engenharia portuguesa, a import\u00e2ncia para o clima econ\u00f3mico em torno da cidade do Porto e presen\u00e7a da engenharia portuguesa em muitos lugares do mundo&#8221;. Centeno acrescentou ainda que, enquanto supervisor, o Banco de Portugal n\u00e3o interviu em nenhum momento deste processo, nem teve acesso a mais nenhuma informa\u00e7\u00e3o. O ex-governador recordou ainda outra situa\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m associada ao &#8216;Luanda Leaks&#8217; e \u00e0 Isabel dos Santos, o Eurobic, como um caso de sucesso do qual se deve &#8220;aprender para interven\u00e7\u00f5es futuras&#8221;. O Eurobic teve &#8220;grande seguimento pelo BdP&#8221; e teve de &#8220;mudar de donos numa situa\u00e7\u00e3o que talvez n\u00e3o haja mem\u00f3ria em Portugal&#8221;, lembrou, o que conseguiu fazer &#8220;sem nenhuma interven\u00e7\u00e3o p\u00fablica, sem custo para ningu\u00e9m&#8221;, sendo assim &#8220;esses casos de sucesso, perante choques ex\u00f3genos a atividade pol\u00edtica em Portugal, que se devem aprender para interven\u00e7\u00f5es futuras&#8221;. A Efacec foi nacionalizada na sequ\u00eancia do processo &#8216;Luanda Leaks&#8217;, que levou \u00e0 sa\u00edda de Isabel dos Santos do capital da empresa. O grupo ficou cerca de tr\u00eas anos com maioria de capital p\u00fablico, num processo que foi muito criticado e que envolveu inje\u00e7\u00f5es de capital na Efacec pelo Estado. Leia Tamb\u00e9m: BCE. Banqueiros portugueses veem com bons olhos candidatura de Centeno<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Numa audi\u00e7\u00e3o na Comiss\u00e3o de Economia e Coes\u00e3o Territorial, requerida pelo PSD, o antigo governador do Banco de Portugal (BdP) reiterou que n\u00e3o teve &#8220;nenhum papel, nenhuma tutela pol\u00edtica no processo da Efacec&#8221;, apontando que a decis\u00e3o foi tomada quando j\u00e1 n\u00e3o era ministro das Finan\u00e7as. 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