{"id":9258,"date":"2025-12-04T12:49:17","date_gmt":"2025-12-04T12:49:17","guid":{"rendered":"https:\/\/sabetudo.co.mz\/blog\/italia-treze-marcas-de-luxo-suspeitas-de-explorar-trabalhadores-chinesesutm_sourcerss-economiautm_mediumrssutm_campaignrssfeed\/"},"modified":"2025-12-04T12:49:17","modified_gmt":"2025-12-04T12:49:17","slug":"italia-treze-marcas-de-luxo-suspeitas-de-explorar-trabalhadores-chinesesutm_sourcerss-economiautm_mediumrssutm_campaignrssfeed","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sabetudo.co.mz\/blog\/italia-treze-marcas-de-luxo-suspeitas-de-explorar-trabalhadores-chinesesutm_sourcerss-economiautm_mediumrssutm_campaignrssfeed\/","title":{"rendered":"It\u00e1lia. Treze marcas de luxo suspeitas de explorar"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/media-manager.noticiasaominuto.com\/1920\/naom_693180ea46ced.webp\" \/><\/p>\n<p>                                                    Num pedido de informa\u00e7\u00f5es consultado hoje pela AFP, Paolo Storari, um procurador de Mil\u00e3o (norte), indicou ter encontrado bolsas, carteiras ou roupas dessas diferentes marcas durante buscas em oficinas italianas que empregavam &#8220;m\u00e3o-de-obra chinesa em condi\u00e7\u00f5es graves de explora\u00e7\u00e3o&#8221;.<br \/>\n                                                    O processo diz respeito \u00e0s marcas do grupo franc\u00eas Kering (Gucci, Yves Saint Laurent e Alexander McQueen), Givenchy (grupo LVMH), mas tamb\u00e9m Prada e a sua nova aquisi\u00e7\u00e3o Versace, bem como Ferragamo, Pinko, Dolce &#038; Gabbana, Missoni, Off-White, o fabricante de artigos de couro Coccinelle, e a Adidas.<br \/>\n                                                    Trata-se da maior extens\u00e3o de uma investiga\u00e7\u00e3o lan\u00e7ada no ano passado no setor do luxo, que revelou viola\u00e7\u00f5es em mat\u00e9ria de sal\u00e1rios e hor\u00e1rios de trabalho, falhas de seguran\u00e7a e alojamentos insalubres para os trabalhadores.<br \/>\n                                                    O procurador de Mil\u00e3o solicita \u00e0s marcas, que continuam a ser consideradas inocentes, que forne\u00e7am rapidamente documentos sobre as suas cadeias de abastecimento, tais como auditorias internas.<br \/>\n                                                    Outros grandes nomes j\u00e1 foram alvo da justi\u00e7a italiana em casos semelhantes: a Dior, segunda marca da LVMH, os fabricantes de artigos de couro Tod&#8217;s e Alviero Martini, a Valentino Bags Lab, bem como uma filial da Armani e a Loro Piana (grupo LVMH).<br \/>\n                                                    Todas estas empresas, com exce\u00e7\u00e3o da Tod&#8217;s, foram colocadas sob administra\u00e7\u00e3o judicial provis\u00f3ria para corrigir os problemas de conformidade e implementar sistemas destinados a evitar novos abusos no futuro.<br \/>\n                                                    Na quarta-feira, um juiz milan\u00eas acedeu ao pedido da Tod&#8217;s, que desejava mais tempo para concluir a avalia\u00e7\u00e3o dos seus controlos da cadeia de abastecimento, enquanto os procuradores procuram impor uma proibi\u00e7\u00e3o tempor\u00e1ria de publicidade e a nomea\u00e7\u00e3o de administradores externos.<br \/>\n                                                    As marcas de luxo subcontratam a sua produ\u00e7\u00e3o a fornecedores, que por sua vez subcontratam a outros, num contexto de margens cada vez mais apertadas e controlo insuficiente das condi\u00e7\u00f5es de trabalho.<br \/>\n                                                    Por\u00e9m, nos termos da lei italiana, as empresas podem ser responsabilizadas pelas infra\u00e7\u00f5es cometidas por fornecedores autorizados.<br \/>\n                                                    O Governo italiano passou \u00e0 ofensiva para defender as suas marcas, com o ministro da Ind\u00fastria e do &#8220;Made in Italy&#8221;, Adolfo Urso, a declarar que a sua reputa\u00e7\u00e3o estava a ser &#8220;atacada&#8221;.<br \/>\n                                                    A Tod&#8217;s, depois de negar qualquer irregularidade, obteve na quarta-feira um prazo de 11 semanas para refor\u00e7ar o seu sistema de controlo sobre os fornecedores.<br \/>\n                                                    No entanto, os ativistas contra as oficinas clandestinas afirmam que as pr\u00f3prias marcas de luxo imp\u00f5em pre\u00e7os demasiado baixos aos seus subcontratantes, levando-os a subcontratar fornecedores de segundo e terceiro n\u00edvel, onde falham controlos.<br \/>\n                                                    Deborah Lucchetti, coordenadora italiana da campanha Clean Clothes, classificou a explora\u00e7\u00e3o dos trabalhadores como um &#8220;fen\u00f3meno estrutural&#8221; neste setor.<br \/>\n                                                    &#8220;O &#8216;Made in Italy&#8217; n\u00e3o pode ser uma tribuna para celebrar lucros astron\u00f3micos constru\u00eddos sobre a nega\u00e7\u00e3o da dignidade daqueles que costuram, montam e acabam os produtos&#8221;, afirmou hoje em comunicado.<br \/>\n                                                    O pedido de informa\u00e7\u00f5es do procurador surge na sequ\u00eancia de inspe\u00e7\u00f5es realizadas em novembro a cinco fornecedores utilizados por v\u00e1rias marcas.<br \/>\n                                                    Entre tr\u00eas e dezanove trabalhadores, na sua maioria chineses, mas tamb\u00e9m paquistaneses, trabalhavam em cada fornecedor e foram citados nos documentos judiciais.<br \/>\n                                                    Algumas das marcas visadas s\u00e3o filiais italianas das empresas-m\u00e3e, tais como Yves Saint Laurent Manifatture, Alexander McQueen It\u00e1lia e Givenchy It\u00e1lia.<br \/>\n                                                    \u00a0<br \/>\n                                                    AJR \/\/ EA<br \/>\n                                                    Lusa\/fim<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Num pedido de informa\u00e7\u00f5es consultado hoje pela AFP, Paolo Storari, um procurador de Mil\u00e3o (norte), indicou ter encontrado bolsas, carteiras ou roupas dessas diferentes marcas durante buscas em oficinas italianas que empregavam &#8220;m\u00e3o-de-obra chinesa em condi\u00e7\u00f5es graves de explora\u00e7\u00e3o&#8221;. 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