{"id":9546,"date":"2025-12-08T19:47:15","date_gmt":"2025-12-08T19:47:15","guid":{"rendered":"https:\/\/sabetudo.co.mz\/blog\/ugt-suspeita-de-tentativa-do-governo-de-levar-central-a-rutura-negocialutm_sourcerss-economiautm_mediumrssutm_campaignrssfeed\/"},"modified":"2025-12-08T19:47:15","modified_gmt":"2025-12-08T19:47:15","slug":"ugt-suspeita-de-tentativa-do-governo-de-levar-central-a-rutura-negocialutm_sourcerss-economiautm_mediumrssutm_campaignrssfeed","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sabetudo.co.mz\/blog\/ugt-suspeita-de-tentativa-do-governo-de-levar-central-a-rutura-negocialutm_sourcerss-economiautm_mediumrssutm_campaignrssfeed\/","title":{"rendered":"UGT suspeita de tentativa do Governo de levar central \u00e0"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/media-manager.noticiasaominuto.com\/1920\/naom_656daeaa5b01e.webp?crop_params=eyJsYW5kc2NhcGUiOnsiY3JvcFdpZHRoIjoyNTYyLCJjcm9wSGVpZ2h0IjoxNDQxLCJjcm9wWCI6LTEsImNyb3BZIjo0MH19\" \/><\/p>\n<p>                                                    Em entrevista \u00e0 ag\u00eancia Lusa, M\u00e1rio Mour\u00e3o considerou ser &#8220;uma prioridade&#8221; que a greve geral convocada para a pr\u00f3xima quinta-feira, em converg\u00eancia com a CGTP, contra o anteprojeto do Governo de reforma da legisla\u00e7\u00e3o laboral &#8220;tenha uma resposta adequada&#8221; e &#8220;firme&#8221; por parte dos trabalhadores. O l\u00edder da UGT reiterou a disponibilidade para negociar logo ap\u00f3s a paralisa\u00e7\u00e3o, mas levanta d\u00favidas sobre a abertura negocial do executivo. &#8220;\u00c9 importante, a partir do dia 12 (de dezembro), quando nos sentarmos \u00e0 mesa, saber se as partes continuam dispon\u00edveis ou n\u00e3o, para aprofundar o di\u00e1logo e a negocia\u00e7\u00e3o coletiva porque, (depois) de tantas declara\u00e7\u00f5es que foram feitas neste per\u00edodo, come\u00e7\u00e1mos a ficar confusos se, de facto, n\u00e3o h\u00e1 aqui uma inten\u00e7\u00e3o de provocar a UGT para fazer uma rutura&#8221;, questionou, referindo-se nomeadamente ao facto de a ministra ter dito que o Governo gostaria de manter as &#8220;traves mestras&#8221;, apesar de dizer que est\u00e1 aberta ao di\u00e1logo. &#8220;Da parte da UGT n\u00e3o h\u00e1 a ver rutura, s\u00f3 se for da parte do Governo&#8221;, assegura o secret\u00e1rio-geral da UGT, sublinhando que s\u00f3 sair\u00e3o da mesa negocial se forem &#8220;empurrados&#8221;. &#8220;E h\u00e1 muitas formas de empurrar o outro para sair: \u00e9 dizer, &#8216;olhe, estamos a perder tempo ou estamos aqui a n\u00e3o fazer nada. Acho que \u00e9 melhor acabarmos com isto. Se isso surgir, n\u00e3o vai ser da parte da UGT&#8221;, reiterou. M\u00e1rio Mour\u00e3o afirmou ainda que &#8220;sente&#8221; o Governo &#8220;confort\u00e1vel&#8221; em submeter a proposta \u00e0 Assembleia da Rep\u00fablica dado que &#8220;tem uma composi\u00e7\u00e3o parlamentar que lhe permitir\u00e1 provavelmente aprovar&#8221; o documento, disse, numa alus\u00e3o \u00e0 disponibilidade j\u00e1 manifestada pelo Chega para negociar as altera\u00e7\u00f5es. &#8220;Mas quem o aprovar tem que assumir as consequ\u00eancias e as responsabilidades daquilo que est\u00e1 a fazer&#8221;, avisa, defendendo que, o anteprojeto, tal como est\u00e1 &#8220;\u00e9 mau para quem est\u00e1 no mundo do trabalho&#8221;, mesmo tendo em conta melhorias em aspetos na quest\u00e3o da amamenta\u00e7\u00e3o, da parentalidade ou do aumento de 14 para 15 dias na compensa\u00e7\u00e3o por despedimento coletivo. Apesar de sublinhar que \u00e9 &#8220;muito diferente&#8221; o peso pol\u00edtico que tem uma proposta ser levada ao parlamento com ou sem acordo na Concerta\u00e7\u00e3o Social, M\u00e1rio Mour\u00e3o aponta que o &#8220;drama&#8221; n\u00e3o \u00e9 esse. &#8220;O que a UGT quer com esta proposta \u00e9 que, se for poss\u00edvel, o documento que v\u00e1 para a Assembleia da Rep\u00fablica seja um documento muito diferente do que aquele que est\u00e1 hoje em cima da mesa&#8221;, explicou, lembrando o exemplo da Agenda do Trabalho Digno, que foi aprovada sem acordo na Concerta\u00e7\u00e3o Social. Caso a proposta se mantenha tal como est\u00e1 e seja aprovada, o secret\u00e1rio-geral desta central sindical promete que &#8220;a atitude da UGT, a partir desse momento, ser\u00e1 muito diferente da que tem sido&#8221;, escusando-se, no entanto, a explicar o que estar\u00e1 em cima da mesa e remetendo as decis\u00f5es para &#8220;o debate interno&#8221; dos sindicatos filiados \u00e0 UGT. Para a UGT, a atual proposta do Governo \u00e9 &#8220;ideol\u00f3gica&#8221; e n\u00e3o resolve os problemas que o mercado laboral e empresarial enfrenta, nomeadamente os baixos sal\u00e1rios ou a necessidade de impulsionar as micro e pequenas empresas a ganhar escala. &#8220;\u00c9 uma proposta muito confort\u00e1vel para a entidade patronal&#8221;, remata. A CGTP e a UGT decidiram convocar uma greve geral para 11 de dezembro, em resposta ao anteprojeto de lei da reforma da legisla\u00e7\u00e3o laboral, apresentado pelo Governo. Esta ser\u00e1 a primeira paralisa\u00e7\u00e3o a juntar as duas centrais sindicais desde junho de 2013, altura em que Portugal estava sob interven\u00e7\u00e3o da &#8216;troika&#8217;. Leia Tamb\u00e9m: Ap\u00f3s reuni\u00e3o com Montenegro, UGT mant\u00e9m greve geral a 11 de dezembro<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em entrevista \u00e0 ag\u00eancia Lusa, M\u00e1rio Mour\u00e3o considerou ser &#8220;uma prioridade&#8221; que a greve geral convocada para a pr\u00f3xima quinta-feira, em converg\u00eancia com a CGTP, contra o anteprojeto do Governo de reforma da legisla\u00e7\u00e3o laboral &#8220;tenha uma resposta adequada&#8221; e &#8220;firme&#8221; por parte dos trabalhadores. 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