{"id":9648,"date":"2025-12-10T07:05:19","date_gmt":"2025-12-10T07:05:19","guid":{"rendered":"https:\/\/sabetudo.co.mz\/blog\/pessoas-com-deficiencia-continuam-mais-vulneraveis-ao-desempregoutm_sourcerss-economiautm_mediumrssutm_campaignrssfeed\/"},"modified":"2025-12-10T07:05:19","modified_gmt":"2025-12-10T07:05:19","slug":"pessoas-com-deficiencia-continuam-mais-vulneraveis-ao-desempregoutm_sourcerss-economiautm_mediumrssutm_campaignrssfeed","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sabetudo.co.mz\/blog\/pessoas-com-deficiencia-continuam-mais-vulneraveis-ao-desempregoutm_sourcerss-economiautm_mediumrssutm_campaignrssfeed\/","title":{"rendered":"Pessoas com defici\u00eancia continuam mais vulner\u00e1veis ao"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/media-manager.noticiasaominuto.com\/1920\/naom_5fa3ad340552c.webp\" \/><\/p>\n<p>                                                    Segundo a coordenadora do Observat\u00f3rio da Defici\u00eancia e Direitos Humanos (ODDH), que hoje apresenta o &#8220;Relat\u00f3rio Pessoas com Defici\u00eancia em Portugal: Indicadores de Direitos Humanos 2025&#8221;, o pa\u00eds continua a ter uma taxa de desemprego mais elevada na popula\u00e7\u00e3o com defici\u00eancia do que entre as pessoas sem defici\u00eancia. De acordo com Paula Campos Pinto, os dados mostram tamb\u00e9m que a taxa de desemprego de longa dura\u00e7\u00e3o, superior a 12 meses, &#8220;\u00e9 bastante acima n\u00e3o s\u00f3 da popula\u00e7\u00e3o sem defici\u00eancia, em Portugal, como acima da m\u00e9dia europeia&#8221;, sublinhando que &#8220;desde 2022 tem vindo a crescer&#8221;. &#8220;Isto \u00e9 um dado que est\u00e1 em contraciclo com o que se observa, quer nas pessoas sem defici\u00eancia em Portugal, quer no que acontece na Uni\u00e3o Europeia&#8221;, salientou. Ao mesmo tempo, Portugal &#8220;tem a quarta mais baixa (disparidade na taxa de emprego entre pessoas com e sem defici\u00eancia) da Uni\u00e3o Europeia&#8221;, o que &#8220;parece ser um indicador positivo&#8221;. De acordo com o relat\u00f3rio, que tem por base dados do Eurostat, a disparidade em Portugal \u00e9 de 21,3 pontos percentuais, abaixo da m\u00e9dia europeia que est\u00e1 nos 24 pontos percentuais. No entanto, o valor em Portugal \u00e9 quatro vezes superior ao verificado na disparidade de g\u00e9nero e aumentou 7,3 pontos percentuais entre 2023 e 2024, enquanto na m\u00e9dia europeia o aumento foi de 2,6 pontos percentuais. Paula Campos Pinto disse que &#8220;\u00e0s vezes \u00e9 preciso ler (os dados) de forma cruzada&#8221;, apontando que a taxa de emprego das pessoas com defici\u00eancia n\u00e3o aumentou e que \u00e9 preciso ir ver quem s\u00e3o de facto essas pessoas, sobretudo no setor privado. &#8220;Encontramos uma esmagadora maioria de pessoas com escolaridade mais elevada, portanto s\u00e3o 60% das pessoas que t\u00eam ou ensino secund\u00e1rio ou ensino superior, e t\u00eam um grau de incapacidade moderado, entre os 60% e 80% de incapacidade, e sobretudo s\u00e3o pessoas com uma faixa et\u00e1ria mais elevada&#8221;, explicou. Para a professora e investigadora, &#8220;isto \u00e9 preocupante&#8221;, na medida em que pode ser demonstrativo de que as empresas n\u00e3o est\u00e3o a recrutar pessoas com defici\u00eancia, &#8220;porque a\u00ed iriam mais provavelmente para as camadas et\u00e1rias mais baixas&#8221;, mas est\u00e3o a reportar como trabalhadores com defici\u00eancia pessoas que j\u00e1 estavam nos quadros e que &#8220;adquirem incapacidades ou por doen\u00e7as cr\u00f3nicas, ou pelo envelhecimento, ou pela situa\u00e7\u00e3o de terem uma doen\u00e7a oncol\u00f3gica que tamb\u00e9m d\u00e1 direito ao atestado de incapacidade multi\u00fasos&#8221;. &#8220;H\u00e1 algumas vari\u00e1veis \u200b\u200bsobre emprego que podem estar a camuflar uma pseudo-situa\u00e7\u00e3o positiva, mas que na verdade poder\u00e1 n\u00e3o ser assim t\u00e3o positiva quanto isso, embora seja sempre de assinalar como positivo o facto de as empresas j\u00e1 n\u00e3o se descartarem dessas pessoas, j\u00e1 n\u00e3o as despedirem, como faziam se calhar aqui h\u00e1 10 ou 20 anos&#8221;, defendeu. De acordo com Paula Campos Pinto, no setor privado, as pessoas com defici\u00eancia com idade at\u00e9 aos 34 anos &#8220;representam apenas 11,9%&#8221; dos trabalhadores, enquanto &#8220;na faixa et\u00e1ria das pessoas com 45 anos ou mais, est\u00e1 68% da popula\u00e7\u00e3o com defici\u00eancia&#8221;. &#8220;\u00c9 um desequil\u00edbrio t\u00e3o grande que n\u00e3o nos parece plaus\u00edvel que as empresas estejam a contratar pessoas acima dos 45 anos com defici\u00eancia. Isto leva-nos a pensar que provavelmente essas pessoas s\u00e3o pessoas que j\u00e1 eram trabalhadoras daquelas empresas e que adquiriram qualquer tipo de incapacidade&#8221;, sustentou. Na opini\u00e3o da investigadora, continua a haver preconceito e estigma na contrata\u00e7\u00e3o de pessoas com defici\u00eancia, mas apontou que faltam tamb\u00e9m medidas que encorajem mais os empregadores e os aliviem da burocracia muitas vezes associada. &#8220;Os apoios destinados \u00e0s empresas ainda est\u00e3o envolvidos em grande burocracia e, portanto, s\u00e3o morosos os processos, o que \u00e9 tamb\u00e9m desmotivante para as empresas&#8221;, defendeu. Relativamente \u00e0 lei das quotas, que obriga as empresas com 75 ou mais trabalhadores a contratarem pessoas com incapacidade superior a 60%, Paula Campos Pinto apontou que a quota n\u00e3o chega a 1% &#8211; sendo que as empresas com mais de 250 trabalhadores t\u00eam de cumprir 2% &#8211; o que demonstra que ainda &#8220;h\u00e1 muito espa\u00e7o para crescimento e melhoria destes indicadores&#8221;. Leia Tamb\u00e9m: Subs\u00eddio de desemprego m\u00e1ximo (e n\u00e3o s\u00f3) vai subir em 2026. Os valores<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Segundo a coordenadora do Observat\u00f3rio da Defici\u00eancia e Direitos Humanos (ODDH), que hoje apresenta o &#8220;Relat\u00f3rio Pessoas com Defici\u00eancia em Portugal: Indicadores de Direitos Humanos 2025&#8221;, o pa\u00eds continua a ter uma taxa de desemprego mais elevada na popula\u00e7\u00e3o com defici\u00eancia do que entre as pessoas sem defici\u00eancia. 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