{"id":9851,"date":"2025-12-12T03:47:38","date_gmt":"2025-12-12T03:47:38","guid":{"rendered":"https:\/\/sabetudo.co.mz\/blog\/companhias-aereas-mocambique-ja-nao-lidera-paises-com-fundos-bloqueadosutm_sourcerss-economiautm_mediumrssutm_campaignrssfeed\/"},"modified":"2025-12-12T03:47:38","modified_gmt":"2025-12-12T03:47:38","slug":"companhias-aereas-mocambique-ja-nao-lidera-paises-com-fundos-bloqueadosutm_sourcerss-economiautm_mediumrssutm_campaignrssfeed","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sabetudo.co.mz\/blog\/companhias-aereas-mocambique-ja-nao-lidera-paises-com-fundos-bloqueadosutm_sourcerss-economiautm_mediumrssutm_campaignrssfeed\/","title":{"rendered":"Companhias a\u00e9reas? Mo\u00e7ambique j\u00e1 n\u00e3o lidera pa\u00edses com"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/media-manager.noticiasaominuto.com\/1920\/9306509.webp\" \/><\/p>\n<p>                                                    No balan\u00e7o divulgado no in\u00edcio de junho, a IATA referia que as companhias a\u00e9reas tinham no final de abril 1.300 milh\u00f5es de d\u00f3lares (1.116 milh\u00f5es de euros) em fundos bloqueados para repatriamento em v\u00e1rios pa\u00edses, numa lista liderada por Mo\u00e7ambique, que retinha ent\u00e3o 205 milh\u00f5es de d\u00f3lares (176 milh\u00f5es de euros). No balan\u00e7o divulgado hoje, consultado pela Lusa, a organiza\u00e7\u00e3o refere que esses fundos retidos atingiram em outubro os 1.200 milh\u00f5es de d\u00f3lares (1.030 milh\u00f5es de euros), com Mo\u00e7ambique a passar do primeiro para o quarto lugar, com 91 milh\u00f5es de d\u00f3lares (78,2 milh\u00f5es de euros), seguindo-se Angola, com 81 milh\u00f5es de d\u00f3lares (69,6 milh\u00f5es de euros), numa lista liderada agora pela Arg\u00e9lia, com 307 milh\u00f5es de d\u00f3lares (263,7 milh\u00f5es de euros). &#8220;Do total de fundos bloqueados relatados, 93% est\u00e3o retidos em \u00c1frica e no M\u00e9dio Oriente. A IATA pediu aos governos que suspendam todas as restri\u00e7\u00f5es \u00e0 repatria\u00e7\u00e3o de moeda estrangeira e permitam que as companhias a\u00e9reas acessem as suas receitas em d\u00f3lares norte-americanos provenientes da venda de passagens, vendas de carga e outras atividades, conforme garantido em acordos bilaterais de servi\u00e7os a\u00e9reos e obriga\u00e7\u00f5es de tratados&#8221;, l\u00ea-se na informa\u00e7\u00e3o da organiza\u00e7\u00e3o. Por outro lado, acrescenta que essas &#8220;restri\u00e7\u00f5es incluem procedimentos onerosos ou inconsistentes para obter aprova\u00e7\u00e3o de repatria\u00e7\u00e3o, atrasos na obten\u00e7\u00e3o de aprova\u00e7\u00e3o, escassez ou falta de moeda estrangeira&#8221;, entre outras &#8220;limita\u00e7\u00f5es impostas por governos ou bancos centrais&#8221;. &#8220;As companhias a\u00e9reas precisam de acesso confi\u00e1vel \u00e0s suas receitas em d\u00f3lares norte-americanos para manter as opera\u00e7\u00f5es em funcionamento, pagar as suas contas e manter a conectividade a\u00e9rea vital&#8221;, disse o diretor-geral da IATA, citado na mesma informa\u00e7\u00e3o. Willie Walsh acrescenta que, &#8220;com margens reduzidas e custos significativos&#8221; em moeda estrangeira, as companhias a\u00e9reas &#8220;dependem&#8221; desse compromisso por parte dos governos: &#8220;Tamb\u00e9m \u00e9 do interesse dos governos fomentar o catalisador econ\u00f3mico que as companhias a\u00e9reas proporcionam, conectando as economias globalmente. \u00c9 por isso que instamos os governos a facilitar a repatria\u00e7\u00e3o eficiente dos fundos das companhias a\u00e9reas e a priorizar isso nas aloca\u00e7\u00f5es de moeda estrangeira, mesmo quando h\u00e1 escassez de divisas&#8221;. A Confedera\u00e7\u00e3o das Associa\u00e7\u00f5es Econ\u00f3micas (CTA) de Mo\u00e7ambique j\u00e1 tinha alertado em 18 de fevereiro que a falta de divisas no mercado estava ent\u00e3o a levar companhias a\u00e9reas a limitar a atividade no pa\u00eds, pedindo medidas urgentes. &#8220;As companhias a\u00e9reas come\u00e7am a cortar o mercado mo\u00e7ambicano por n\u00e3o conseguirem expatriar os seus capitais e fazer face aos custos envolvidos na sua opera\u00e7\u00e3o, o que \u00e9 natural. A partir do momento em que um neg\u00f3cio se torna insustent\u00e1vel, qualquer gestor minimamente preparado tem de tomar a\u00e7\u00f5es&#8221;, disse, em confer\u00eancia de imprensa, Muhammad Abdullah, ent\u00e3o respons\u00e1vel pelo pelouro do Turismo na CTA. Sem acesso a divisas no mercado cambial, apontou ainda, as companhias a\u00e9reas come\u00e7aram a tomar medidas, que numa primeira fase passam por disponibilizar tarifas em meticais (moeda mo\u00e7ambicana) &#8220;mais caras&#8221; do que em moeda estrangeira, avan\u00e7ando depois com a diminui\u00e7\u00e3o das frequ\u00eancias e com o corte das vendas no mercado mo\u00e7ambicano. Apontou na altura como exemplo a Ethiopian Airlines, que mantinha a opera\u00e7\u00e3o para Mo\u00e7ambique, mas que, disse, &#8220;bloqueou&#8221; as vendas no pa\u00eds, que apenas podem ser feitas a partir do exterior, em moeda estrangeira. &#8220;Para a potencialidade e os recursos que o pa\u00eds tem, isto \u00e9 preocupante&#8221;, admitiu Abdullah. Leia Tamb\u00e9m: Mo\u00e7ambique com 40 mil casos de c\u00f3lera este ano e 169 mortos<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>No balan\u00e7o divulgado no in\u00edcio de junho, a IATA referia que as companhias a\u00e9reas tinham no final de abril 1.300 milh\u00f5es de d\u00f3lares (1.116 milh\u00f5es de euros) em fundos bloqueados para repatriamento em v\u00e1rios pa\u00edses, numa lista liderada por Mo\u00e7ambique, que retinha ent\u00e3o 205 milh\u00f5es de d\u00f3lares (176 milh\u00f5es de euros). 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