Mau Tempo Causa Interrupção no Fornecimento de Energia a
advertisemen tA Electricidade de Moçambique (EDM) comunicou que há 6200 clientes sem energia devido às chuvas torrenciais que se fazem sentir, sobretudo nos distritos de Luabo e Chinde, na província da Zambézia, região Centro de Moçambique. Segundo dados da empresa citados pela Lusa, o mau tempo provocou a interrupção no fornecimento da corrente. Contudo, estão no terreno equipas para repor o fornecimento assim que as condições meteorológicas forem favoráveis. Entretanto, no que diz respeito à zona Sul do País, concretamente nas províncias de Maputo e Gaza, a EDM salientou que mais de 110 mil clientes continuam sem fornecimento de energia eléctrica na sequência das cheias provocadas pela actual época chuvosa. “A situação mais crítica regista-se no distrito de Xai-Xai, onde cerca de 88 mil clientes permanecem sem energia, enquanto na cidade existem ainda cerca de 13 500 consumidores afectados.” No total, a entidade estima que cerca de 1200 quilómetros de linhas de média tensão tenham sido afectados ou submersos, bem como cerca de 900 quilómetros de linhas de baixa tensão, além de 94 postos de transformação. Apesar da dimensão dos danos, os prejuízos mantêm-se estimados em cerca de 4,9 milhões de dólares. Dados actualizados do Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres (INGD) indicam que, desde o início da época chuvosa, em Outubro, foram afectadas 844 mil pessoas em todo o País, com registo de 153 mortos e 254 feridos. Face à gravidade da situação, o Governo declarou o alerta vermelho nacional no dia 16 de Janeiro, sendo que actualmente, estão activos 77 centros de acomodação, acolhendo 76 251 pessoas deslocadas. Desde 7 de Janeiro, foram ainda danificadas 229 unidades sanitárias, 316 escolas e cinco pontes. No sector agrícola, as cheias afectaram 440 842 hectares de cultivo, dos quais 275 405 foram dados como perdidos, atingindo 314 780 agricultores. Estima-se também a morte de 408 115 cabeças de gado, entre bovinos, caprinos e aves. União Europeia, Estados Unidos da América, Angola, Portugal, Noruega, Japão e África do Sul já anunciaram e enviaram ajuda humanitária de emergência. No final do ano passado, o Executivo aprovou o plano de contingência nacional para a época chuvosa 2025-26 avaliado em 14 mil milhões de meticais. No entanto, admitiu dispor apenas de 6 mil milhões de meticais da verba necessária. Moçambique está em plena época chuvosa, um período que tem sido marcado por alertas de chuvas e ventos fortes, principalmente nas zonas Centro e Sul do País, com as autoridades a activarem acções de antecipação às cheias e inundações naquelas regiões. O País é considerado um dos mais severamente atingidos pelas alterações climáticas, enfrentando ciclicamente cheias e ciclones tropicais. Nas últimas chuvas, entre 2024-25, Moçambique foi atingido pelos ciclones Chido, Dikeledi e Jude que causaram a morte de pelo menos 313 pessoas, feriram 1255 e afectaram mais de 1,8 milhão. Os eventos extremos provocaram pelo menos 1016 mortos em Moçambique entre 2019 e 2023, afectando cerca de 4,9 milhões de pessoas, segundo dados do Instituto Nacional de Estatística.advertisement



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