Conflito no Médio Oriente irá abrandar crescimento e

A OCDE também defendeu a preservação de um sistema de comércio internacional aberto e baseado em regras. “Claramente, a magnitude do impacto negativo sobre o crescimento e a extensão do aumento da inflação dependerão, em última análise, da duração e da intensidade das perturbações”, disse o secretário-geral da organização, Mathias Cormann, em entrevista coletiva após o Conselho Ministerial da OCDE, realizado em Paris. Cormann observou que a instituição, que apresentou perspectivas econômicas nesta quarta-feira, estima que haverá um crescimento econômico global “significativamente mais fraco” este ano como consequência das tensões geopolíticas e energéticas decorrentes do conflito. O secretário-geral lembrou que a OCDE desenvolveu dois cenários econômicos, um baseado em interrupções temporárias e outro em interrupções prolongadas nas rotas comerciais e energéticas, e observou que o impacto final sobre o crescimento e a inflação dependerá da duração e da intensidade da crise. “Um fim rápido para o conflito seria melhor para as perspectivas de crescimento do que uma situação prolongada”, afirmou o australiano. O representante da OCDE lembrou que, antes do início do conflito, a organização estava revisando para cima as projeções econômicas para 2026 e 2027, após um crescimento global de 3,4% em 2025, maior do que o esperado. Entre os fatores que impulsionaram essa melhora, ele destacou o forte aumento nos investimentos ligados à inteligência artificial e um nível efetivo de tarifas nos Estados Unidos menor do que o previsto um ano antes. Leia Também: Governo aprova R$ 20 milhões para combater custos de produção na agricultura



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