PR: “Canal de Moçambique Deve Estar Pronto Para Rota Alternativa Para Navios”
OPresidente da República, Filipe Nyusi, afirmou que o canal de Moçambique (braço do oceano Índico localizado entre os países de Madagáscar e Moçambique) deve estar em prontidão para a circulação de navios, no caso de indisponibilidade do canal de Suez (uma via navegável artificial a nível do mar localizada no Egipto, entre o Mar Mediterrâneo e o Mar Vermelho).
Escrita Por: Administração |
Publicado: 1 year ago |
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Categoria: Economia
Falando nesta segunda-feira, 27 de Maio, durante uma conferência de imprensa de balanço da visita oficial de dois dias às Ilhas Comores, o estadista manifestou a sua disponibilidade para continuar a cooperar com aquele país na área da navegação marítima.
“No passado, quando o canal de Suez esteve com dificuldades de penetração, foi usado o canal de Moçambique, logo, devemos estar sempre preparados para viabilizar a circulação de navios dos países vizinhos em momentos difíceis”, explicou.
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O chefe do Estado avançou que nos últimos dez anos as relações entre as duas nações ficaram mais fortes, sobretudo na componente de segurança marítima, apontando que as áreas económicas e comerciais são fundamentais para cimentar cada vez mais a cooperação com aquele país.
“As Comores têm vários produtos que podem exportar para Moçambique, sendo que podem usar os portos de Nacala e Pemba”, descreveu.
Naquele país, Filipe Nyusi participou na cerimónia da investidura de Azali Assoumani, reeleito a 14 de Janeiro para o cargo de Presidente da União das Comores”.
Assoumani venceu as eleições com 57,2% dos votos, segundo o Supremo Tribunal das Comores, naquele que será o seu terceiro mandato, o que lhe permitirá manter-se no poder até 2029.
As eleições nas Comores foram marcadas por confrontos em Janeiro, na capital Moroni, após o anúncio dos resultados provisórios, com os cinco candidatos da oposição a denunciarem fraudes e irregularidades no escrutínio.
O dirigente chegou ao poder pela primeira vez em 1999, através de um golpe de Estado, tendo regressado em 2016 e sido reeleito em 2019.