BAD Prevê PIB de Moçambique a Crescer 5,2% Com Alerta Para Abrandamento Das Reformas

OBanco Africano de Desenvolvimento (BAD) anunciou que prevê que o Produto Interno Bruto (PIB) de Moçambique cresça 5,2% este ano, assim como em 2025, alertando, no entanto, que haverá um abrandamento das reformas face às eleições gerais marcadas para Outubro.


Escrita Por: Administração | Publicado: 1 year ago | Vizualizações: 130 | Categoria: Economia


“A economia moçambicana irá crescer de forma significativa, face aos 5% em 2023 e 4,2% em 2022, prevendo-se ainda que a inflação recue para 5,0% este ano e 4,6% em 2025”, avançou o BAD através do relatório sobre “Perspectivas Económicas Africanas Para 2024”, apresentando nesta quinta-feira (30), em Nairóbi, no Quénia. a d v e r t i s e m e n t Segundo o documento, o PIB real nacional será “impulsionado” até 2025 pelo sector extractivo, especialmente pela produção de gás, pela agricultura, pelo consumo privado e pelos investimentos directos estrangeiros. Outras Notícias Para Ler A Armadilha da “Comoditização” (Parte 1) Salários Dos Professores de Música Permanecem Baixos” – Estudo 31 DE MAIO, 2024 Startup Moçambicana Destaca-se na VivaTech Com Aplicativo de Saúde “APOIO” Startup Moçambicana Destaca-se na VivaTech Com Aplicativo de Saúde “APOIO” 31 DE MAIO, 2024 Futuros da Europa Inalterados. Ásia em Alta 31 DE MAIO, 2024 NASA Criou Nova Tecnologia Para o Primeiro Motor a Jacto Híbrido-Eléctrico NASA Criou Nova Tecnologia Para o Primeiro Motor a Jacto Híbrido-Eléctrico 31 DE MAIO, 2024 Wall Street Recupera Depois de Previsões de Powell e Yellen Sobre Inflação Wall Street Amplia Quedas Enquanto Espera Para Saber a Inflação do PCE 31 DE MAIO, 2024 O BAD prevê igualmente que o défice orçamental moçambicano aumente para 3,4% do PIB em 2024, antes de diminuir para 1,3% em 2025, “à medida que a consolidação orçamental e a melhoria da cobrança de receitas” se concretizem. O relatório, apresentado durante os encontros anuais do BAD, estima que a inflação deverá cair para uma média de 4,8% entre 2024-25 devido à “política monetária prudente”, e que o défice da balança corrente de Moçambique cresça para 38,1% do PIB em 2024 e 43,0% em 2025, “à medida que as importações aumentam”. Contudo, alerta que pode haver mudanças devido às alterações climáticas, abrandamento na implementação de reformas com as próximas eleições gerais em Outubro e as contínuas perturbações na cadeia de abastecimento global devido à invasão da Ucrânia pela Rússia. No documento anual, o BAD reconhece que Moçambique registou nos últimos 20 anos “uma transformação estrutural limitada da economia, com uma ligeira mudança da agricultura para os serviços” e acrescenta que o financiamento da transformação estrutural no País “requer múltiplas medidas em diferentes prazos”, ou seja, “no curto prazo, o Governo precisa de reforçar a capacidade de gestão da dívida, a disciplina orçamental e a regulação do sector financeiro. A médio prazo, deve acelerar a reestruturação da dívida no âmbito do Quadro Comum do G20, e os bancos multilaterais de desenvolvimento precisam de implementar instrumentos de mitigação de riscos para atrair investidores privados e fornecer assistência técnica para mobilizar o financiamento climático”. “A longo prazo é identificada a necessidade de apoio internacional do sector privado para identificar e mitigar os principais riscos de investimento em Moçambique”, conclui. O Banco Africano de Desenvolvimento é a principal instituição africana de financiamento do desenvolvimento e reúne-se em Nairóbi por um período de cinco dias (27 a 31 de Maio) para debater “A Transformação de África, o Grupo Banco Africano de Desenvolvimento e a Reforma da Arquitectura Financeira Global”, reunindo mais de três mil participantes, entre políticos, governantes, economistas e especialistas de várias áreas de todo o mundo. Os encontros deste ano incluem a realização da 59.ª Reunião Anual do Conselho de Governadores do Banco Africano de Desenvolvimento e a 50.ª Reunião do Conselho de Governadores do Fundo Africano de Desenvolvimento. O PIB real nacional será “impulsionado” até 2025 pelo sector extractivo, especialmente pela produção de gás, pela agricultura, pelo consumo privado e pelos investimentos directos estrangeiros. Segundo a informação do BAD, apesar de um “crescimento económico sustentado ao longo das duas últimas décadas, a transformação económica de África continua incompleta. O Produto Interno Bruto real do continente cresceu 4,3% por ano entre 2000-22, em comparação com a média mundial de 2,9%, e muitas das dez economias de crescimento mais rápido do mundo situavam-se em África”. “Apesar deste sólido desempenho em termos de crescimento, a estrutura das economias africanas não se alterou significativamente nas últimas duas décadas, com os sectores da agricultura, da indústria e dos serviços a representarem, em média, 16%, 33% e 51%, respectivamente, do PIB global de África”, recordou a instituição. O BAD conta com 81 Estados-membros, entre 53 países africanos e 28 países fora do continente, incluindo Portugal e Brasil.
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