Subsídio de refeição vai aumentar em 2026 e isto é tudo o

O Governo propôs, esta semana, aos sindicatos da Função Pública, um aumento do subsídio de refeição para os trabalhadores do Estado. Afinal, o que já se sabe? Para quanto vai aumentar? Subsídio de refeição sobe para 6,15€ em 2026 Em comunicado enviado às redações no final do encontro com os sindicatos, o Governo explicou o seguinte: “Apesar de estar em vigor o Acordo Plurianual de Valorização dos Trabalhadores da Administração Pública, com atualizações salariais para todos os trabalhadores da Administração Pública, o Governo, complementarmente a este acordo, propôs um aumento do valor subsídio de refeição para 6,15€ em 2026, 6,30€ em 2027, 6,45€ em 2028 e 6,60€ em 2029”. O Executivo recorda ainda que “este subsídio não era valorizado desde 2023”. Na prática, revela a tutela, o “Governo apresentou uma evolução da proposta em vigor, destacando-se a proposta de aumento de 10% do valor de subsídio de refeição até 2029, já a iniciar em janeiro de 2026”. De sublinhar que estes valores foram apresentados no âmbito das reuniões de negociação coletiva com os Sindicatos da Administração Pública – Sindicato dos Quadros Técnicos do Estado (STE), Frente Comum e Federação de Sindicatos da Administração Pública e de Entidades com Fins Públicos (FESAP). Subsídio de refeição dos trabalhadores do Estado deverá subir 15 cêntimos A Federação de Sindicatos da Administração Pública indicou que o Governo vai apresentar uma nova proposta para o aumento do subsídio de refeição, depois de ter proposto uma subida de 15 cêntimos, que considerou o valor “manifestamente insuficiente”. O secretário-geral da Federação de Sindicatos da Administração Pública (Fesap), José Abraão, retomou o processo negocial com o Governo após a greve geral, e destacou que a tutela confirmou um aumento do subsídio de refeição já em 2026 e na restante legislatura até 2029. “O Governo propôs-nos (um aumento de) 15 cêntimos (por dia) em cada ano até 2029, que corresponde a cerca de um aumento de 10% até ao final da legislatura, para nós manifestamente insuficiente”, frisou à agência Lusa no final de uma reunião com a secretária de Estado da Administração Pública, Marisa Garrido. José Abraão acrescentou que o Governo iria enviar uma proposta, que será depois analisada pela Fesap para decidir “que posição tomar”. “Apelamos ao Governo no sentido que vá um bocadinho mais além. Porque se é verdade que dissemos que 10 cêntimos não dava para um pão, os 15 cêntimos continuam a não chegar, como é óbvio”, apontou. O sindicalista congratulou-se com o Governo ter “ouvido algumas das preocupações” da Fesap, que já tinha assinalado que não podia “aceitar mais um ano sem um aumento de subsídio de refeição”, após o último aumento em 2023 para os atuais seis euros. Na mesma nota enviada às redações, o Governo diz que a “proposta de novo Acordo Plurianual de Valorização dos Trabalhadores da Administração Pública para o período 2026 – 2029 inclui novas medidas que representam benefícios relevantes, tais como a valorização do estatuto remuneratório de dirigentes, a inclusão de valorização de outras carreiras, a revisão do SIADAP, bem como as previstas no Acordo em vigor: a revisão do regime de ajudas de custo e transporte, avaliação do impacto do acelerador de carreiras e a revisitação das carreiras gerais”. Leia Também: Subsídio de refeição dos trabalhadores do Estado deverá subir 15 cêntimos



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