Sector da Educação Prevê Contratar Mais de Três Mil

Sector da Educação Prevê Contratar Mais de Três Mil

advertisemen tO sector da educação na província de Nampula, na região norte de Moçambique, prevê contratar, no presente ano lectivo, cujo arranque está marcado para o próximo dia 30 de Janeiro, mais 3812 professores, com o objectivo de atender um efectivo escolar estimado em cerca de dois milhões de alunos. Citado pela Agência de Informação de Moçambique, o director Provincial da Educação, William Tunzine, explicou que a previsão vai ao encontro das necessidades locais, visando reduzir o número de professores que actualmente leccionam em mais de uma turma, situação que tem resultado na acumulação de horas extraordinárias e na implementação do regime de turno e meio. “Prevemos, neste ano, contratar 3812 professores. Estamos apenas à espera da meta de alocação definida pelo Ministério da Educação e Cultura, mas, para além das novas contratações, temos igualmente docentes a substituir. Por isso, vamos abrir dois concursos, incluindo o de substituição, para atender cerca de dois milhões de alunos”, esclareceu. O responsável reconheceu, entretanto, que o défice de professores ainda persiste, acrescentando que o problema será mitigado de forma gradual. Contudo, mesmo com as novas admissões, “alguns profissionais continuarão a acumular horas extraordinárias e outros a leccionar em duas turmas.” Segundo informações avançadas, a abertura do ano lectivo de 2026, na província de Nampula, terá lugar na nova Escola Secundária de Napacala, situada na periferia da capital provincial. Em Agosto passado, o porta-voz do Ministério da Educação e Cultura, Silvestre Dava, afirmou que a instituição espera contar com um orçamento “robusto” para 2026, capaz de “mitigar” os atrasos no pagamento de horas extraordinárias aos professores, que têm originado greves e paralisações em diversas províncias do País. “Era desejável que o nosso orçamento fosse robusto para 2026 no sentido de podermos mitigar o problema das horas extraordinárias. Está em curso agora, desde há algum tempo, a liquidação da dívida que temos com os professores, cujos números não vou poder partilhar aqui”, declarou. A questão das horas extra tem estado no centro das reivindicações dos professores. A classe reclama atrasos no pagamento de dois meses e 18 dias de 2022, bem como de todo o ano de 2023 e 2024, além de um “melhor enquadramento” na Tabela Salarial Única (TSU). Em Março, o Governo avançou que a dívida até 2022 tinha sido liquidada e que a de 2023, avaliada em 3,2 mil milhões de meticais, seria paga em três tranches, sendo a última incorporada no Orçamento do Estado de 2025.advertisement

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