Forte da Nazaré ultrapassou 3 milhões de visitantes desde a

O marco de 3.000.000 de visitantes “reforça a importância da gestão municipal no alargamento do acesso ao património cultural e natural”, considerou hoje a Câmara da Nazaré, entidade que desde 2017 gere o monumento cedido pelo Estado. O forte, popularmente conhecido por “farol”, localizado sobre o promontório do Sítio da Nazaré, no distrito de Leiria, tornou-se conhecido internacionalmente pelo seu papel histórico e pela ligação às ondas gigantes da Praia do Norte. Classificado como Imóvel de Interesse público, foi aberto ao público durante cinco meses em 2014, por proposta da autarquia, que, a partir do ano seguinte, assegurou a sua abertura ao longo de todo o ano. Recebeu, em 2014, 47.566 visitas, número que, desde então, teve um “percurso ascendente”, com exceção dos anos 2020 e 2021, devido à pandemia de Covid-19. De acordo com os dados divulgados pela autarquia o Forte de S. Miguel Arcanjo recebeu 80.099 visitantes em 2015, valor que aumentou para 121.374 visitas em 2016; 174.059 em 2017; 251.693 em 2018 e 326.014 em 2019. A limitação das entradas, nos anos de 2020 e 2021 reduziram as visitas a, respetivamente, 131.389 e 166.033, mas a partir deste ano, o número foi sempre crescente. Em 2022 foi visitado por 371.391 pessoas e no ano seguinte recebeu 432.017 visitantes. Em 2024 foram registadas 442.410 entradas e em 2025 os visitantes ascenderam a 444.910. A Câmara da Nazaré contabilizou, até ao final de 2025, 2.988.955 de visitas ao forte. Com a entrada, neste mês de janeiro, de mais 12 mil pessoas, totalizou 3.000.955 visitantes, ultrapassando assim “um marco histórico” que a autarquia associa à “dinamização sustentável do território, valorizando o legado histórico e promovendo a economia local”, a par com a preservação do monumento. O forte, construído no reinado de D. Sebastião, em 1577, visava a defesa da enseada dos ataques dos piratas argelinos, marroquinos, holandeses e normandos que investiam sobre o litoral atlântico. Foi cedido ao município por um período de 25 anos, sendo a autarquia, desde 2017, responsável pela preservação, conservação e dinamização das atividades culturais e de interesse municipal. Desde a sua abertura, o município “tem promovido o Forte com exposições, conteúdos interpretativos e espaços dedicados à história local e ao fenómeno das ondas gigantes, mas também como um ponto de observação privilegiado das famosas ondas da Nazaré”, pode ler-se num comunicado em que a autarquia sublinha a importância da atração de “públicos nacionais e internacionais “para a imagem turística do concelho. Associação Humanitária dos Bombeiros da Nazaré prevê investir, em 2026, cerca de meio milhão de euros, principalmente na reestruturação do parque de viaturas da corporação que, segundo a direção, terá um dos autotanques de maior capacidade da região. Lusa | 12:58 – 06/01/2026



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