Remover árvores e limpeza? Empresas florestais com crédito

Remover árvores e limpeza? Empresas florestais com crédito

A linha de crédito foi decidida pelo Ministério da Economia e da Coesão Territorial e pelo Ministério da Agricultura e Mar em articulação com o Banco Português de Fomento (BPF), diz um comunicado conjunto dos dois ministérios. Como as linhas de crédito criadas imediatamente após as tempestades de janeiro e fevereiro, o financiamento é concedido pelos bancos comerciais, por meio de garantias públicas fornecidas pelo BPF às instituições bancárias. Segundo o Governo, “esta medida visa reforçar a liquidez das empresas, permitindo atender às necessidades imediatas de tesouraria e garantir a continuidade da remoção de material lenhoso nas áreas impactadas pela tempestade Kristin”. No comunicado, os ministérios explicam que “o financiamento pode chegar a até 2,5 milhões de euros por empresa, com condições competitivas, enquadradas no modelo de garantias públicas do BPF”. Citados na nota à imprensa, os ministros da Economia, Manuel Castro Almeida, e da Agricultura, José Manuel Fernandes, ressaltam a necessidade de preparar a temporada de incêndios. “Há toda a urgência em remover as árvores caídas e limpar os terrenos e essa linha visa justamente acelerar esse processo de forma que esses territórios tão massacrados pelas tempestades não sejam ainda mais penalizados”, diz o ministro da Economia e Coesão Territorial, no comunicado. Para o ministro da Agricultura e Mar, a linha de financiamento assegura “uma melhor capacidade de resposta na prevenção de incêndios e de riscos de saúde vegetal”. Portugal foi atingindo por um comboio de tempestades no início do ano. Pelo menos 19 pessoas morreram em Portugal entre o final de janeiro e o início de março na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que também deixaram várias centenas de feridos, desalojados e deslocados. Mais da metades das mortes foram registradas em trabalhos de recuperação. Os temporais, que atingiram o território continental durante cerca de três semanas, sobretudo nas regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo, provocaram a destruição total ou parcial de milhares de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias, com prejuízos superiores a cinco mil milhões de euros. Leia Também: Detido por fogo originado por queima que se descontrolou em Gouveia

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