Linhas ferroviárias do Norte e do Oeste mantinham-se

Fonte da CP disse à Lusa que, pelas 17 horas, se registavam constrangimentos em troços das linhas ferroviárias do Douro, entre Régua (distrito de Vila Real) e Pocinho (concelho de Vila Nova de Foz Coa, distrito da Guarda), e da Beira Baixa, entre Ródão e Castelo Novo (ambos no distrito de Castelo Branco). A essa hora, verificava-se também a suspensão do serviço regional entre Coimbra B e Entroncamento (distrito de Santarém), referiu fonte da empresa de transporte ferroviário. “Devido a problemas na via causados pelo mau tempo, a circulação ferroviária continua suspensa nestas linhas e sem previsão de retoma”, indicou à Lusa fonte da CP, num ponto de situação pelas 17:00, que mantém inalterado o balanço divulgado pelas 12:00 na página de Facebook da empresa. Às 12:00, a circulação ferroviária já se encontrava retomada na linha da Beira Baixa, realizando-se o serviço regional no troço Guarda – Covilhã (distrito de Castelo Branco), bem como nos Urbanos de Coimbra, no troço Coimbra B – Alfarelos (concelho de Soure, distrito de Coimbra). De acordo com a Infraestruturas de Portugal (IP), num ponto de situação pelas 16:00, a circulação ferroviária registava “constrangimentos em algumas linhas da rede nacional, devido às condições meteorológicas adversas da última madrugada, que provocaram falhas na rede elétrica, com impactos na catenária, e a queda de árvores sobre a infraestrutura”. Estas ocorrências, segundo a IP, estão a afetar a normal exploração ferroviária em vários troços, exigindo intervenções técnicas das equipas no terreno para a reposição das condições de segurança e da regularidade do serviço. O ponto de situação da IP às 16 horas indicava que a circulação ferroviária estava suspensa em troços das linhas do Norte, entre Fátima (distrito de Santarém) e Alfarelos; do Douro, entre a Régua e Pocinho; da Beira Baixa, entre Ródão e Castelo Novo; do Oeste, entre Mafra e Amieira, e entre Louriçal e Figueira da Foz; e do ramal de Alfarelos, entre Alfarelos e a Figueira da Foz. As equipas da IP estão no terreno a “desenvolver todos os esforços para resolver a situação e repor, com a maior brevidade possível, as condições de circulação e de segurança”, informou a empresa. A passagem da depressão Kristin pelo território português, na quarta-feira, deixou um rasto de destruição, causando pelo menos seis mortos, vários feridos e desalojados. Quedas de árvores e de estruturas, corte ou o condicionamento de estradas e serviços de transporte, em especial linhas ferroviárias, fecho de escolas e cortes de energia, água e comunicações foram as principais consequências materiais do temporal. Leiria, por onde a depressão entrou no território do continente, Coimbra e Santarém são os distritos que registam mais estragos. O Governo decretou hoje situação de calamidade em cerca de 60 municípios. Leia Também: Mau tempo: Novo Banco lança linhas de crédito de 100 milhões



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