Ministra do Ambiente alerta para agravamento do tempo:

“Estamos principalmente preocupados com o Norte e o Centro, e também o Tejo, mais do que aqui (Alcácer do Sal), aqui também vai chover e também vai ter problemas, mas lá vai chover muito”, declarou a ministra do Ambiente, Maria da Graça Carvalho, acrescentando que além da pluviosidade intensa, existe outro fenómeno, que é a agitação marítima. Perante a previsão de chuva extrema, o Ministério do Ambiente e a Agência Portuguesa do Ambiente (APA) têm estado a realizar descargas preventivas nas barragens há mais de 15 dias, sendo o principal objetivo a diminuição do “volume (das barragens) para acomodar a grande pluviosidade que vem na próxima semana”. “Estamos a fazer isto já há várias semanas, em coordenação com a Espanha e com as hidroelétricas, a quem agradecemos por terem acedido aos nossos pedidos para colaborar nestas descargas preventivas e, portanto, temos uma preocupação enorme em relação (à segurança e capacidade das) barragens”, explicou Maria da Graça Carvalho. A governante mostrou uma grande preocupação com as regiões do Mondego, Douro, Águeda e Tejo. Maria da Graça Carvalho apelou ainda aos cidadãos residentes em zonas vulneráveis para que retirem bens, animais e viaturas de zonas “suscetíveis a cheias”, seguindo as orientações da Proteção Civil. No litoral, a ministra garantiu que os danos em margens, pontes e açudes serão identificados pela APA para posterior reposição através de contratos de programa. O esforço de recuperação está a ser coordenado de forma transversal. Segundo a governante, o ministro da Economia, Manuel Castro Almeida, está a reunir-se com os autarcas dos municípios afetados pela depressão Kristin para delinear apoios aos danos económicos e às perdas de rendimentos no comércio. Já o ministro da Agricultura, José Manuel Fernandes, está a avaliar os prejuízos no setor. Questionada sobre o pedido da autarquia de Alcácer do Sal para a declaração do Estado de calamidade, pedido também já formalizado pela Marinha Grande, a ministra remeteu a decisão para o Conselho de Ministros, afirmando que “as margens estão a ser difundidas a todo o Governo”. Além do município alentejano, a Câmara da Marinha Grande também pediu que fosse decretado Estado de calamidade no concelho. A passagem da depressão Kristin por Portugal continental, na quarta-feira, deixou um rasto de destruição, causando pelo menos cinco mortos, segundo a Proteção Civil, vários feridos e desalojados. A Câmara da Marinha Grande contabiliza ainda uma outra vítima mortal no concelho. Quedas de árvores e de estruturas, corte ou o condicionamento de estradas e serviços de transporte, em especial linhas ferroviárias, fecho de escolas e cortes de energia, água e comunicações foram as principais consequências materiais do temporal. Leiria, por onde a depressão entrou no território, Coimbra e Santarém são os distritos que registam mais estragos. O Governo decretou situação de calamidade entre as 00:00 de quarta-feira até às 23:59 de dia 01 de fevereiro para cerca de 60 municípios, número que pode aumentar. Leia Também: Mau tempo. CIP propõe “medidas cirúrgicas” de apoio às empresas



Publicar comentário