Transtejo fez carreira extra para Porto Brandão para

Transtejo fez carreira extra para Porto Brandão para

Segundo o presidente da Transtejo Soflusa, Rui Ribeiro Rei, na sequência do deslizamento de terra ocorrido em Porto Brandão e da manutenção das restrições aos acessos rodoviários, a TTSL recebeu um novo pedido de colaboração do serviço municipal de Proteção Civil da Câmara de Almada, no distrito de Setúbal. Assim, hoje foi realizada uma rota extra partindo da Trafaria com alguns moradores de Porto Brandão que, na quarta-feira, tiveram que ser retirados da localidade por conta do deslizamento e deixaram os veículos. A saída estava marcada para às 20h30, da Trafaria, com passageiros e proprietários dos veículos, passando pelo Porto Brandão para desembarque dos moradores, seguindo depois para Belém. Para as 21:00 estava marcada a saída de um navio de Belém, com passageiros, passando pelo Porto Brandão para embarque dos veículos, seguindo depois para a Trafaria. Segundo a empresa, a ação contou com o acompanhamento da Polícia Marítima e do serviço municipal de Proteção Civil da Câmara de Almada, e está previsto o transporte de cerca de 20 viaturas. O transporte regular de passageiros entre Porto Brandão e Belém, em Lisboa, está interrompido por tempo indeterminado já que não há acesso rodoviário à localidade. A localidade de Porto Brandão, no concelho de Almada, distrito de Setúbal, foi evacuada preventivamente, na quarta-feira, devido ao risco de deslizamento de terra nas falésias, na sequência do mau tempo. Nesse dia 48 pessoas, cinco viaturas e seis animais de estimação foram retirados de Porto Brandão, também por via fluvial, numa operação em articulação com o Serviço Municipal de Proteção Civil da Câmara de Almada, que coordenou, e a GNR, tendo o transporte sido assegurado pelo ferry “Lisbonense”. Outros moradores da localidade saíram por terra. Hoje, alguns moradores voltaram para casa, acompanhados das autoridades, para retirar bens, mantendo a interdição preventiva de permanência na área diante do deslizamento, segundo fonte da prefeitura. Na quarta-feira, a prefeita de Almada, Inês de Medeiros, indicou que, do total de pessoas obrigadas a deixar suas casas em Porto Brandão, pelo menos 160 foram acolhidas em alojamentos encontrados pela prefeitura. “Aquilo está deslizando a olhos vistos”, disse a prefeita em coletiva de imprensa realizada no final da quarta-feira, ressaltando que, por isso, o município tomou a decisão de retirar “todas as pessoas e empresas que estavam em Porto Brandão”. A prefeita adiantou ainda que, neste momento, nada pode ser feito em relação às terras e que será preciso esperar, já que não há nenhum tipo de operação que possa ser desenvolvida. A prefeita admitiu, por outro lado, que estuda fazer um pedido ao Governo para declarar situação de contingência ou de calamidade no município, por considerar que será necessário apoio diante das situações ocorridas na sequência do mau tempo. Dezesseis pessoas morreram em Portugal na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que também causaram muitas centenas de feridos e desalojados. A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e estruturas, o fechamento de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e enchentes são as principais consequências materiais do temporal. As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas. O governo prorrogou a situação de calamidade até o dia 15 para 68 municípios e anunciou medidas de apoio de até R$ 2,5 bilhões. Leia Também: Retirados 48 moradores de Porto Brandão para a Trafaria

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